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30.4.20

A Santa Cruz

 
 
Abrace a Cruz de Jesus e nunca lhe faltará força. Lancemo-nos nos  braços de Jesus, nos braços da Cruz e aguardemos com humildade e paciência, até que Ele se digne levantar-nos.
 
 
Santo Padre Pio

14.1.17

O que é a Felicidade?

 
 
1. O que é a Felicidade ?

A minha resposta consiste apenas em:

Amar a Deus.
Sempre e sobretudo, em qualquer menos 'boa' circunstância. Na pior das situações.

2. Mas como 'amar a Deus', sobre todas as coisas, quando estamos a sofrer o maior dos desgostos?

Esperando em Deus oferecendo-Lhe as nossas dores.

3. Como oferecer-Lhe as nossas dores, assim, e porque as sofremos tanto?

Juntar as nossas às d'Ele porque nunca ninguém sofreu tanto como Jesus para nos salvar!

4. Mas Jesus é Deus e bem sabia que ia para o Céu...
Jesus confiou no Pai assim como havemos de confiar em Deus-Pai—Todo-Poderoso!

5. Jesus desceu do Céu, feito homem, fazendo Sua vontade na Cruz, até ao extremo, confiando no Pai do Céu, amando-O até ao final de Suas forças e morrendo, exausto, flagelado, humilhado, espancado e pregado na Cruz, por nós!

6. A Felicidade consiste em: Amar,  Crer e seguir Jesus!
 
Regina Pacis

3.1.17

Da Relação entre a Eucaristia e a Cruz

 Da Relação entre a Eucaristia e a Cruz
 
 
Jesus Cristo instituiu o Sacramento da Eucaristia pouco antes da sua paixão, para que conhecêssemos a relação existente entre este Sacramento e a Cruz. Instituindo-o, mudou separadamente, e por duas acções distintas, o pão em seu Corpo e o vinho em seu Sangue, para exprimir a efusão que, na cruz, faria de seu Sangue até a última gota. Apresentando o seu corpo aos discípulos disse-lhes: Isto é o meu Corpo, que vai ser entregue por vós (Lc 22, 19); apresentando o seu sangue: Este é o Cálice do meu Sangue, que será derramado por vós e por muitos para a remissão dos pecados (Mt 26,28).

Quis que o seu corpo conservasse na eucaristia o caráter de vítima e o seu Sangue o de um sangue derramado e aplicado às almas em expiação dos respectivos pecados. Dando, enfim, aos discípulos o poder de consagrarem-lhe o Corpo e o Sangue, recomendou-lhes que o fizessem em sua memória,
isto é, advertiu-lhes que se lembrassem de ser esse sacramento o memorial da sua morte cruenta.

Quis, por outro lado, que a Eucaristia constituísse alimento necessário, indispensável das almas, como o único meio de poderem ter em si a vida da graça, e de a conservarem e aumentarem.

O que queria Jesus?

1.º que os fiéis guardassem profundamente gravada no coração a lembrança da sua cruz;

2.º que a renovassem em si mesmos cada vez que recebessem o seu corpo;

que, alimentando-se da sua carne, também se alimentassem da sua cruz, se incorporassem por assim dizer a esta, ardessem de amor pela sua glória e manifestassem progresso espiritual com a recepção da eucaristia, tornando-se sempre mais ardorosos pela cruz. Assim compreenderam os mártires dos primeiros séculos, pois mediante a recepção da santa eucaristia preparavam-se para os mais atrozes suplícios e, saciados com esse manjar sagrado, afrontavam os tiranos e algozes.

Queremos comungar utilmente e corresponder às intenções de Jesus Cristo? Comunguemos desejosos de que seu corpo adorável faça nascer em nós o amor à cruz, isto é, às humilhações e sofrimentos, o desejo de morrermos para nós mesmos e sermos imolados com Jesus Cristo segundo a vontade de Deus. Por aí devemos alcançar os frutos das nossas comunhões. Não as julguemos boas
quando gozamos de consolações e sim quando nos enchem de nova coragem para vencermos todas as penas enviadas por Deus e até desejarmos outras maiores; quando aprendermos a não mais procurar Deus em nosso proveito, mas buscá-lo e amá-lo unicamente por ele mesmo, a não atender à maneira por que nos trata, a ficar igualmente contentes quer nos trate com rigor quer com doçura, ou até preferir aquele a essa. Se as nossas comunhões produzirem esses efeitos, serão excelentes; realizarão as intenções de Jesus Cristo; serão igualmente gloriosas para Deus e profícuas para nós.

Alarmamo-nos quando comungamos sem gosto e sem devoção, ou quando Deus não nos dá consolações?
 
Se não tivermos contribuído para isso com alguma falta ou infidelidade voluntária, consolemo-nos; é sinal de que a eucaristia não é para nós o pão dos fracos e começa a tornar-se o pão dos fortes.
Enquanto precisamos encontrar na eucaristia o gosto sensível, somos fracos; mas se comungarmos sem prestar atenção a nós mesmos, sem nos preocupar com os efeitos sensíveis, sem os desejar e sem nos entristecer com a sua privação, tornamo-nos fortes; começamos a viver da vida do espírito,
o nosso amor a Deus purifica-se, não é mais eivado do amor a nós mesmos.

[Manual das Almas Interiores, Jean Grou] , S.J; Editora Vozes 1953]

 
 
Publicado em Outubro de 2016

14.9.16

Exaltação da Santa Cruz

 
 
Vitória! Tu reinarás!
Ó cruz, tu nos salvarás!
 
Nós vamos à cidade e lá eu irei sofrer.
Serei crucificado mais hei de reviver!
 
Vocês não são do mundo, do mundo os escolhi
Se o mundo os odeia, primeiro odiou a mim
 
Vitória! Tu reinarás!
Ó cruz, tu nos salvarás!
 
Vocês vão ter no mundo, tristezas e aflição
Mas eu venci o mundo coragem e vencerão.
 
Se o grão que cai da terra, não morre fica só
Se morre germina e cresce, seu fruto será maior
 
Pois era necessário um só sofrer por todos
E assim os separados formarem num só povo
 
Brilhante sobre o mundo, que vive sem tua luz,
Tu és um sol fecundo de amor e de paz, ó cruz!
 
Aumenta a confiança do pobre e do pecador,
Confirma nossa esperança na marcha para o senhor.
 
À sombra dos teus braços a igreja viverá.
Por ti no eterno abraço o pai nos acolherá.
 
Vitória! Tu reinarás!
Ó cruz, tu nos salvarás!

1.7.16

Não permitas, Senhor...

 
Bendito Jesus, como expressar-Te, oh Senhor, a grande ternura que minha alma sente ante a
doçura de Teu Amor? Que fiz eu, Deus meu, para que assim me trates? Tão de imediato se
inunda minha alma de profunda amargura como se preenche de regozijante alegria ao pensar
em Ti e no que Tu prometes ao final da jornada. Que fiz eu, Senhor?
 
Hoje, na Santa Comunhão senti o consolo de um verme perto de Ti, quando tudo parece que
me abandona. Quis, Senhor, cravar em Teu Coração essas palavras que digo todos os dias:
 
Não permitas, Senhor, que me afaste de Ti!
 
Abraçado a Tua Cruz, entrei no Capítulo... 
Ao pé da Tua Cruz tomei o Alimento de que necessita minha débil natureza...
Aos pés de Tua Ensanguentada Cruz, encontro o consolo de escrever estas linhas...
 
Não permitas que me afaste de Ti, Senhor!
 
Esteja sempre, Senhor, à sombra do Duro Madeiro. Põe ali, a Teus pés, minha cela, meu leito...
Tenha eu, Senhor, ali minhas delícias, meus descansos no sofrer...
Que regue o solo do Calvário com minhas lágrimas...
Ali, ao pé da Cruz, tenha minha oração, meus exames de consciência...
 
Não permitas, Senhor, que me afaste de Ti!
 
Que alegria tão grande é poder viver ao pé da Cruz. Ali encontro a Maria, a São João e a todos
os que Te amam. Ali não há dor, pois ao ver a Tua, Senhor, quem se atreve a sofrer? Ali tudo se
esquece, não há desejo de gozar, nem ninguém pensa em penas...

Ao ver Tuas Chagas, Senhor, só um pensamento domina a alma...
Amor... Sim, amor para enxugar Teu Suor, amor para adoçar Tuas Feridas, amor para aliviar
tão imensa Dor.
 
Não permitas, Senhor, que me afaste de Ti!
 
 
 
S. Rafael Arnáiz Barón - Escritos

21.6.16

Um alegre passeio espiritual

 
 Passeando pela Espiritualidade do Papa João Paulo II num "mix" de perguntas que lhe são
feitas sobre vários temas e de suas respostas - como estas:
 
Como reza o Papa?
 
- Respondo-vos: como qualquer cristão, fala e escuta. Às vezes, reza sem palavras e é nessa
altura que mais escuta. O mais importante é precisamente aquilo que ele ouve. Também
procura unir a oração às suas obrigações, às suas actividades, ao seu trabalho e unir o seu
trabalho à oração.
(...) Orar significa também calar e escutar o que Deus nos quer dizer.
 
A oração deve abraçar tudo o que faz parte da nossa vida. Não pode ser algo suplementar ou
secundário. Tudo deve encontrar nela a sua própria voz. Também tudo aquilo que nos oprime,
aquilo de que nos envergonhamos e o que pela sua natureza nos afasta de Deus.
Sobretudo isto. A Oração é sempre o que, em primeiro lugar, e essencialmente, derruba a
barreira que o pecado e o mal podem ter erguido entre nós e Deus.
 
A Oração é o reconhecimento das nossas limitações e da nossa dependência: vimos de Deus,
somos de Deus e para Deus voltamos.
Portanto, não podemos senão abandonar-nos nEle, nosso Criador e Senhor, com plena e total
confiança.
O homem não pode viver sem rezar, tal como não pode viver sem respirar. 
A Oração é também uma arma para os fracos e para quantos sofrem alguma injustiça. É arma 
da luta espiritual que a Igreja trava no mundo, pois não dispõe de outras armas.
 

Sofrimento
 
No Evangelho é possível encontrar a resposta satisfatória para todas as questões que
amarguram o homem.
Um sofrimento suportado com paciência converte-se, de certo modo, em oração e em fonte
fecunda de Graça. Por isso, quero pedir a todos vós: convertei as vossas casas, os vossos lares
em capelas, contemplai a imagem de Cristo na Cruz e pedi por nós, oferecei sacrifícios por nós.
 
Não sofrestes, não sofreis em vão! A dor amadurece o vosso espírito, purifica o vosso coração;
dá-vos um sentido real do mundo e da vida, enriquece-vos de bondade, de paciência e -
ouvindo ressoar no vosso espírito, a promessa do Senhor: "Bem-aventurados os que choram,
porque serão consolados" - tereis a sensação de uma paz profunda, de uma alegria perfeita, de
uma esperança gozosa.
 
Aceitai o vosso sofrimento como se fosse o seu Abraço e transformai-o em Benção.
Aceitai-o juntamente com Ele, das mãos do Pai, que precisamente desse modo opera a vossa
perfeição, com uma sabedoria e um amor insondáveis, sim, mas também indubitáveis.
 
 
Família
 
A todos vós, casais cristãos - casais e pais - faço o seguinte convite: Caminhai com Cristo!
É Ele Quem vos leva à descoberta da dignidade do compromisso que haveis contraído, É Ele
Quem confere um valor imenso ao vosso amor conjugal. É Ele, Jesus Cristo, Quem pode
realizar em vós muito mais do que podeis pedir ou imaginar.
 

Paz
 
A verdadeira reconciliação entre homens que são adversários e inimigos entre si, só é possível,
se se deixarem, simultaneamente, reconciliar com Deus.
 

O Segredo da Felicidade
 
Caminhai ao encontro de Cristo. Só Ele é a Solução para todos os vossos problemas.
 

A Cruz
 
A cruz significa dar a vida pelo irmão, para poder salvá-la juntamente com a sua.
A cruz significa que o amor é mais forte que o ódio e a vingança, que é melhor dar que receber
e que a entrega é mais eficaz que a exigência.
A cruz significa que não há fracasso sem esperança, sombras sem luz, tormenta sem porto de
salvação.
A cruz significa que o amor não tem fronteiras: sai ao encontro do teu próximo e não esqueças
quem está afastado!
A cruz significa que Deus é sempre maior que nós, os homens. Maior do que o nosso próprio
fracasso. E que a vida é mais forte do que a morte.

 
Virgem Maria
 
Dirigi-vos com frequência a Maria nas vossas orações porque "jamais se ouviu dizer que algum
daqueles que tenha recorrido à sua protecção, implorado a sua assistência e recorrido à sua
intercessão, fosse por Ela desamparado".
 
 
[Espiritualidade, S. João Paulo II, Sofrimento, Cruz, Família, Paz, Oração]