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27.4.20

Santo/a do dia - Santa Zita

Santa Zita de Lucca

27/04  Santa Zita, Virgem (+ Luca, 1278)  
Foi durante 40 anos criada de uma família nobre na cidade italiana de Luca. Distribuía 
aos pobres o pouco que lhe sobrava do salário recebido. Sua santidade foi reconhecida ainda em vida, e confirmada por grande número de milagres. É padroeira das empregadas domésticas e patrona de Luca. 

28.3.20

Santa Teresa de Ávila

Dia de Santa Teresa de Ávila
 
 
 
Dia : 28 de Março - (2020)
 
 
Oração:
 
"Vós Sois as Mãos de Cristo"
 Cristo não tem actualmente sobre a terra nenhum outro corpo se não o teu;
 Nenhumas outras mãos senão as tuas;
 Nenhuns outros pés senão os teus..
 Tu és os olhos com os quais a compaixão de Cristo deve olhar o mundo;
 Tu és os pés com os quais Ele deve ir fazendo o bem;
 Tu és as mãos com os quais Ele deve abençoar os homens de hoje..
Ámen.
 
[Embora seja amplamente atribuído a Teresa, não aparece em suas obras ...]

 
 

17.1.17

S. Francisco de Assis

 
 
O que temer?
— Nada.
 
A quem temer?
— Ninguém.
 
Porquê?
— Porque aqueles que se unem a Deus obtêm três grandes privilégios: onipotência sem poder;
embriaguez, sem vinho e vida sem morte.
 

12.8.16

Hino de louvores - S Francisco

S. Francisco Assis - As chagas
É sabido que Francisco de Assis recebeu as cinco Chagas de Cristo nas mãos, nos pés e no lado, no dia 14 ou 15 de setembro de 1924, no monte Alverne. Talvez não se saiba tanto é se foi então
que ele compôs o seu hino de louvores a Deus, onde mais uma vez os nomes de altíssimo e rei
precedem o de Pai:
 
 
Tu és santo, Senhor Deus único, o que fazes maravilhas.
Tu és forte,
Tu és grande,
Tu és altíssimo,
Tu és rei omnipotente,
Tu, Pai santo, o rei do céu e da terra!
Tu és trino e uno, Senhor Deus, todo o bem.
Tu és bom, todo o bem, o soberano bem,
Senhor Deus, vivo e verdadeiro!
Tu és caridade, amor!
Tu és sabedoria!
Tu és humildade!
Tu és paciência!
Tu és mansidão!
Tu és segurança!
Tu és descanso!
Tu és gozo e alegria!
Tu és a nossa esperança!
Tu és justiça e temperança!
Tu és toda a nossa riqueza e saciedade!
Tu és beleza!
Tu és mansidão!
Tu és o protector!
Tu és o nosso guarda e defensor!
Tu és fortaleza!
Tu és consolação!
Tu és a nossa esperança!
Tu és a nossa fé!
Tu és a nossa caridade!
Tu és a nossa grande doçura.
Tu és a nossa vida eterna,
o Senhor grande e admirável,
o Deus omnipotente,
o misericordioso Salvador!

 
São Francisco de Assis
 
 
meu-tudo
de-assis

9.8.16

Florinhas de S. Francisco de Assis

Como S. Francisco, em companhia de frei Leão,
rezou Matinas sem Breviário

Capítulo IX

Estando uma vez S. Francisco, nos primeiros tempos da Ordem, com frei Leão, em um
eremitério, onde não havia livro para rezar o ofício divino, quando foram horas de matinas, disse S. Francisco a frei Leão:

– Caríssimo, nós não temos breviário por onde possamos rezar Matinas; mas, para empregarmos o tempo nos louvores de Deus, eu irei dizendo e tu hás-de responder, conforme ao que te ensinar; e acautela-te de não trocar as palavras que te eu disser. Eu direi desta forma: «Ó frei Francisco, tu fizeste tantos males e tantos pecados no século, que és digno do inferno». E tu, frei Leão, responderás:

«Verdadeira coisa é que mereces o inferno profundíssimo».

E frei Leão respondeu com simplicidade columbina:

– De boamente, padre. Começa em nome de Deus.

Então S. Francisco começou a dizer:

– Ó frei Francisco, tu fizeste tantos males e tantos pecados no século, que és digno do inferno.

Respondeu frei Leão:

– Por ti fará Deus tantos bens, que irás para o paraíso.

– Não digas assim, frei Leão; mas quando eu disser: «Ó frei Francisco, tu praticaste tantas
iniquidades contra Deus, que merecedor és de que Ele te amaldiçoe»; tu hás-de responder:
«Verdadeiramente és digno de ser metido entre os réprobos».

E frei Leão respondeu:

– Assim farei, padre.

Então S. Francisco, com muitas lágrimas e suspiros, a bater no peito, disse em alta voz:

– Ó Senhor meu, Deus do céu e da terra, eu cometi tantas iniquidades e tantos pecados contra
Ti, que, em verdade, sou digno da tua maldição.

E frei Leão contestou:

– Ó frei Francisco, Deus te fará tal, que entre os benditos serás singularmente bendito.

E S. Francisco, surpreendido de que frei Leão respondesse ao contrário do que lhe tinha
imposto, repreendeu-o dizendo:

– Porque não respondes como eu te ensino? Mando-te, por santa obediência, que respondas tal
qual eu te ensinar. Eu direi assim: «Ó frei Francisco, miserável, pensas tu que terá Deus misericórdia de ti, depois de teres cometido tantos pecados contra o Pai das misericórdias e o Deus de toda a consolação,que nem digno és de alcançar misericórdia?» E tu, frei Leão, minha ovelhinha, hás-de
responder: «De nenhum modo és digno de alcançar misericórdia».

Mas quando S. Francisco disse: «Ó frei Francisco, miserável, etc.», frei Leão respondeu:

– Deus Pai, cuja misericórdia é infinita mais do que teu pecado, fará contigo grande
misericórdia, e te cobrirá de muitas graças.

A esta resposta, S. Francisco, docemente irado e pacientemente perturbado, disse a frei Leão:

– Porque presumiste ir contra à obediência, que já são tantas vezes que respondes o contrário
do que te eu disse e mandei?

Respondeu frei Leão, com muita humildade e reverência:

– Padre, Deus me é testemunha de que, todas as vezes, eu quis, deveras, responder como tu
mandavas; mas Ele me obrigou a falar como era de sua vontade, e não como eu queria.

De que S. Francisco tomou grande maravilha, e disse a frei Leão:

– Eu te peço encarecidamente que desta vez me respondas como eu te disser.

Respondeu frei Leão:

– Diz, em nome de Deus, que, por certo, desta vez, te responderei como desejas. E S. Francisco, chorando, disse:

– Ó frei Francisco, miserável, pensas tu que Deus terá misericórdia de ti?

E frei Leão respondeu:

– Antes receberás de Deus inumeráveis graças, e te exaltará e glorificará na eternidade,
porque todo o que se humilha será exaltado. E eu outra coisa não posso dizer, porque Deus fala
por minha boca. E, assim, nesta humilde contenda, com muitas lágrimas e consolações espirituais, vigiaram até de manhã.

Seja Cristo louvado.
Ámen.
 
 
[Trechos - S. Francisco de Assis]

1.8.16

Bendita solidão

 
«Deus está em tudo, mas esse tudo não é Deus»
 
“As almas acostumadas a ver o Criador nos mais pequenos detalhes da Criação, nas maravilhas
da natureza, na harmonia do Introito de uma Missa, ou no coração de um homem, que dúvida
há de que gozam de Deus e que Deus se vale de tudo isso para muitas vezes despertar a uma
alma adormecida? Que efectivamente a alma vê a Deus, ninguém o duvida, mas é de uma
maneira imperfeita, pois antes de chegar à paisagem, sua vista se detém seja na névoa, num
insecto, no sol, num pouco de música ou na grandiosidade de um coração.
 
Claramente se chega a ver que é na solidão de tudo onde deveras se encontra a Deus...! Que
grande misericórdia é a Sua quando, fazendo-nos saltar por cima de todo o criado, nos coloca
nessa planície imensa, sem pedras nem árvores, sem céu nem estrelas, nessa planície que não
tem fim, onde não há cores, onde não há nem homens, onde não há nada que distraia a alma
de Deus!
 
Infinita bondade do Eterno que, sem que mereçamos, nos coloca nessas regiões de solidão para
ali falar-nos ao coração.
 
Infinita paciência a de Deus que, dia após dia, noite após noite, vai perseguindo as almas
apesar de suas quedas, apesar de suas ingratidões e egoísmos, apesar dos obstáculos que
continuamente colocamos, apesar de esconder-nos muitas vezes, não de seu castigo, mas, dá
vergonha dizê-lo: da sua graça.
 
Bendita solidão que nos aproxima de Deus!”
 
 
 
Frei María Rafael Arnáiz Barón 
 

 

7.7.16

S. João da Cruz

S. João da Cruz
Graus de Perfeição 
 
1. Por nada deste mundo cometer pecado, nem mesmo venial com plena advertência, nem imperfeição conhecida.
 
2. Procurar andar sempre na presença de Deus, real, imaginária ou unitiva, segundo se coadune com as obras que está fazendo.
 
3. Nada fazer nem dizer coisa de importância, que Cristo não pudesse fazer ou dizer se estivesse no estado em que me encontro e tivesse a idade e a saúde que eu tenho.
 
4. Procure em todas as coisas a maior honra e glória de Deus.
 
5. Por nenhuma ocupação deixar a oração mental que é o sustento da alma.
 
6. Não omitir o exame de consciência, sob pretexto de ocupações, e, por cada falta cometida, fazer alguma penitência.
 
7. Ter grande arrependimento por qualquer tempo não aproveitado ou que se lhe escapa sem amar a Deus.
 
8. Em todas as coisas, altos e baixas, tenha a Deus por fim, pois de outro modo não crescerá em perfeição e mérito.
 
9. Nunca falte à oração e quando experimentar aridez e dificuldade, por isso mesmo persevere nela, por que Deus quer muitas vezes ver o que há na sua alma e isso não se prova na facilidade e no gosto.
 
10. Do céu e da terra sempre o mais baixo e o lugar e o ofício mais ínfimo.

11. Nunca se intrometa naquilo de que não te encarregaram, nem discuta sobre alguma coisa, ainda que esteja com a razão. E, no que lhe for ordenado, se lhe derem a unha (como se costuma dizer) não queira tomar também a mão, pois alguns, nisto se enganam, imaginando que têm obrigação de fazer aquilo que, bem examinado, nada os obriga.

12. Das coisas alheias não se ocupe, sejam elas boas ou más, porque além do perigo que há de pecar, essa ocupação é causa de distrações e amesquinha o espírito.

13. Procure sempre confessar-se com profundo conhecimento de sua miséria e com sinceridade cristalina.

14. Ainda que as coisas de sua obrigação e ofício se lhe tornem dificultosas e enfadonhas, nem por isso desanime, porque não há de ser sempre assim, e Deus, que experimenta a alma simulando trabalho no preceito (Cf. Sl 93,20), daí a pouco lhe fará sentir o bem e o lucro.

15. Lembre-se sempre de que tudo quanto passar por si, seja próspero ou adverso, vem de Deus, para que assim nem num se ensoberbeça nem no outro desanime.

16. Recorde-se sempre de que não veio se não para ser santo e assim não consinta que reine em sua alma algo que não leve à santidade.

17. Seja sempre mais amigo de dar prazer aos outros do que a si mesmo e, assim, com relação ao próximo, não terá inveja nem predomínio. Entenda-se, porém, que isso se refere ao que for segundo a perfeição, porque Deus muito se aborrece com os que não antepõem o que lhe agrada ao beneplácito dos homens.
 
 
 
S. João da Cruz, Pequenos Tratados Espirituais

5.7.16

Querido Santo António

Santo António
 
Testemunho
 
Não foi à toa que há uns dias, resolvi publicar o tão já (re)conhecido Responso de Santo António. Na verdade, há algum tempo na desesperada procura de umas quantas páginas já impressas de um trabalho em curso que bastante me importa, parei, pensei. Consultei colegas e o pessoal da casa: nada! Revirei pastas, os dispositivos que uso, ora num ou noutro local e nenhuma pista à vista. Em lugar nenhum estavam. E ai que o tempo corre e o prazo expira...
 
Rezar... Ah..., a tal da oração a Santo António..., Ó Santo milagreiro, valei-me! Encontrei o 
Responso e aflita, "usei-o". Foi mais isso que rezar, sim..., como quando acreditava na fada que
vem colocar um doce no travesseiro quando nos cai um dente de leite. E então, nada. Nada de
nada aconteceu no dia seguinte e volto a revolver todos os cantos, as prateleiras da estante,
arquivos e sei lá que mais, acreditando já que distraída, teriam ido parar ao lixo. É que isto tem
vindo a ser feito por partes. E o prazo, o prazo de entrega a chegar... E eu que nem sou
desorganizada...!
 
Santo António, ó Santo e agora?
Agora, agora "rezas" de verdade!
 
E assim foi. E assim e então foi que ao terceiro dia me deparei com esse bloco de páginas entre
a pilha de livros, dossiers, papeis, agenda e algo mais  que costumo ter no lado direito da
minha secretária. Mesmo ali. Todo esse tempo. Sim, sou organizada. Essa pilha vai
decrescendo na medida em que arrumo assuntos e cada coisa por sua vez a seu tempo. Era
agora que precisava.  Esperava ainda ser despachada mas não bem ali...
 
Lá estavam as (bem) ditas páginas, bem como o apontamento escrito do ficheiro em que as gravei.
Ambas reencontradas, meu querido Santo, Santo António milagreiro...
Recuperando a lucidez, agradeci-lhe e então recordei que antes de tudo isto, havia já 
publicado aqui, na data em que se celebra o seu dia, uma outra oração na qual, o Santo nos
fala que muito lhe agradam aqueles... transcrevo:
 
"Quero que sejas mais assíduo ao Santíssimo Sacramento; mais devoto para com a nossa Mãe,
Maria Santíssima; quero que propagues a minha devoção e ajudes meus pobres. Oh! Quanto
isso me agrada ao coração! Não sei negar nenhuma graça àqueles que socorrem aos outros por
meu amor..."
 
Faltas, as minhas faltas... Mas o Santo corrige-me: deu-me hoje a oportunidade de cumprir um
destes seus pedidos. Um caso urgente. No qual e praticamente todo o dia me ocupou. Conto
isto e apenas para me dizer, sim, a mim, que se este Santo de facto nos vale, por graça de
Deus, também nos chama a atenção  para a parte que nos cumpre realizar a favor do próximo.
 
É graça! Quantas horas não me poupou a mim em refazer as tais páginas desaparecidas?
 
Que me falta a mim, se Deus me daria não só o tempo, todo esse em que as procurei, bem
como a capacidade e a energia que à noite tivesse retirado ao do sono? Apela-me à Fé, à
Gratidão, Compaixão, às necessidades do próximo, meus irmãos...
 
É ganho, ganho ainda mais afeição ao Santo. Tudo é graça, tudo o que me vem do Senhor!
 
"De que nos vale a fé sem obras?"
 
Deus acorda-nos através dos Santos.
 
Testemunho e abraço duplamente grata, a tarefa que tenho em mãos, 
Ámen.
 
 

3.7.16

«A que vieste?»

São Bernardo de Claraval
 
Cedo nos habituaram à quotidiana pergunta de São Bernardo: «A que vieste?» e à resposta
sacramental. «Vim para me santificar».
 
 
Abençoados directores espirituais que ao longo da história, como o génio Claraval, assim
lançaram tanta gente na corrida da santidade.
 
O Sínodo Extraordinário de 1985 manda-nos insistir sobre a urgência de correspondermos
pessoalmente ao chamamento da santidade. Decididamente há que avançarmos pelo caminho
do Senhor, sem pactuar com a mediocridade e o hedonismo, situando-nos num processo de
permanente conversão, abraçando a cruz do Senhor, que é também a dos nossos irmãos.
Podemos todavia cair na tentação subtil de buscar a santidade como forma de crescimento
pessoal, como resposta ao anseio profundamente humano de realização, de aprimoramento.

A Vida consagrada traz consigo, mercê da profissão pública da radicalidade evangélica, a
semente da superação constante da pessoa e a exigência de se descentrar de si mesma para se
enuclear em Cristo e no serviço do seu Reino. Desvinculada desta perspectiva, a santificação
pessoal constitui uma forma de riqueza que viola a coerência interna da consagração. Fazer
carreira, mesmo na linha da qualificação pessoal, não quadra a uma autêntica vida consagrada.
 
Quem vive na prece e na renúncia para conseguir a própria santificação não é ainda santo;
será o mais limpo dos egoístas.
Acrescentar o Corpo de Cristo, dando largas ao dinamismo da graça; transformar-se em Deus,
levados de pura complacência nele - eis a ideologia determinante do tender à santidade.
 
Esta límpida intenção movia a poetisa árabe do Séc IX, de nome Rábia, a Orar:
 
«Senhor, se eu me voltar para Vós por medo do Inferno,
precipitada seja no Inferno.
Se Vos anunciar com mira no Paraíso,
excluí-me do Paraíso.
Mas se Vos anunciar por amor de Vós,
não me priveis da Vossa eterna beleza».
 
 
 
Vida Consagrada - Abílio P Ribeiro
São Bernardo abade de Claraval

2.7.16

Sobre Santo António...

 
 
Dizem os Santos:
 

Santo António,
 
Possui a ciência dos Anjos
a fé dos Patriarcas
o conhecimento da lei como os Profetas
o zelo dos Apóstolos
a pureza das virgens
as austeridades dos Confessores da Fé
e o heroísmo dos Mártires
 
(São Boaventura)
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Santo António
é o meu Teólogo.
 
(S. Francisco de Assis)
 
 
 

Responso de Santo António

 
Santo António
 
 
Responso de Santo António
 
Se milagres desejais,
Recorrei a Santo António;
Vereis fugir o demónio
E as tentações infernais.
 
Recupera-se o perdido,
Rompe-se a dura prisão,
E no auge do furacão
Cede o mar embravecido.
 
Pela sua intercessão
Foge a peste, o erro, a morte,
O fraco torna-se forte
E torna-se o enfermo são.
 
Recupera-se o perdido... (repetir)
 
Todos os males humanos
Se moderam, se retiram,
Digam-nos aqueles que o viram;
Digam-no os paduanos.
 
Recupera-se o perdido... (repetir)
 
Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo
Como era no princípio, agora e sempre

Ámen.
 
 
V. Rogai por nós bem-aventurado Santo António.
R. Para que sejamos dignos das promessas de Cristo.
 
Repete-se: Recupera-se o perdido ..
.
Oremos: Deus eterno e omnipotente, Vós quisestes que o Vosso povo encontrasse em Santo António de Lisboa um grande pregador do Evangelho e um intercessor poderoso. Concedei-nos seguir fielmente os princípios da Vida Cristã, para que mereçamos tê-lo como Protector em todas as adversidades.

Por Cristo Nosso Senhor,
Ámen.
 
Rezar 3 vezes o Glória ao Pai... em acção de graças por todos os dons concedidos por Deus a Santo António e por todos os favores concedidos ao mundo por sua intercessão.
 
 
Com aprovação eclesiástica
 
De: Cavaleiro da Imaculada

1.7.16

Não permitas, Senhor...

 
Bendito Jesus, como expressar-Te, oh Senhor, a grande ternura que minha alma sente ante a
doçura de Teu Amor? Que fiz eu, Deus meu, para que assim me trates? Tão de imediato se
inunda minha alma de profunda amargura como se preenche de regozijante alegria ao pensar
em Ti e no que Tu prometes ao final da jornada. Que fiz eu, Senhor?
 
Hoje, na Santa Comunhão senti o consolo de um verme perto de Ti, quando tudo parece que
me abandona. Quis, Senhor, cravar em Teu Coração essas palavras que digo todos os dias:
 
Não permitas, Senhor, que me afaste de Ti!
 
Abraçado a Tua Cruz, entrei no Capítulo... 
Ao pé da Tua Cruz tomei o Alimento de que necessita minha débil natureza...
Aos pés de Tua Ensanguentada Cruz, encontro o consolo de escrever estas linhas...
 
Não permitas que me afaste de Ti, Senhor!
 
Esteja sempre, Senhor, à sombra do Duro Madeiro. Põe ali, a Teus pés, minha cela, meu leito...
Tenha eu, Senhor, ali minhas delícias, meus descansos no sofrer...
Que regue o solo do Calvário com minhas lágrimas...
Ali, ao pé da Cruz, tenha minha oração, meus exames de consciência...
 
Não permitas, Senhor, que me afaste de Ti!
 
Que alegria tão grande é poder viver ao pé da Cruz. Ali encontro a Maria, a São João e a todos
os que Te amam. Ali não há dor, pois ao ver a Tua, Senhor, quem se atreve a sofrer? Ali tudo se
esquece, não há desejo de gozar, nem ninguém pensa em penas...

Ao ver Tuas Chagas, Senhor, só um pensamento domina a alma...
Amor... Sim, amor para enxugar Teu Suor, amor para adoçar Tuas Feridas, amor para aliviar
tão imensa Dor.
 
Não permitas, Senhor, que me afaste de Ti!
 
 
 
S. Rafael Arnáiz Barón - Escritos

25.6.16

S. João Maria Vianney

 
 “Quando se quer destruir a Religião, começa-se por
destruir o Sacerdote.”
 
 
 
 
 
 
 
[S. João Maria Vianney, Santos]

Dez Preceitos da Serenidade

1- Só por hoje tratarei de viver exclusivamente este dia, sem querer resolver o problema de
minha vida, todo de uma vez.
 
 2- Só por hoje terei o máximo cuidado com o meu modo de tratar os outros: delicado nas
minhas maneiras, não criticarei ninguém, não pretenderei melhorar nem disciplinar ninguém a
não ser a mim.
 
 3- Só por hoje sentir-me-ei feliz com a certeza de ter sido criado para ser feliz, não só no
outro mundo, mas também neste.
 
 4- Só por hoje adaptar-me-ei às circunstâncias sem pretender que as circunstâncias se
adaptem a todos os meus desejos.
 
 5- Só por hoje dedicarei dez minutos do meu tempo a uma boa leitura, lembrando-me de que
assim como é preciso comer para sustentar o meu corpo, assim também a leitura é necessária
para alimentar a vida de minha alma.
 
 6- Só por hoje praticarei uma boa ação sem contá-la a ninguém.
 
 7- Só por hoje farei uma coisa de que não gosto, e se for ofendido em meus sentimentos,
procurarei que ninguém o saiba.
 
 8- Só por hoje far-me-ei um programa bem completo do meu dia. Talvez não o execute
perfeitamente, mas em todo caso vou fazê-lo. E guardar-me-ei bem de duas calamidades: a
pressa e a indecisão.
 
 9- Só por hoje ficarei bem firme na fé de que a Divina Providência se ocupa de mim mesmo
como se existisse somente eu no mundo, ainda que as circunstâncias manifestem o contrário.
 
 10- Só por hoje não terei medo de nada. Em particular, não terei medo de gostar do que é
belo e não terei medo de crer na bondade.
 
 
 
[Papa João XXIII]
 
 
 

13.6.16

Cinco Minutos diante de Santo António

Santo António - 5 minutos diante de Santo António
Há quanto tempo te esperava, ó alma devota, pois bem conheço as graças de que necessitas e
que queres que eu peça ao Senhor.
 
Estou disposto a fazer tudo por ti; mas, filho, dize-me uma a uma todas as tuas necessidades,
pois desejo ser o intermediário entre tua alma e Deus, com o fim de suavizar teus males. Sinto
a aflição de teu coração e quero unir-me às tuas amarguras.
 
Desejas o meu auxílio no teu negócio..., queres a minha proteção para restituir a paz na tua
família..., tens desejo de conseguir algum emprego.... queres ajudar alguns pobres..., alguma
pessoa necessitada..., queres a tua saúde ou a de alguém a quem muito estimas? Coragem,
que tudo obterás.
 
Agradam-me também as almas sinceras que tomam sobre si as dores alheias, como se fossem
próprias. Mas eu bem vejo como desejas aquela graça que há tanto tempo me pedes.
Tem fé que não tardará a hora em que hás de obtê-la.
Uma coisa, porém, desejo de ti. Quero que sejas mais assíduo ao Santíssimo Sacramento; mais
devoto para com a nossa Mãe, Maria Santíssima; quero que propagues a minha devoção e
ajudes meus pobres. Oh! Quanto isso me agrada ao coração! Não sei negar nenhuma graça
àqueles que socorrem aos outros por meu amor, e bem sabes quantos favores são obtidos por
esse meio.
 
Quantos, com viva fé, têm recorrido a mim com o pão dos pobres na mão e são atendidos!
Invocam-me para ter êxito feliz em um negócio, para achar um objeto perdido, para obter a
saúde de uma pessoa enferma, para conseguir a conversão de alguém afastado de Deus, e eu,
por amor dos meus pobres cuja miséria está a meu cargo, obtenho de Deus tudo o que pedem
e ainda muito mais.
Temes que eu não faça outro tanto por ti? Não penses nisso, porque prezo muito as
prerrogativas concedidas por Deus de ser o Santo dos milagres.
Muitos outros, como tu, têm precisado de mim e temem pedir-me, pensando que me
importunam. Quanto és tímido, meu bom amigo!
 
Leio tudo no fundo do coração e a tudo darei remédio; hei de obter as graças, não temas.
Agora, volta às tuas ocupações e não te esqueças do que te recomendei; vem sempre
procurar-me, porque eu te espero; tuas visitas me hão de ser sempre agradáveis, porque
amigo afeiçoado como eu não acharás.
Deixo-te no Coração Sagrado de Jesus e também no de Maria e no de São José.
Rezar um Pai Nosso, Ave-Maria e Glória.
 
 
[Oração, Santo António, Santos]
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28.5.16

Santo Afonso de Ligório

O homem santo - os/as Santos/as
 
«O homem santo permanece na sabedoria como o sol, mas o insensato muda como a lua. O pecador é como ela: hoje cheia, amanhã, minguante; hoje ri, amanhã chora de remorso, de angústia e tristeza; hoje parece tranquilo e sereno, amanhã furioso como o tigre. E porquê? Porque seu contentamento depende das coisas boas ou más que lhe acontecem, e, por isso, mudam segundo sopram os ventos favoráveis ou contrários.
O justo é como o sol, sempre sereno e tranquilo, porque sua paz está fundada na conformidade de sua vontade com a vontade de Deus. Podemos gozar aqui na terra de um paraíso antecipado, pois esta paz causa alegria plena, e foi exactamente o que aconteceu aos santos, independente do que passavam; é uma alegria que o mundo não compreende mas que pode e deve estar no coração daquele que tudo se conforma a Deus, e nada, nem a dor, nem a fome, nem a tribulação, haverá de tirar esta paz e impedir que se cumpra de facto a vontade de Deus em sua vida.»

 
[lendo e rezando, Santo Afonso de Ligório]

Imagem tirada da net.

10.3.16

Bilhetes do Céu (2)

 
 
"três virtudes devem adornar-te especialmente: humildade, pureza de
intenção e amor"


Ir. Faustina  (Diário, 1779)

Missa (3)

 
«O próprio Deus não pode fazer uma acção mais sagrada e maior que a celebração de uma Santa Missa»
 
Sto. Afonso Maria de Ligório

2.3.16

Missa (2)

 

“O homem deveria tremer, o mundo deveria vibrar, o Céu inteiro deveria comover-se profundamente quando o Filho de Deus aparece sobre o altar nas mãos do sacerdote”.

S. Francisco de Assis

28.2.16

Missa

 
São João Maria Vianney - Cura d'Ars
 
“Se conhecêssemos o valor da Santa Missa, morreríamos de alegria”.