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3.5.20

Santo Padre Pio

São Padre Pio de Pietrelcina
 
"Convém que te familiarizes com os sofrimentos que Jesus resolveu mandar-te, assim como deves aprender a conviver com eles. Agindo desta maneira, quando menos pensares em te livrares deles, Jesus, que não pode sofrer muito tempo vendo-te aflita, virá consolar-te com presteza, confortando-te com uma coragem nova que infundirá no teu coração."
 
(Assim seja - Ámen)
 
 
 
 

30.4.20

A Santa Cruz

 
 
Abrace a Cruz de Jesus e nunca lhe faltará força. Lancemo-nos nos  braços de Jesus, nos braços da Cruz e aguardemos com humildade e paciência, até que Ele se digne levantar-nos.
 
 
Santo Padre Pio

27.4.20

A Primeira Missa no Brasil

Primeira Missa no Brasil

Há 520 anos, no dia 26 de abril de 1500 – domingo da oitava de Páscoa –, era celebrada a primeira Missa daquele que viria a ser o país com o maior número de católicos baptizados no mundo, o Brasil.

A Santa Missa foi presidida por Frei Henrique de Coimbra e concelebrada por outros sacerdotes em Santa Cruz Cabrália, litoral sul da Bahia, sobre o ilhéu da Coroa Vermelha. Em sua carta ao rei Dom Manuel, o escrivão Pero Vaz de Caminha descreveu a celebração feita em um “altar mui bem arranjado” e que, segundo observou, “foi ouvida por todos com muito prazer e devoção”.

Os portugueses chegaram ao Brasil em 22 de abril de 1500, nas 13 caravelas lideradas por Pedro Alvares Cabral, o qual, avistando do mar um monte, chamou-o de Monte Pascoal, por ser oitava de Páscoa. Àquela terra, inicialmente, colocou o nome Terra de Vera Cruz.

Após desembarcarem em terra firme e terem os primeiros contatos com os índios, seguiram a bordo de suas caravelas para um lugar mais protegido, parando na praia da Coroa Vermelha. Foi neste local que celebraram a Santa Missa. Terminada a celebração, conforme relata Pero Vaz de Caminha, o sacerdote subiu em uma cadeira alta e “pregou uma solene e proveitosa pregação, da história evangélica; e no fim tratou da nossa vida, e do achamento desta terra, referindo-se à Cruz, sob cuja obediência viemos, que veio muito a propósito, e fez muita devoção”.

Conforme indicam os relatos, o escrivão Caminha acreditava que a conversão dos índios seria fácil, pois demonstraram respeito quanto à religião. Neste sentido, pediu ao rei que enviasse logo clérigos para baptizá-los.

A representação mais famosa da celebração é o quadro “A Primeira Missa no Brasil“, feito em 1861 pelo pintor catarinense Victor Meirelles de Lima. Após esta, a segunda Missa foi celebrada no dia 1º de maio, na foz do rio Mutarí. Os anos se passaram e, hoje, o Brasil é o país com o maior número de católicos batizados no mundo.

Segundo o Anuário Pontifício 2018 e o Anuário Estatístico da Igreja 2016, no Brasil vivem 173,6 milhões de católicos, o que representa 13,3% de fiéis do mundo e 27,5% da América do Sul.

Em: acidigital.com
Imagem: Victor Meirelles - Domínio público

18.4.20

Não, Sr Ministro - Não ao 1º Maio!


Em Portugal, só a partir de maio de 1974, após a Revolução dos Cravos, é que se voltou a comemorar livremente o Primeiro de Maio, que passou a ser feriado. Durante a ditadura do Estado Novo, a comemoração era reprimida pela polícia.
 
O Dia Mundial dos Trabalhadores é comemorado em todo o país, com manifestações, comícios e festas de carácter reivindicativo, promovidos pela central sindical CGTP-IN (Confederação Geral dos Trabalhadores Portugueses – Intersindical) nas principais cidades de Lisboa e Porto, assim como pela central sindical UGT (União Geral dos Trabalhadores).
 
 
 

O Ministério da Administração Interna, designado entre 1910 e 1974 por Ministério do
Interior é o departamento do Governo de Portugal responsável pela execução das
políticas de segurança pública, de protecção e socorro, de imigração e asilo, de
prevenção e segurança rodoviária e pela administração dos assuntos eleitorais.
 
***
 
Do que e então se lembrou? De nos convocar ao dia dos "Trabalhadores", mas.., quais
e onde estão? Sou só mais uma nesta palhaçada. Celebrar e então o quê?! Não, ainda não perdemos o juízo. Asseguro que no entanto, balancei um pouco ao ouvi-lo em tal "apelo" e é isto. Rir (ainda) é o melhor remédio. Não bate não, a bota com a perdigota... e então, enquanto não pudermos retomar a nossa fé em pleno, por que carga de água iríamos arriscar nossa saúde, sim.., e em vão? Não é por aí que vou, não e não. A ver  tem e ainda, com o  (excelente) texto que segue abaixo, subscrevo e/ou, com o qual totalmente me identifico:
 
**
"Caros amigos, preciso de partilhar convosco a minha dor, o meu sofrimento, que me impedem de viver em júbilo estes dias: a suspensão das celebrações dominicais, por causa da pandemia. Eu não estou a minimizar a gravidade da pandemia e eu próprio estou confinado à minha residência, obedecendo às orientações da DGS e às ordens do governo.
Não me escandaliza o facto de o governo ter proibido as celebrações, tarefa que lhe foi facilitada pela antecipação dos bispos, dispensando os fiéis do preceito dominical. Deus quer que todos celebrem o dia que a Ele pertence, que Ele fez, como cantamos durante esta semana pascal e que se repete semanalmente ao domingo, dia do Senhor. Ao dispensar assim os fiéis deste mandamento divino, os bispos ultrapassaram os limites das suas competências. Ninguém pode dispensar ninguém de cumprir os Mandamentos da Lei de Deus. Ao fazerem isto, os bispos cometeram um grande pecado, de consequências inimagináveis. Como Adão, vão descobrir agora que estão nus, que perderam toda a sua autoridade.
 
Foi feita a consagração de Portugal ao Coração de Jesus e ao Imaculado Coração de Maria no dia 25 de Março. Mas dizem-me que o mesmo bispo que presidiu à consagração já declarou a suspensão das celebrações do 13 de Maio… Minha Nossa Senhora, valei-me! Então Nossa Senhora não tem poder para proteger os peregrinos que a ela recorrem? Então para que serviu a consagração? Estamos a viver uma profunda crise de fé ao nível da mais alta hierarquia da Igreja.
 
Talvez agora é que se cumpre a mensagem de Fátima: o Anjo e Nossa Senhora mostraram aos Pastorinhos a profunda «tristeza de Deus». Como Deus deve estar triste hoje! Porquê? Por causa da coronavírus? Por causa dos doentes com cancro? Por causa de outros males que nos afectam? Não, com certeza! Por causa da falta de fé; por causa dos pecados que «bradam aos céus»: sobretudo o homicídio voluntário, o aborto, que atinge proporções nunca vistas de calamidade mundial! O clamor do sangue das crianças que não deixam nascer sobe da terra aos céus, como o sangue do justo Abel.
 
Por isso, mais do que triste, Deus deve estar indignado, zangado, tendo chegado ao limite da Sua divina paciência! Ao suspenderem as missas dominicais, contra o preceito divino, os bispos aparentemente tomaram uma decisão corajosa, mas comprometeram irremediavelmente a sua autoridade. Logo o governo «proibiu» todas as celebrações, não só as dominicais, e agora será o governo quem há-de decidir quando elas serão permitidas e em que condições, porque paira sempre no ar um perigo, real ou potencial, para a saúde pública. Em nome da nossa segurança, tiram-nos a liberdade. E tudo para o nosso bem, porque estamos todos no mesmo barco, até Deus, como disse o Papa na mensagem antes da bênção «Urbi et Orbi», e a nova versão da missa votiva em tempo de calamidade, recentemente aprovada pela Congregação dos ritos e dos sacramentos. Meu Deus, perdoai-lhes, porque não sabem o que dizem nem o que fazem!
 
Nas circunstâncias actuais, tomo muito a sério aquela frase que li em Luisa Piccaretta e que já vos referi: «Quando permito que as Igrejas sejam abandonadas, os ministros dispersos, as missas reduzidas, significa que os sacrifícios são ofensivos para mim. As orações, insultos; as adorações, irreverência; as confissões sem fruto. Portanto, não mais encontrando a Minha glória, mas somente ofensas nem bem nelas, não Me servindo mais, Eu mesmo os removo». Então não foram nem os bispos que suspenderam as missas; nem o governo que as proibiu; foi o próprio Senhor que está cansado de tanta indiferença, falta de respeito, como naquela vez em que amaldiçoou a figueira, porque estava seca, sem fruto. E isso diz-nos a todos respeito, tanto aos padres como aos leigos, porque deixámos de ter o respeito devido ao Santíssimo Sacramento, com terríveis profanações e sacrilégios.
 
Por isso, porque também eu sou pecador e preciso da misericórdia divina, porque estas palavras aceito-as como ditas, em primeiro lugar, para mim, vivo estes dias em atitude penitencial própria da quaresma. Este tempo festivo por excelência vivo-o como luto! S. Tomás tem uma frase que me consola nesta desolação: «Deus não permitiria um mal, se dele não pudesse tirar um bem maior». É esta esperança que me anima, porque Cristo Ressuscitou, venceu Satanás, o pecado e a morte. A Ele toda a glória e o poder para sempre."
 
Ámen
 
Padre José Jacinto Farias - Professor de Teologia Dogmática na Faculdade de Teologia da Universidade Católica de Lisboa.
 
Fonte - texto em: Senza Pagare
 
  
 

2.4.20

A Medalha Milagrosa

                                                                     A MEDALHA MILAGROSA

Medalha Milagrosa: um sinal que surgiu numa enorme crise social, política e económica - 1830, Paris em chamas: Nossa Senhora, porém, trouxe um sinal!
 
Quando Nossa Senhora apareceu para a jovem noviça Catherine Labouré na capela das Filhas da Caridade, na Rue du Bac, em Paris, a cidade estava em crise. A Revolução de Julho de 1830 tinha destituído o monarca francês e deixado à deriva os trabalhadores, que, desempregados e furiosos, organizaram mais de 4.000 barricadas pela capital.
 
As três aparições testemunhadas por Catherine originaram a devoção popular pela Medalha Milagrosa.
Na segunda dessas aparições, Maria se revelou sobre um globo com raios de luz que irradiavam de suas mãos. Em torno de Maria, em forma oval, apareciam as palavras “Oh Maria concebida sem pecado, rogai por nós que recorremos a vós“.
 
 Na visão de Catherine, o verso dessa imagem mostrava a letra “M”, encimada por uma cruz, e, abaixo, dois corações. O Sagrado Coração de Jesus estava coroado por espinhos; o Imaculado Coração de Maria estava cercado por rosas e trespassado por uma espada.
 
Catherine relatou que Nossa Senhora a tinha instruído a mandar fazer uma medalha baseada nessa visão, prometendo abundantes graças para todos os que a usassem com confiança. Dois anos depois, uma avassaladora epidemia de cólera arrancou a vida de mais de 20.000 parisienses. As irmãs distribuíram a medalha milagrosa e logo começaram a ser relatados vários casos de cura, bem como de proteção contra a doença.
 
A medalha de Maria também desatou alguns eventos surpreendentes. Oito anos após a epidemia, a capela da Rue du Bac voltou a receber aparições. A Mãe de Deus apareceu desta vez para a irmã Justine Busqueyburu, confiando a ela o Escapulário Verde do seu Coração Imaculado para a conversão dos pecadores, em particular dos que não têm fé.
 
Dois anos depois, o banqueiro francês Alphonse Ratisbonne, ateu, membro de uma destacada família judaica, se converteu ao catolicismo. Ratisbonne tinha visitado Roma usando por brincadeira a medalha milagrosa. Ao visitar a famosa igreja barroca de Sant’Andrea delle Fratte, em 20 de janeiro de 1842, recebeu ele próprio uma aparição de Maria. Ratisbonne se converteu ali mesmo.
 
“Ele não conseguia explicar como tinha passado do lado direito da igreja para o altar lateral oposto… Tudo o que ele sabia era que, de repente, estava de joelhos perto daquele altar. No começo, conseguiu ver claramente a Rainha do Céu em todo o esplendor da sua beleza imaculada, mas não pôde continuar olhando para o brilho daquela luz. Por três vezes tentou olhar novamente para a Mãe de Misericórdia; por três vezes foi incapaz de levantar os olhos para além das mãos abençoadas de Maria, da qual fluía, em raios luminosos, uma torrente de graças“.
 
Alphonse Ratisbonne se tornou sacerdote jesuíta e fundou mais tarde a congregação religiosa dos Padres e Irmãs de Sião em Jerusalém.
 
Catherine Labouré morreu mais de trinta anos depois, ainda como freira de clausura no convento de Paris. Seus restos mortais foram encontrados incorruptos em 1933. Ela foi canonizada em 1947 pelo papa Pio XII.

17.3.20

"a VIDA não vai parar..."

Tem vindo a ser um tempo conturbado. Por ameaças de doença devastadora,  que se expande pelo mundo afora. Um tempo que nos exije o recolhimento necessário com fim a não se propagar tão mais.
 
Estamos em tempo de Quaresma. Quantos são hoje os que se "recolhem" nestes dias de reflexão e de amor a Deus, quantos? Ainda paira no ar as músicas tão animadas de um carnaval excessivo em todos os termos, danças que já nada de bom nos inspiram. Excesso, aliás, é o termo. Não. Esta vida aqui não será nunca brincadeira nenhuma se excitando os piores valores humanos e cristãos. Quer queiramos ou não, nascemos por, e para Deus!
 
Então, e assim, aqui fica uma música que nos inspira ao melhor do que poderemos aspirar: uma profissão de fé.  Chamando, aclamando-O, nos deixando levar pela Esperança  que nos incute a sermos mais e melhores. Com mais fé em Deus - nosso Pai, amigo que nos quer - a cada um, a todos, e, como no fim, há-de ser, reunindo-nos a Ele. O Pai da Misericórdia que nos chama e nos perdoa. O Pai que nos ama sem fim..., a cada um. Estamos em tempo. então aproveitemos e O sigamos!
 
"Onde Deus te levar". Deixa, deixa que te chame com estes e aqui:

 


Tenhamos Fé, Oração - sempre! Confiemo-nos a Ele, a Maria, à Santíssima Trindade - Oremos!
 
Concerto Miguel Araújo e António Zambujo no Jubileu Jovem |
Fátima - Set - SIMPLUS
 
 
Haja -  e sempre - a Esperança! Que tanto nos vale!
 

14.1.17

A chama da FÉ

 
 
 
                                                               A chama da FÉ

Uma fé viva, uma crença cega e a total adesão à autoridade constituída por Deus sobre ti, isto
forma a luz que orientará os passos do povo de Deus no deserto. Essa é a chama que resplandece sempre nas alturas do espírito que se eleva ao Pai.

Essa é a luminosa estrela que conduziu os Reis Magos à adoração do Messias recém-nascido, a estrela profetizada por Balaão. É o archote que dirige os passos dos espíritos desolados.

E essa luz, essa estrela, esse archote, iluminam, também, a tua alma, dirigem os teus passos,
porque não vacilaste; fortificam o teu espírito no afecto divino e, sem que a alma saiba, estará
sempre avançando na direcção da meta eterna.

[Fr. Arni Decorte — Padre Pio, Ed A.O.— Braga]


A 8 de Novembro de 2016

3.1.17

Da Esperança

 
 
Da esperança

Encontrei uma bonita imagem da esperança nas pregações de Advento de São Boaventura. O doutor seráfico diz aos seus ouvintes que o movimento da esperança se assemelha ao voo do pássaro, que para voar estende as suas asas o mais abertamente que pode e emprega todas as suas forças para as mover, torna-se todo ele movimento, e assim vai para o alto, voa efectivamente. Esperar é voar, diz Boaventura. A esperança exige-nos um empenho radical, requer que todos os nossos membros se tornem movimento para nos levantar da força de gravidade da Terra, para ascender à verdadeira altura do nosso ser, às promessas de Deus.
O doutor franciscano desenvolve então uma bela síntese da doutrina dos sentidos exteriores e dos sentidos interiores. Quem espera, assim diz ele, «deve levantar a cabeça, dirigindo para o alto os seus pensamentos, para a altura da nossa existência, isto é, para Deus. Deve levantar os olhos para captar todas as dimensões da realidade. Deve levantar o coração dispondo o seu sentimento para o sumo amor e para todos os seus reflexos no mundo. Deve mover também as suas mãos no trabalho».
(...)
O Senhor ensinava-nos a esperança ensinando-nos a sua oração, diz Tomás de Aquino. O pai-nosso é escola de esperança, a sua iniciação concreta. No Catecismo Romano a exposição do pai-nosso forma a quarta parte da catequese cristã fundamental, juntamente com a explicação da confissão de fé, do credo, dos mandamentos e dos sacramentos. Também aqui a oração do Senhor faz de explicação da esperança. Um homem desesperado já não reza porque já não espera; um homem seguro do seu poder e de si próprio já não reza porque confia somente em si mesmo.

Quem reza tem esperança numa bondade e num poder que ultrapassam as suas próprias possibilidades. A oração é esperança em acto.

[Exercícios de Fé, Esperança e Caridade — Joseph Ratzinger]
Em: Olhar para Cristo - Boaventura e Tomás Aquino — pgs 75/77

 
Em Outubro de 2016

Pai das misericórdias

 
 
                                                          Pai das misericórdias
Está triste?

A vida humana nunca será inteiramente livre das sombras da tristeza. Algumas pessoas vivem com
um determinado obstáculo ou dificuldade incomodando as suas vidas.

Quanto a outras, há momentos em que temos de concordar que "quando as tristezas chegam para
elas, não vêm como batedores solitários, invadem-nas em batalhões."

― Shakespeare.

Para muitos a pergunta candente é: "Será que Deus se incomoda com o que está a acontecer comigo,
ou será que, ao menos, conhece e sabe o que me está acontecendo?"

Abandonamos o caminho do ressentimento e da amargura quando dizemos a Deus: "Não compreendo
os Vossos desígnios, mas confio em Vós!"
"Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, o Pai das misericórdias e Deus de toda
consolação. Ele nos consola em todas as nossas tribulações, para que possamos consolar os que estão
em qualquer tribulação, mediante a consolação que nós mesmos recebemos de Deus" (2Cor 1,3-4).


[Crescer na Fé ― Ed Paulinas]
 
Há 12 semanas - Outubro de 2016

18.9.16

Sim, creio!

 
 
Professemos a nossa Fé:
 
 
Creio em Deus, Pai Todo-Poderoso:
 
 
"Ide por todo o mundo e proclamai o Evangelho a toda a criatura" (Mc 16,15). "Ide, pois, e ensinai todas as gentes, baptizando-as em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo, ensinando-as a observar tudo o que vos mandei" (Mt 28,19-20).
 
Eis a missão que Jesus confiou aos seus apóstolos. A mesma que os apóstolos transmitiram aos seus seguidores: a missão da Igreja, hoje. A Igreja testemunha e anuncia para que todos possam crer e esperar; viver e amar como Jesus acreditou e esperou, viveu e amou. Ela guarda a tradição sagrada e protege-a da falsificação e do erro.
 
A profissão de fé nasceu na Igreja como recapitulação válida da mensagem transmitida pelos apóstolos. Todos aqueles que, por ocasião do seu Baptismo, são interrogados sobre a sua fé, confessam com as mesmas palavras a sua pertença a Deus Pai, a Jesus Cristo, seu Filho e ao Espírito Santo.

A profissão de fé (Credo) de todos os cristãos começa pela palavra "Eu". Porque no seio da comunidade, cada pessoa tem a sua própria história com Deus. Ninguém pode dizer "eu" pelo outro.
Quem diz "sim" a Deus deve saber a que se compromete. Por isso, é importante que cada cristão aprenda a conhecer e a compreender o texto fundamental da sua fé.
 
Rezemos, hoje e sempre, juntos:

Creio em um só Deus
 Pai todo-poderoso,
 criador do céu e da terra
 de todas as coisas visíveis e invisíveis.
Creio em um só Senhor, Jesus Cristo,
 Filho Unigênito de Deus,
 nascido do Pai antes de todos os séculos;
 Deus de Deus,
 Luz da Luz,
 Deus verdadeiro de Deus verdadeiro;
 gerado, não criado,
 consubstancial ao Pai.
Por ele todas as coisas foram feitas.
 E por nós, homens, e para nossa
 salvação, desceu dos céus
 e se encarnou pelo Espírito Santo,
 no seio da Virgem Maria,
 e se fez homem.
 Também por nós foi crucificado sob
 Pôncio Pilatos;
 padeceu e foi sepultado.
Ressuscitou ao terceiro dia,
 conforme as Escrituras,
 e subiu aos céus,
 onde está sentado à direita do Pai.
E de novo há de vir, em sua glória,
 para julgar os vivos e os mortos;
 e o seu reino não terá fim.
Creio no Espírito Santo,
 Senhor que dá a vida,
 e procede do Pai e do Filho;
 e com o Pai e o Filho
 é adorado e glorificado:
 Ele falou pelos profetas.
Creio na Igreja,
 una, santa, católica e apostólica.
 Professo um só baptismo
 para a remissão dos pecados.
 E espero a ressurreição dos mortos
 e vida do mundo que há de vir.
 Ámen.

26.7.16

O valor da Fé

 
Quereis saber qual é o valor da vossa fé?
 
Cristo morreu por ela. Sendo assim, porque é que procuras a recompensa terrena, apegado como estás ao ouro e ao dinheiro? É um insulto que fazes à fé, pela qual Cristo morreu. “Mas como é – perguntará alguém – quanto é que ela vale?”. Presta atenção àquele que diz:
 
Que é que eu tenho no céu?
 
De facto, ele não concretiza o que é que haverá no céu. Mas diz assim: Que é que eu exigi de ti nesta terra? (Sl 72, 25). Louvando o que há no céu e rejeitando o que há na terra, ele acabou por responder a ambas as perguntas. O que é que há no céu? O que os olhos não veem (Is 64, 4).
 
 
 Que é que há na terra?
 
O que os olhos dos fiéis não querem ver.
 
O que é que há no céu?
 
Aquilo que o Lázaro coberto de chagas pôde encontrar.
 
O que é que há na terra?
 
O que o rico avarento possuía (Cf. Lc 16, 22).
 
Que é que há no céu?
 
Aquilo que não pode perecer.
 
O que é que há na terra?
 
O que não pode perdurar.
 
Que é que há no céu?
 
Ausência de sofrimento.
 
Que é que há na terra?
 
O medo constante.
 
Que é que eu tenho no céu? O quê?
 
Aquele que fez o céu. O valor da tua fé é o teu Deus. Tê-lo-ás a Ele. Ele dispõe-se a ser Ele próprio a recompensa para os que lhe prestam culto. Considerai, irmãos caríssimos, todas as criaturas: o céu, a terra, o mar, o que está no céu, na terra e no mar. Como tudo é belo, como tudo é admirável, como tudo está disposto digna e ordenadamente! Impressiona-vos estas coisas? Com certeza que impressionam.
 
Porquê?
 
Porque são belas.
 
Quem é que as fez?
 
Creio que ficaríeis embasbacados, se vísseis a beleza dos anjos.
 
Quem é, pois, o criador dos anjos?
 
É aquele que é a recompensa da vossa fé. Ó avaros, com que é que vos haveis de saciar, se o próprio Deus vos não sacia?.
 
«Trabalhoso é o tempo da fé. Quem o pode negar? É trabalhoso, mas este é o trabalho que corresponde àquela recompensa. Não queiras ser preguiçoso no trabalho, do qual desejas receber a recompensa»
 
 
(Santo Agostinho).
Sermão 19, 5
Da obra:  "Sim, cremos: O Credo comentado pelos Padres da Igreja"
 
 
 
  
 


 


15.7.16

Pobreza

Vazio...
Não há pobreza maior que a da falta de fé.
                               Da Fé que compreende o Amor que Deus É.
                                             E do amor que Deus nos tem.
 
 
Trechos: RP: Deus é Amor.
 

5.7.16

Querido Santo António

Santo António
 
Testemunho
 
Não foi à toa que há uns dias, resolvi publicar o tão já (re)conhecido Responso de Santo António. Na verdade, há algum tempo na desesperada procura de umas quantas páginas já impressas de um trabalho em curso que bastante me importa, parei, pensei. Consultei colegas e o pessoal da casa: nada! Revirei pastas, os dispositivos que uso, ora num ou noutro local e nenhuma pista à vista. Em lugar nenhum estavam. E ai que o tempo corre e o prazo expira...
 
Rezar... Ah..., a tal da oração a Santo António..., Ó Santo milagreiro, valei-me! Encontrei o 
Responso e aflita, "usei-o". Foi mais isso que rezar, sim..., como quando acreditava na fada que
vem colocar um doce no travesseiro quando nos cai um dente de leite. E então, nada. Nada de
nada aconteceu no dia seguinte e volto a revolver todos os cantos, as prateleiras da estante,
arquivos e sei lá que mais, acreditando já que distraída, teriam ido parar ao lixo. É que isto tem
vindo a ser feito por partes. E o prazo, o prazo de entrega a chegar... E eu que nem sou
desorganizada...!
 
Santo António, ó Santo e agora?
Agora, agora "rezas" de verdade!
 
E assim foi. E assim e então foi que ao terceiro dia me deparei com esse bloco de páginas entre
a pilha de livros, dossiers, papeis, agenda e algo mais  que costumo ter no lado direito da
minha secretária. Mesmo ali. Todo esse tempo. Sim, sou organizada. Essa pilha vai
decrescendo na medida em que arrumo assuntos e cada coisa por sua vez a seu tempo. Era
agora que precisava.  Esperava ainda ser despachada mas não bem ali...
 
Lá estavam as (bem) ditas páginas, bem como o apontamento escrito do ficheiro em que as gravei.
Ambas reencontradas, meu querido Santo, Santo António milagreiro...
Recuperando a lucidez, agradeci-lhe e então recordei que antes de tudo isto, havia já 
publicado aqui, na data em que se celebra o seu dia, uma outra oração na qual, o Santo nos
fala que muito lhe agradam aqueles... transcrevo:
 
"Quero que sejas mais assíduo ao Santíssimo Sacramento; mais devoto para com a nossa Mãe,
Maria Santíssima; quero que propagues a minha devoção e ajudes meus pobres. Oh! Quanto
isso me agrada ao coração! Não sei negar nenhuma graça àqueles que socorrem aos outros por
meu amor..."
 
Faltas, as minhas faltas... Mas o Santo corrige-me: deu-me hoje a oportunidade de cumprir um
destes seus pedidos. Um caso urgente. No qual e praticamente todo o dia me ocupou. Conto
isto e apenas para me dizer, sim, a mim, que se este Santo de facto nos vale, por graça de
Deus, também nos chama a atenção  para a parte que nos cumpre realizar a favor do próximo.
 
É graça! Quantas horas não me poupou a mim em refazer as tais páginas desaparecidas?
 
Que me falta a mim, se Deus me daria não só o tempo, todo esse em que as procurei, bem
como a capacidade e a energia que à noite tivesse retirado ao do sono? Apela-me à Fé, à
Gratidão, Compaixão, às necessidades do próximo, meus irmãos...
 
É ganho, ganho ainda mais afeição ao Santo. Tudo é graça, tudo o que me vem do Senhor!
 
"De que nos vale a fé sem obras?"
 
Deus acorda-nos através dos Santos.
 
Testemunho e abraço duplamente grata, a tarefa que tenho em mãos, 
Ámen.
 
 

7.6.16

Grande testemunho de Fé...

 
François-Xavier N Van Thuân
 
 
Em 1975 o governo comunista o aprisionou. Nunca foi processado e condenado. Permaneceu
na prisão por mais de 13 anos, dos quais nove em isolamento.

"Estou feliz aqui, nesta cela, onde os fungos crescem no meu estrado de dormir, porque Vós
estais comigo, porque desejais que eu viva aqui convosco. Falei muito durante a minha vida:
agora não falarei mais. É a Vossa vez de falar-me, Jesus: eu Vos escuto."

Cardeal vietnamita, François-Xavier N Van Thuân em um dos seus livros, "Cinco pães e dois
peixes"
 
[Testemunho, Fé]
Foto google, net
 
 

 
 
 

 

Luz que me ilumina
 
 
 
 

 [Fé]






(Img da m/despensa - net e assim...)

23.5.16

Os 3 aspectos de Fé, qual o seu?

 
Os Padres da Igreja Latina (começando com Agostinho) falam de três níveis de fé em Deus :

1. credere Deum ( " Qual o objecto da nossa fé?" ) : Isto é simplesmente acreditar que Deus existe. Os demônios têm esse tipo de fé, como São Tiago explica - Tiago 2 .

2. credere Deo (Acreditar em Deus " ) : Isto é confiar em Deus . Se Deus diz: "Jesus é o Filho de Deus", então você crê que sim. Se Deus diz: " Eu sou o seu pastor. Eu vou cuidar de si . " Você acredita.

3. credere in Deum ( em latim, literalmente: "crer em Deus" (subjetivo - A entrega pessoal a Deus que cada um faz ao acreditar n'Ele e nas Suas promessas) : Este é mais difícil de traduzir , mas isto implica mover-nos para Deus. É colocar fé, confiança, até a si mesmo em Deus. Esta é a forma mais elevada de fé.


Santo Agostinho diz que credere in Deum' (nível 3) é realmente colocar-se " a si mesmo, em Deus. " Nos momentos e tempos de tragédia , depressão, noites escuras, traição , confusão, falência , divórcio, câncer e morte, a mais elevada forma de fé transcende simplesmente em crendo que Deus existe ou acreditar em Suas promessas .

 Dor e Crer em Deus
 
 
"Acreditar em Deus" ou " credere in Deum " (não "em Deo " - uma enorme diferença em latim) é o que muitas vezes ensino a mim mesmo e a outros que estejam tão profundamente feridos.


Nos momentos e épocas da tragédia , você tem que lançar tudo e a sua própria dor e alma, na sangrenta ferida do lado de Jesus e apenas permanecer aí. Esse movimento espiritual de se mover para o Coração de Jesus é a mais elevada forma de fé. É a única coisa que pode restaurar a paz , sanidade e a alegria. Eu estive lá. É verdade.
 
 
Explore os três níveis de fé. Em qual você está? Honestamente, eu me movi para cima e para baixo da escada . Às vezes, podemos ficar satisfeitos com o nível 2 ( credere Deo ) . Mesmo se a vida é boa , tente ir para além dessa rotina e reze pela fé em credere in Deum - para crer em Deus.

 
 

Taylor Marshall
 
[Fé, Taylor Marshall]

12.5.16

A caminho de Fátima

Peregrinos
 
Este ano tem sido mais difícil: sob chuvas torrenciais, trovões, lamaçais, vento, frio e tudo o mais.
O caminho faz-se, unicamente pela via da fé e do amor a Jesus e Sua Mãe Santíssima que por todos nós vela.
 
De terço na mão, recitado com devoção. Maria é Mãe! Cuida de seus filhos, e esses, a Si se confiam!
 
 
Rogai por nós, Santa Mãe de Deus, que recorremos a Vós!
 
Dizem que somos loucos, sim, e têm razão: pelo amor de Deus e a esta devoção a Sua Mãe que a Ele nos confia!
 
Mergulhados em lama caminhamos, seguimos, sequiosos de um verdadeiro abraço de Mãe. Mãe de Jesus e nossa Mãe. Tão amorosa para connosco...
 
Salvé  Rainha,
Mãe de Misericórdia
Vida , doçura e esperança nossa.
A Vós bradamos, os degredados filhos Eva,
A vós nos confiamos, gemendo e chorando
neste vale de lágrimas.
Eia pois, advogada nossa,
esses vossos olhos misericordiosos a nós volvei, e depois deste desterro nos mostrai Jesus, bendito fruto do vosso ventre.
Ó clemente, ó piedosa, ó doce sempre Virgem Maria.
Rogai por nós, Santa Mãe de Deus.
Para que sejamos dignos das promessas de Cristo.
Amen!

Salve Regina, Mater misericordiae, vita, dulcedo, et spes nostra salve.
 Ad te clamamus, exsules filii Hevae;
 Ad te suspiramus, gementes et flentes in hac lacrimarum valle.
 Eia ergo, advocata nostra illos tuos misericordes oculos ad nos converte.
 Et Jesum, benedictum fructum ventris tui, nobis post hoc exilium ostende.
 O clemens, O pia, O dulcis Virgo Maria.

 Ora pro nobis, sancta Dei Genitrix.
 Ut digni efficiamur promissionibus Christi.
Amen.
 
Prosseguimos, caminhamos e finalmente chegamos prontos para este abraço -  de Comunhão e de Fé. A Jesus, Maria e São José! Deus é Pai - Todo Amor - que nos acolhe e perdoa...
 
E nos abençoa, ámen!
 
 
 
 

5.5.16

Este é o grande momento da fé.


O crente «adulto» não tem a preocupação de «meter» Deus na claridade  duma indução aristotélica. Sabe perfeitamente que o Deus da fé, embora «demonstrável» com certeza absoluta, continuará a ser um mistério distante, de que a nossa inteligência jamais poderá «apoderar-se» enquanto formos vivos.
Que faz? O «adulto» na fé supera todas as distâncias e limitações inerentes à fé, saindo de si mesmo; desprende-se de todos os artimos intelectuais que o raciocínio lhe proporciona e dá o grande salto no vazio, em plena noite escura, abandonando-se ao absolutamente Outro. É um salto no vazio porque o crente abandona as «razões» e deixa-se cair nesse abismo profundo que é o mistério.

 * * *

Este é o grande momento da fé.

É este o acto radical onde vai buscar todo o seu mérito e valor transformante.  Só tem valor a crença na luz quando se vive na noite.

Eu creio que que por trás deste silêncio respiras Tu.
Eu creio que por trás desta escuridão brilha o teu Rosto.

Ainda que tudo me saia mal, ainda que chovam os infortúnios, eu creio que me amas.
Ainda que tudo pareça fatalidade, mesmo que nos pareça que o absurdo do mundo, mesmo diante do espectáculo de homens a odiar e de crianças a chorar, mesmo ao ver que reina a tristeza e que mataram a pomba da paz, nem que me atormente a vontade de morrer..., eu creio, eu entrego-me a Ti. Sem Ti, que sentido teria esta vida? Tu és a vida eterna.

Esta é a fé que transporta montanhas e dá aos crentes uma consistência indestrutível. Com este "salto" se compreende que o acto de fé  seja obséquio. Sem dúvida que a fé, da parte de Deus, é dom, o primeiro dom. Mas, segundo me parece, da parte do crente há um belo e fundamental  acto de gratuitidade. É gratuito da parte do homem porque, para dar essa adesão vital, o crente não dispõe de motivos empíricos nem de razões aquietantes.
Em plena obscuridade, lança-se nos braços do Pai, a quem não vê, sem ter outro motivo nem outra segurança  que não seja a Sua Palavra. Há muita gratuitidade (e mérito) , da parte do homem, no acto de fé. E, repetimos, é o máximo acto de amor.
De tudo o que fica dito se depreende claramente que a fé, adulta não é principalmente adesão intelectual às verdades, doutrinas, dogmas, mas sim uma adesão vital e comprometedora duma Pessoa. Trata-se de assumir uma Pessoa e, ao assumi-la, assume-se também toda a Sua Palavra que condiciona e transforma a vida do crente.

«Fé significa não apenas ter algo por verdadeiro, nem é mera confiança.
Crer significa dizer amen a Deus, confiar e basear-se nele. Crer significa deixar Deus ser totalmente Deus, ou seja, reconhecê-Lo como a única razão e sentido da vida.
A fé, é pois, o existir na receptividade e na obediência.»  -
[walter kasper]
 
 
IGNACIO LARRANÃGA

1.3.16

Defendendo a nossa Fé

Manifestação em Sevilha contra a separação da Igreja e o Estado.
 
 
Deus nos livre que por cá peguem nesta má ideia.