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26.4.20

Meditações de St Agostinho - adversividades

Santo Agostinho
"Senhor, salva-nos!"
Ó meu Deus, o meu coração é como um vasto mar sempre agitado pelas tempestades: que ele encontre em Ti a paz e o repouso. Tu ordenaste aos ventos e ao mar que se acalmassem e, à tua voz, eles amansaram; vem pacificar as agitações do meu coração para que tudo em mim fique calmo e tranquilo, para que eu possa possuir-te, a ti, meu único bem, e contemplar-Te, suave luz dos meus olhos, sem perturbação nem obscuridade.
Ó meu Deus, que a minha alma, liberta dos pensamentos tumultuosos
deste mundo, "se esconda à sombra das tuas asas" (Sl 16,8). Que ela encontre perto de t´Ti um lugar de refrigério e de paz; transportada de alegria, que ela possa cantar:
"Agora posso adormecer em ti e em ti repousar em paz" (Sl 4,9).
Que ela repouse, te peço meu Deus, que ela repouse das lembranças de tudo o que está por baixo do céu, desperta só para Ti, como está escrito: "Eu durmo, mas o meu coração vigia" (Ct 5,2). A minha alma só pode estar em paz e em segurança, ó meu Deus, sob as asas da tua protecção (Sl 94,4). Que ela fique então eternamente em ti e seja abrasada do Teu fogo. Elevando-se acima de si mesma, que ela te contemple e cante os teus louvores na alegria. No meio das perturbações que me agitam, que os Teus dons sejam a minha doce consolação, até que eu chegue a Ti, a Ti que és A Paz verdadeira.
(Santo Agostinho (354-430), bispo de Hipona e doutor da Igreja Meditações, cap. 37)
Em: Catolicismoromano.com.br

Cinco minutos diante de Santo António

Santo António
                  
Cinco minutos diante de Santo António
 
Há quanto tempo te esperava, ó alma devota, pois bem conheço as graças de que necessitas e que queres que eu peça ao Senhor.
 
Estou disposto a fazer tudo por ti; mas, filho, dize-me uma a uma todas as tuas necessidades, pois desejo ser o intermediário entre tua alma e Deus com o fim de suavizar teus males. Sinto a aflição de teu coração e quero unir-me às tuas amarguras.
Desejas o meu auxílio no teu negócio..., queres a minha protecção para restituir a paz na tua família..., tens desejo de conseguir algum emprego..., queres ajudar alguns pobres..., alguma pessoa necessitada..., desejas que cesse alguma tribulação..., queres a tua saúde ou a de alguém a quem muito estimas? Coragem, que tudo obterás.
 
Agradam-me, também, as almas sinceras que tomam sobre si as dores alheias, como se fossem próprias. Mas, eu bem vejo como desejas aquela graça que há tanto tempo me pedes.
 
Tem fé que não tardará a hora em que hás de obtê-la.
Uma coisa, porem, desejo de ti. Quero que sejas mais assíduo ao Santíssimo Sacramento; mais devoto para com a nossa Mãe, Maria Santíssima; quero que propagues a minha devoção e ajudes meus pobres. Oh! Quanto isso me agrada ao coração! Não sei negar nenhuma graça àqueles que socorrem os outros por meu amor, e bem sabes quantos favores são obtidos por esse meio.
 
Quantos, com viva fé, têm recorrido a mim com o pão dos pobres na mão e são atendidos! Invocam-me para ter êxito feliz em um negócio, para achar um objecto perdido, para obter a saúde de uma pessoa enferma, para conseguir a conversão de alguém afastado de Deus, e eu, por amor dos meus pobres cuja miséria está a meu cargo, obtenho de Deus tudo o que pedem e ainda muito mais.
 
Temes que eu não faça outro tanto por ti? Não penses nisso porque prezo muito as prerrogativas concedidas por Deus de ser – o santo dos milagres.
Muitos outros, como tu, têm precisado de mim e temem pedir-me, pensando que me importunam. Leio tudo no fundo do coração e a tudo darei remédio; hei de obter as graças; não temas.
 
Agora, volta às tuas ocupações e não te esqueças do que te recomendei; vem sempre procurar-me, porque eu te espero; tuas visitas me hão de ser sempre agradáveis, porque amigo afeiçoado como eu não acharás.
Deixo-te no coração sagrado de Jesus e, também, no de Maria e no de São José.
 
Reze em seguida: 1 Pai-Nosso, Ave-Maria e Glória ao Pai. Ámen.
 
 
Responso de Santo António
 
Se milagres desejais,
Recorrei a Santo António;
Vereis fugir o demónio
E as tentações infernais.
 
Recupera-se o perdido,
Rompe-se a dura prisão,
E no auge do furacão
Cede o mar embravecido.
 
Pela sua intercessão
Foge a peste, o erro, a morte,
O fraco torna-se forte
E torna-se o enfermo são.
 
🔶 Recupera-se o perdido... (repetir)
 
Todos os males humanos
Se moderam, se retiram,
Digam-nos aqueles que o viram;
Digam-no os paduanos.
 
🔶 Recupera-se o perdido... (repetir)
 
Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo
Como era no princípio, seja agora e sempre,
Ámen.
 
🔶 Recupera-se o perdido... (repetir)
 
V. Rogai por nós bem-aventurado Santo António.
R. Para que sejamos dignos das promessas de Cristo.
 
🔶 Repete-se: Recupera-se o perdido ...
 
Oremos: Deus eterno e omnipotente, Vós quisestes que o Vosso povo encontrasse em Santo António de Lisboa um grande pregador do Evangelho e um intercessor poderoso. Concedei-nos seguir fielmente os princípios da Vida Cristã, para que mereçamos tê-lo como Protector em todas as adversidades.
Por Cristo Nosso Senhor,
Ámen.


Rezar 3 vezes o Glória ao Pai... em acção de graças por todos os dons concedidos por Deus a Santo António e por todos os favores concedidos ao mundo por sua intercessão.




 

21.4.20

Poderosa oração a Nossa Senhora das Graças

 
Ó Imaculada Virgem Mãe de Deus e nossa Mãe, ao contemplar-vos de braços abertos derramando graças sobre os que vo-las pedem, cheios de confiança na vossa poderosa intercessão, inúmeras vezes manifestada pela Medalha Milagrosa, embora reconhecendo a nossa indignidade por causa das nossas inúmeras culpas, acercamo-nos de vossos pés para vos expôr, durante esta oração, as nossas mais prementes necessidades (momento de silêncio e de pedir a graça desejada).
Concedei, pois, ó Virgem da Medalha Milagrosa, este favor que confiantes vos solicitamos, para maior Glória de Deus, engrandecimento do vosso nome, e o bem das nossas almas. E para melhor servirmos ao vosso Divino Filho, inspirai-nos profundo ódio ao pecado e dai-nos coragem de nos afirmar sempre como verdadeiros cristãos. Ámen.
 
Rezar 3 Avé-Marias e 3 vezes a jaculatória: "Ó Maria concebida sem pecado, rogai por nós que recorremos a Vós."

18.4.20

Não, Sr Ministro - Não ao 1º Maio!


Em Portugal, só a partir de maio de 1974, após a Revolução dos Cravos, é que se voltou a comemorar livremente o Primeiro de Maio, que passou a ser feriado. Durante a ditadura do Estado Novo, a comemoração era reprimida pela polícia.
 
O Dia Mundial dos Trabalhadores é comemorado em todo o país, com manifestações, comícios e festas de carácter reivindicativo, promovidos pela central sindical CGTP-IN (Confederação Geral dos Trabalhadores Portugueses – Intersindical) nas principais cidades de Lisboa e Porto, assim como pela central sindical UGT (União Geral dos Trabalhadores).
 
 
 

O Ministério da Administração Interna, designado entre 1910 e 1974 por Ministério do
Interior é o departamento do Governo de Portugal responsável pela execução das
políticas de segurança pública, de protecção e socorro, de imigração e asilo, de
prevenção e segurança rodoviária e pela administração dos assuntos eleitorais.
 
***
 
Do que e então se lembrou? De nos convocar ao dia dos "Trabalhadores", mas.., quais
e onde estão? Sou só mais uma nesta palhaçada. Celebrar e então o quê?! Não, ainda não perdemos o juízo. Asseguro que no entanto, balancei um pouco ao ouvi-lo em tal "apelo" e é isto. Rir (ainda) é o melhor remédio. Não bate não, a bota com a perdigota... e então, enquanto não pudermos retomar a nossa fé em pleno, por que carga de água iríamos arriscar nossa saúde, sim.., e em vão? Não é por aí que vou, não e não. A ver  tem e ainda, com o  (excelente) texto que segue abaixo, subscrevo e/ou, com o qual totalmente me identifico:
 
**
"Caros amigos, preciso de partilhar convosco a minha dor, o meu sofrimento, que me impedem de viver em júbilo estes dias: a suspensão das celebrações dominicais, por causa da pandemia. Eu não estou a minimizar a gravidade da pandemia e eu próprio estou confinado à minha residência, obedecendo às orientações da DGS e às ordens do governo.
Não me escandaliza o facto de o governo ter proibido as celebrações, tarefa que lhe foi facilitada pela antecipação dos bispos, dispensando os fiéis do preceito dominical. Deus quer que todos celebrem o dia que a Ele pertence, que Ele fez, como cantamos durante esta semana pascal e que se repete semanalmente ao domingo, dia do Senhor. Ao dispensar assim os fiéis deste mandamento divino, os bispos ultrapassaram os limites das suas competências. Ninguém pode dispensar ninguém de cumprir os Mandamentos da Lei de Deus. Ao fazerem isto, os bispos cometeram um grande pecado, de consequências inimagináveis. Como Adão, vão descobrir agora que estão nus, que perderam toda a sua autoridade.
 
Foi feita a consagração de Portugal ao Coração de Jesus e ao Imaculado Coração de Maria no dia 25 de Março. Mas dizem-me que o mesmo bispo que presidiu à consagração já declarou a suspensão das celebrações do 13 de Maio… Minha Nossa Senhora, valei-me! Então Nossa Senhora não tem poder para proteger os peregrinos que a ela recorrem? Então para que serviu a consagração? Estamos a viver uma profunda crise de fé ao nível da mais alta hierarquia da Igreja.
 
Talvez agora é que se cumpre a mensagem de Fátima: o Anjo e Nossa Senhora mostraram aos Pastorinhos a profunda «tristeza de Deus». Como Deus deve estar triste hoje! Porquê? Por causa da coronavírus? Por causa dos doentes com cancro? Por causa de outros males que nos afectam? Não, com certeza! Por causa da falta de fé; por causa dos pecados que «bradam aos céus»: sobretudo o homicídio voluntário, o aborto, que atinge proporções nunca vistas de calamidade mundial! O clamor do sangue das crianças que não deixam nascer sobe da terra aos céus, como o sangue do justo Abel.
 
Por isso, mais do que triste, Deus deve estar indignado, zangado, tendo chegado ao limite da Sua divina paciência! Ao suspenderem as missas dominicais, contra o preceito divino, os bispos aparentemente tomaram uma decisão corajosa, mas comprometeram irremediavelmente a sua autoridade. Logo o governo «proibiu» todas as celebrações, não só as dominicais, e agora será o governo quem há-de decidir quando elas serão permitidas e em que condições, porque paira sempre no ar um perigo, real ou potencial, para a saúde pública. Em nome da nossa segurança, tiram-nos a liberdade. E tudo para o nosso bem, porque estamos todos no mesmo barco, até Deus, como disse o Papa na mensagem antes da bênção «Urbi et Orbi», e a nova versão da missa votiva em tempo de calamidade, recentemente aprovada pela Congregação dos ritos e dos sacramentos. Meu Deus, perdoai-lhes, porque não sabem o que dizem nem o que fazem!
 
Nas circunstâncias actuais, tomo muito a sério aquela frase que li em Luisa Piccaretta e que já vos referi: «Quando permito que as Igrejas sejam abandonadas, os ministros dispersos, as missas reduzidas, significa que os sacrifícios são ofensivos para mim. As orações, insultos; as adorações, irreverência; as confissões sem fruto. Portanto, não mais encontrando a Minha glória, mas somente ofensas nem bem nelas, não Me servindo mais, Eu mesmo os removo». Então não foram nem os bispos que suspenderam as missas; nem o governo que as proibiu; foi o próprio Senhor que está cansado de tanta indiferença, falta de respeito, como naquela vez em que amaldiçoou a figueira, porque estava seca, sem fruto. E isso diz-nos a todos respeito, tanto aos padres como aos leigos, porque deixámos de ter o respeito devido ao Santíssimo Sacramento, com terríveis profanações e sacrilégios.
 
Por isso, porque também eu sou pecador e preciso da misericórdia divina, porque estas palavras aceito-as como ditas, em primeiro lugar, para mim, vivo estes dias em atitude penitencial própria da quaresma. Este tempo festivo por excelência vivo-o como luto! S. Tomás tem uma frase que me consola nesta desolação: «Deus não permitiria um mal, se dele não pudesse tirar um bem maior». É esta esperança que me anima, porque Cristo Ressuscitou, venceu Satanás, o pecado e a morte. A Ele toda a glória e o poder para sempre."
 
Ámen
 
Padre José Jacinto Farias - Professor de Teologia Dogmática na Faculdade de Teologia da Universidade Católica de Lisboa.
 
Fonte - texto em: Senza Pagare
 
  
 

O que nasce do teu silêncio

 
Padres do deserto
 

Conta-se que os Padres do deserto, quando chegava alguém pela primeira vez, não falavam. Recebiam o outro em silêncio. Porque pensavam: «se o meu silêncio não o conseguir iluminar, quanto mais a minha palavra». «Ama o silêncio acima de tudo, ele transporta um fruto que a língua é incapaz de descrever. No nosso silêncio nasce alguma coisa que nos atrai ao silêncio.» Que Deus te conceda compreender e acolher o que nasce do teu silêncio. É isso que hoje te peço, Senhor. Que eu guarde o Teu silêncio com confiança e que ele abra, pouco a pouco, o meu coração à escuta não só do presente, das necessidades do presente, mas também daquilo que há-de vir.
 
Cardeal José T Mendonça
 
Santo Antão do deserto
 
«Não lhes ensinarei mais que a oração» - Staretz»
 
Os Padres do Deserto ou Pais do Deserto foram eremitas, ascetas, monges e freiras que viviam maioritariamente no deserto da Nítria (Escetes), no Egipto a partir do século III. O mais conhecido deles foi Santo Antão (ou Santo Antônio, o Grande), que mudou-se para o deserto em 270-271 e se tornou conhecido tanto como o pai quanto o fundador do monasticismo no deserto. Quando Antão morreu em 356, milhares de monges e freiras tinham sido atraídos para a vida no deserto seguindo o exemplo do grande santo. Seu biógrafo, o doutor da igreja Atanásio de Alexandria, escreveu que "o deserto tinha se tornado uma cidade" [1].
 
Os Padres do Deserto tiveram uma enorme influência no desenvolvimento do cristianismo primitivo. As comunidades monásticas do deserto que cresceram destes encontros informais de monges eremitas se tornaram o modelo para o monasticismo cristão. A tradição monástica oriental, representada em Monte Atos, e ocidental, sob a Regra de São Bento, foram ambas fortemente influenciadas pelas tradições iniciadas no deserto. Todos renascimentos monásticos da Idade Média buscaram no deserto alguma inspiração e orientação. Muito da espiritualidade do Cristianismo Ortodoxo, incluindo o movimento hesicasta, tem as suas raízes nas práticas dos Padres do Deserto. Mesmo renascimentos religiosos mais modernos, como os evangélicos alemães, os pietistas da Pensilvânia e o renascimento metodista na Inglaterra foram vistos por estudiosos atuais como tendo sido em alguma medida influenciados pelos Padres do Deserto[2].
 
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre
 



8.4.20

Quaresma

Uma Sucessão de começos
 
Ponho-me a pensar naquela frase de São Gregório: "a vida é uma sucessão de começos", pois queria muito que este tempo correspondesse a um efectivo recomeço para a minha vida. Não é por acaso que a Quaresma  coincide com o irromper da Primavera. Há um nítido apelo primaveril, um sopro de renovação, um sobressalto, um novo alento a acolher na proposta adulta e exigente do caminho quaresmal.
 
Não me deixes, Senhor, agarrado aos meus invernos. Não permitas que me conforme ao mar gelado do coração. Dia-a-dia, com realismo, o degelo aconteça. Ajuda-me a renascer.
 
Cardeal José Tolentino de Mendonça
 

A grande prece cristã

 
São Serafim de Sarov
 
A grande prece cristã é o nome «Jesus». Esse nome tem poder em nós. É um nome que faz com que confrontemos nossa vida com a dEle. Quanto mais repetirmos «Jesus», mais Jesus poderá nos ajudar. É o nome pelo qual somos salvos, diante do qual todo joelho se dobra no céu, na terra e no inferno (Fl 2,10). Repetir o nome «Jesus» é reafirmar continuamente seu poder: «Deus me salva».
 
Cada um de nós sabe do que mais precisa para viver melhor a própria fé.
Transformando essa necessidade numa prece, a ser repetida todos os dias, estará recebendo de Deus o que pede. A oração nos traz o poder transformador do Espírito Santo. É ele que em nós desperta a lembrança, a recordação de Deus. Faça a experiência!
  

2.4.20

A Medalha Milagrosa

                                                                     A MEDALHA MILAGROSA

Medalha Milagrosa: um sinal que surgiu numa enorme crise social, política e económica - 1830, Paris em chamas: Nossa Senhora, porém, trouxe um sinal!
 
Quando Nossa Senhora apareceu para a jovem noviça Catherine Labouré na capela das Filhas da Caridade, na Rue du Bac, em Paris, a cidade estava em crise. A Revolução de Julho de 1830 tinha destituído o monarca francês e deixado à deriva os trabalhadores, que, desempregados e furiosos, organizaram mais de 4.000 barricadas pela capital.
 
As três aparições testemunhadas por Catherine originaram a devoção popular pela Medalha Milagrosa.
Na segunda dessas aparições, Maria se revelou sobre um globo com raios de luz que irradiavam de suas mãos. Em torno de Maria, em forma oval, apareciam as palavras “Oh Maria concebida sem pecado, rogai por nós que recorremos a vós“.
 
 Na visão de Catherine, o verso dessa imagem mostrava a letra “M”, encimada por uma cruz, e, abaixo, dois corações. O Sagrado Coração de Jesus estava coroado por espinhos; o Imaculado Coração de Maria estava cercado por rosas e trespassado por uma espada.
 
Catherine relatou que Nossa Senhora a tinha instruído a mandar fazer uma medalha baseada nessa visão, prometendo abundantes graças para todos os que a usassem com confiança. Dois anos depois, uma avassaladora epidemia de cólera arrancou a vida de mais de 20.000 parisienses. As irmãs distribuíram a medalha milagrosa e logo começaram a ser relatados vários casos de cura, bem como de proteção contra a doença.
 
A medalha de Maria também desatou alguns eventos surpreendentes. Oito anos após a epidemia, a capela da Rue du Bac voltou a receber aparições. A Mãe de Deus apareceu desta vez para a irmã Justine Busqueyburu, confiando a ela o Escapulário Verde do seu Coração Imaculado para a conversão dos pecadores, em particular dos que não têm fé.
 
Dois anos depois, o banqueiro francês Alphonse Ratisbonne, ateu, membro de uma destacada família judaica, se converteu ao catolicismo. Ratisbonne tinha visitado Roma usando por brincadeira a medalha milagrosa. Ao visitar a famosa igreja barroca de Sant’Andrea delle Fratte, em 20 de janeiro de 1842, recebeu ele próprio uma aparição de Maria. Ratisbonne se converteu ali mesmo.
 
“Ele não conseguia explicar como tinha passado do lado direito da igreja para o altar lateral oposto… Tudo o que ele sabia era que, de repente, estava de joelhos perto daquele altar. No começo, conseguiu ver claramente a Rainha do Céu em todo o esplendor da sua beleza imaculada, mas não pôde continuar olhando para o brilho daquela luz. Por três vezes tentou olhar novamente para a Mãe de Misericórdia; por três vezes foi incapaz de levantar os olhos para além das mãos abençoadas de Maria, da qual fluía, em raios luminosos, uma torrente de graças“.
 
Alphonse Ratisbonne se tornou sacerdote jesuíta e fundou mais tarde a congregação religiosa dos Padres e Irmãs de Sião em Jerusalém.
 
Catherine Labouré morreu mais de trinta anos depois, ainda como freira de clausura no convento de Paris. Seus restos mortais foram encontrados incorruptos em 1933. Ela foi canonizada em 1947 pelo papa Pio XII.

28.3.20

Santa Teresa de Ávila

Dia de Santa Teresa de Ávila
 
 
 
Dia : 28 de Março - (2020)
 
 
Oração:
 
"Vós Sois as Mãos de Cristo"
 Cristo não tem actualmente sobre a terra nenhum outro corpo se não o teu;
 Nenhumas outras mãos senão as tuas;
 Nenhuns outros pés senão os teus..
 Tu és os olhos com os quais a compaixão de Cristo deve olhar o mundo;
 Tu és os pés com os quais Ele deve ir fazendo o bem;
 Tu és as mãos com os quais Ele deve abençoar os homens de hoje..
Ámen.
 
[Embora seja amplamente atribuído a Teresa, não aparece em suas obras ...]

 
 

9.12.19

SALVÉ MARIA!
 
 
 
 
Uma "Avé Maria" - salva!
 
Certo dia, Nossa Senhora pediu ao pequeno Iákov, então com 10 anos, que rezasse com fervor em cada etapa do dia. Na semana seguinte, quando jogava futebol com os companheiros, lembrou-se do pedido de Nossa Senhora. Mas não tinha vontade alguma de rezar. No entanto, recolheu-se e rezou apressadamente uma Ave-Maria para agradar a Nossa Senhora. Naquela noite, durante a aparição, Nossa Senhora agradeceu pelo esforço realizado e, para encorajá-lo, disse-lhe que Se serviu de sua oração, embora curta, para fazer o bem. Mostrou-lhe um homem na Ásia que pôde ser salvo com sua pequena oração. Iákov era uma criança quando as aparições começaram; teria podido pensar que era o menos importante dos videntes. Mas, para sua grande surpresa, foi a ele que Nossa Senhora disse, em primeiro lugar: "Você é
importante para Mim!"
 
Hoje, Nossa Senhora continua a dizer-nos: "Cada um de vocês é importante". Nossa fraqueza e nossa pobreza dão-nos a audácia de nos oferecermos ao Senhor tal como somos. É precisamente porque somos pobres que Ele nos quer dar tudo, para que nos alegremos e irradiemos o Seu amor pelos homens.
 
Teresinha diz: "Porque são fracos"... Façam o que eu faço: Conquistem Deus pelo coração! Lancem-se em Seus braços e peçam para serem castigados com um beijo. Como poderia Ele resistir? Quando jogamos nossas faltas nesta fornalha, com uma total confiança filial, como podem não serem consumidas para sempre?" Não nos é dado ver o que está diante de nós, em particular nos momentos mais sombrios de nossa vida. Frequentemente, perguntam-nos: "Que faz na vida?" "Quanto ganha?" "Em que etapa da vida espiritual se encontra?" A nossa vida é avaliada segundo a escala de valores do mundo. Não!
 
Nós somos importantes porque somos filhos de Deus, criados à Sua imagem e semelhança! Jesus derramou Seu sangue por nós! Temos todos uma maneira única de O amar! Se Ele perder um de nós, ninguém substituirá este filho, a Seus olhos! Ele ama cada um de nós como a pupila de Seus olhos! Sua maior alegria é unir-Se a nós no amor, se Lhe permitirmos. Madre Teresa de Calcutá dizia, muitas vezes, que Teresinha (de Lisieux) era seu grande modelo, porque tinha muitos segredos a partilhar sobre a maneira de irradiar Seu amor. Madre Teresa dizia: "O cristão é um tabernáculo do Deus vivo. Ele criou-me, escolheu-me, veio habitar em mim, porque me ama. Agora que sabem até que ponto Deus os ama, é natural que passem o resto da vida
irradiando amor." E também: "Para poder levar Sua paz, Sua alegria, Seu amor,
devemos primeiro tê-lo em nós, porque não podemos dar o que não possuímos."
 
De:  Irmã Emmanuel
Em: Eco de Mediugórie
Imagem : Capelinha das aparições em Fátima - directo - SF
 

20.1.17

O Terço

 
 
O Terço, uma oração repetitiva e assim aborrecida e por que demais monótona, sem mais sentido?

Aos que dizem que o Terço é uma oração antiquada e monótona, devido à repetição das orações que o compõem, eu pergunto-lhes se há alguma coisa que viva sem ser pela repetição continuada dos mesmos actos.Deus criou tudo o que existe de modo a conservar-se pela repetição continuada e ininterrupta dos mesmos actos. Assim, para conservarmos a vida natural, inspiramos e expiramos sempre do mesmo modo; o coração bate continuamente seguindo sempre o mesmo ritmo. Os astros, como o Sol, a lua, os planetas, a Terra, seguem sempre a mesma rota que Deus lhes marcou. O dia sucede à noite, ano após anos, sempre do mesmo modo. A luz do Sol alumia-nos e aquece-nos na Primavera, vestem-se depois de flores, dão frutos e voltam a perder as folhas no Outono ou Inverno.

E, assim, tudo o mais segue a lei que Deus lhe marcou, e ainda ninguém lhe ocorreu dizer que era monótono, por isso prescinde-se; é que precisamos disso para viver! Pois bem, na vida espiritual temos a mesma necessidade de repetir continuamente as mesmas orações, os mesmos actos de fé, de esperança e de caridade, para termos vida, visto que a nossa vida é uma participação continuada da vida de Deus.

Quando os discípulos pediram a Jesus Cristo que os ensinasse a orar, Ele ensinou-lhes, como vimos atrás, a bela fórmula do "Pai-Nosso", dizendo: "Quando orardes dizei: "Pai..." (Lc 11,4). O Senhor mandou-nos rezar assim, sem nos dizer que, passado um certo número de anos, buscássemos nova fórmula de oração, porque esta teria passado a ser antiga e monótona.

Quando os namorados se encontram, passam horas seguidas a repetirem a mesma coisa: "amo-te!". O que falta aos que acham a oração do Terço monótona é o Amor; e tudo o que não é feito por amor não tem valor. Por isso, nos diz o Catecismo que os dez Mandamentos da Lei de Deus se encerram num só, que é amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a nós mesmos.Os que rezam diariamente o seu Terço são como os filhos que todos os dias dispõem de alguns momentos para ir até junto de seu pai, para lhe fazer companhia, manifestar-lhe o seu agradecimento, prestar-Lhe os seus serviços, receber os Seus conselhos e a Sua bênção. É o intercâmbio e a troca do amor, do Pai para com o filho e deste para com o Pai, é a dádiva mútua.


[Irmã Lúcia — Apelos da Mensagem de Fátima]

14.1.17

Menino Jesus

 
 
Menino Jesus
Menino Santo, que vieste ao mundo para nos salvar,
estamos reunidos para agradecer o dom e a graça de sermos família. Em torno desta mesa queremos que nossa vida seja partilha.

Neste ano que passou, procuramos viver a harmonia e a concórdia, mas nem sempre conseguimos, confessamos que somos limitados, que temos nossos pecados.
Hoje, queremos celebrar o perdão, sabemos que a vida é muito curta, não queremos perder tempo
cultivando as intrigas e as inimizades.
Por isso, perdoamos a todos os que nos ofenderam
e suplicamos o perdão de todos a quem ofendemos.

Menino Deus, pedimos também por todos os que não estão aqui hoje, nossos amigos e parentes,
inclusive por aqueles que partiram para nunca mais voltar, que sejam todos abençoados.

Expulsa deste lar e de nossas vidas, tudo aquilo que não provém de ti.
Purifica nossas almas para que esta festividade
nos transforme em criaturas melhores. E que sempre, em toda circunstância, saibamos reconhecer tua divindade e poder. Que nossa família jamais se afaste de ti.

Louvamos e rendemos graças por cada um aqui presente, Suas histórias e conquistas.
Senhor, nos propomos construir uma história de amor verdadeira entre nós.

Que no ano que se aproxima possamos todos viver em unidade, sem divisões. Nossa família, Senhor, quer que tua santa vontade se realize em cada um de nós. Queremos nos consagrar a teu serviço.
Bem-vindo à nossa casa, Santo menino, nasce aqui e agora, Faz de nós o teu presépio.
 
 

Oração pela família no Natal

 
 
Oração pela família no Natal

Senhor, diante de teu presépio
venho pedir por minha família.
Abençoa as pessoas que amo
onde quer que estejam.
Que dentro de nosso lar habite
a confiança de tua mãe, Maria,
o zelo de teu pai, José,
e a inocência de teu rosto de criança.
Afugenta de nossa casa as dores,
lágrimas e angústias causadas por
tantos Herodes que lutam por
matar nossos sonhos de paz.
Concede-nos a saúde do corpo e
da alma, para que possamos cantar
teus louvores a cada dia deste novo ano.
Que nossas portas estejam sempre
abertas para ti, nas visitas que nos fazes
em tantos rostos sofridos.
Dá-nos a alegria de tua presença em
nosso lar: o maior de todos os presentes possíveis.
Abençoa minha família neste Natal, Senhor.
Ámen.
 
A: 18 Dezembro de 2016

Oração ao Divino Espírito Santo

 
 
                              Oração ao Divino Espírito Santo
                                            [ Cardeal Verdier ]

Ó Espírito Santo, amor do Pai e do Filho!
Inspirai-me sempre aquilo que devo pensar,
aquilo que devo dizer,
como eu devo dizê-lo,
aquilo que devo calar,
aquilo que devo escrever,
como eu devo agir,
aquilo que devo fazer,
para procurar a Vossa glória, o bem das almas e minha própria santificação.
Ó Jesus, toda a minha confiança está em Vós.
Ó Maria, Templo do Espírito Santo, ensinai-nos a sermos fiéis àquele que habita em nosso coração.

Súplica ao Espírito Santo:Vinde, Espírito Santo, terníssimo Consolador. Minha alma suspira por Vós, meu coração tem sede de Vós. Só Vós podeis saciar os meus anseios, só Vós podeis fazer-me feliz. Divino Esposo, não rejeiteis a morada de meu pobre coração.

Sim, meu coração é impuro,
Mas podeis purificá-lo.
Meu coração é tenebroso,
Mas podeis iluminá-lo.
Meu coração é mau,
Mas podeis saciá-lo de amor.
Meu coração é triste,
Mas podeis consolá-lo.
Meu coração é fraco,
Mas podeis fortalecê-lo.
Meu coração é frio,
Mas podeis abrasá-lo.
Meu coração é terreno,
Mas podeis enchê-lo de desejos celestiais.
Meu coração é pecador,
Mas podeis orná-lo de todas as virtudes.
Meu coração é inconstante,
Mas podeis torná-lo perseverante.

Vinde, pois, ó Espírito Santo, Pai dos pobres, vinde, inundai-me de Vosso amor!

Sequência Devotíssima
 
Vinde, Santo Espírito, e mandai do céu um raio de Vossa luz.
Vinde, Pai dos pobres, vinde, ó distribuidor dos bens, vinde, ó luz dos corações.
Vinde, Consolador óptimo, doce Hóspede e suave alegria das almas.
Vinde aliviar-lhes os trabalhos, temperar-lhes os ardores e enxugar-lhes as lágrimas.
Ó luz beatíssima, inflamai o íntimo dos corações dos Vossos fiéis. Sem a Vossa graça nada há no homem, nada que se possa dizer inocente.
Lavai, pois, o que em nós é sórdido, regai o que é seco, sarai o que está ferido.
Abrandai o que é duro, abrasai o que é seco e reconduzi o desviado.
Concedei aos Vossos servos, que em Vós confiam, o setenário dos Vossos dons.
Dai-lhes o mérito da virtude, o dom da graça final e o glorioso prémio dos prazeres eternos.
Ámen.
Aleluia.
 
 

13.1.17

Presidente do Peru

Presidente do Peru consagrando o País ao Sagrado Coração de Jesus e Imaculado Coração de Maria.
 
 
 
              Boas e Santas Notícias, Aleluia! Ámen.  :)
 

3.1.17

Deixa no passado

 
 
                                                                 Deixa no passado
«Fazei o vosso exame de consciência, mas seja como limpar mesmo os sapatos, não aconteça que
leveis continuamente convosco a lama ou a recordação da lama do caminho» Veio, Senhor, ao meu
encontro esta frase de Charles Péguy, e pareceu-me cheia de uma pertinente sabedoria. É preciso
limpar o coração, purificá-lo de sombras, de vincos, de desgastes e ressentimentos. Mas, depois, há
também que deixar para trás a lama dos dias passados e viver cada dia, cada encontro, cada
compromisso de um modo inaugural e límpido. Ajuda-me a deixar no passado aquilo que dói do
passado e a viver o desafio que o presente me solicita.

[J. Tolentino Mendonça — Itinerários para a oração]


Img: http://quartodossonhos.tumblr.com/post/3603028920/o-passado-%C3%A9-como-um-cortina-de-vidro-felizes-os
 
Publicado a Setembro de 2016

Nossa Senhora de Fátima

 
 
Nossa Senhora de Fátima

Se temos confiança na Mãe de Cristo, como tiveram os noivos de Canã da Galileia, podemos confiar-lhe as nossas preocupações como eles fizeram e confiar-lhe também as nossas decisões e lutas interiores que nos possam atormentar. Podemos confiar tudo à Virgem da Confiança, Mãe da nossa entrega: "Eu me entrego a Ti. Quero dedicar-me a Cristo, mas a Ti me confio, como fizeram aqueles noivos!"
Não foram ter directamente com Cristo, a pedir-lhe um milagre, mas foram ter com Maria, confiaram a Maria, as suas preocupações e dificuldades.
É claro que, ao actuarem assim, queriam chegar a Cristo, queriam, por assim dizer - passe a expressão - "provocar" a Cristo e ao Seu Poder Messiânico. Também nós, na nossa vocação, que é caminho espiritual para Cristo, para sermos de Cristo, para sermos "alter Christus" devemos aproximar-nos desta Mãe da nossa entrega e dar-nos a Ela, para que nos leve a Cristo, para nos oferecer a Cristo e nos dedicar a Cristo.

Dirige o Teu olhar misericordioso àqueles que sofrem. Permanece ao lado das vítimas da violência e do terror, e consola os que estão de luto.
Que o Teu Filho, Jesus, conforte e dê Paz a todos os enfermos e moribundos e fortaleça aqueles que
se dedicam ao seu cuidado físico e espiritual.
Conduz todos ao reino de Santidade, de Verdade e de Vida do Senhor.
Tu, que livremente disseste "Sim" a Deus e assim Te tornaste a Virgem Mãe do Seu único Filho, permanece sempre ao lado dos teus filhos. Ámen.

[São João Paulo II — Orar]
 
Publicado a 13 de Outubro de 2016


12.10.16

Caso Asia Bibi

 
 

Paquistão: São já conhecidos os nomes dos juízes que vão decidir amanhã o caso de Asia Bibi


 
É já amanhã, dia 13, que o Supremo Tribunal de Justiça, em Islamabad, vai avaliar o caso de Asia Bibi, a cristã paquistanesa condenada à morte por blasfémia. O recurso apresentado pelos advogados de Asia Bibi vai ser avaliado na secção criminal por um colégio de três juízes. São eles Mian Muhammad Saqib Nisar, Muhammad Iqbal Hameed Ur Rehman e Muhammad Manzoor Mali.
 
Este é o último recurso jurídico possível para salvar a vida de Asia Bibi. Desde Junho de 2009 que esta mulher de 51 anos e mãe de cinco filhos tem vivido um autêntico calvário.
Detida em Junho de 2009, acusada falsamente de blasfémia por ter bebido um copo de água de um poço, foi condenada à morte.
 
Em Julho do ano passado, em resultado também da enorme campanha internacional de solidariedade em favor desta esta cristã, o Supremo Tribunal decidiu suspender a sentença, tendo ordenado a reavaliação do processo.
 
A decisão que vier a ser tomada a manhã – se não se verificar nenhum adiamento - pelo Supremo Tribunal de Justiça é determinante não só para a vida de Asia Bibi mas também pelo que poderá representar de jurisprudência sobre este caso.
 
Para o marido de Asia Bibi, o tempo agora é de orações. Em declarações ao jornal “Express Tribune”, Ashiq Masih reconhece que também ele e os seus cinco filhos têm vivido tempos extremamente complicados, tendo sido obrigados “a viver em diferentes lugares, em diferentes cidades”, sempre com receio do que lhes possa também acontecer.
Desde a acusação de blasfémia, que nunca mais regressaram à aldeia onde viviam. “Temos sofrido imenso”, diz Masih, acrescentado: “temos rezado muito para que este dia nos traga uma boa notícia”.

http://www.fundacao-ais.pt/noticias/detail/id/4333/

9.10.16

Augusto Anjo

 
 
Augusto guarda de minha alma, tu que perto do trono do Eterno brilhas no belo céu como uma
chama delicada e pura, vens a mim nesta terra e iluminas-me com tua luz.
 
Ó Anjo tão belo, tornaste-te meu irmão, amigo e consolador. Conhecendo minha grande fraqueza,
guias-me com tua mão. Eu te vejo cheio de ternura, tirar a pedra do caminho. Sempre tua voz
amável me convida a olhar somente para o céu; quanto mais me vês pequena e frágil, tanto mais tua
face fica irradiante. Ó tu que percorres o espaço mais veloz do que os raios, voa amiúde em meu
lugar àqueles que me são caros! Com tua asa enxuga suas lágrimas! Canta como Jesus é bom! Canta
como o sofrer tem alegrias! E em segredo sussurra o meu nome.
 
Quero, em minha curta vida, salvar meus irmãos, os pecadores. Ó belo mensageiro da pátria celeste,
dá-me teu ardor! Nada tenho senão minha oferenda e minha singela pobreza. Em união com tuas
puras glórias leva-os ao Deus Trino. Ámen.

[Santa Teresinha do Menino Jesus]

18.9.16

Sim, creio!

 
 
Professemos a nossa Fé:
 
 
Creio em Deus, Pai Todo-Poderoso:
 
 
"Ide por todo o mundo e proclamai o Evangelho a toda a criatura" (Mc 16,15). "Ide, pois, e ensinai todas as gentes, baptizando-as em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo, ensinando-as a observar tudo o que vos mandei" (Mt 28,19-20).
 
Eis a missão que Jesus confiou aos seus apóstolos. A mesma que os apóstolos transmitiram aos seus seguidores: a missão da Igreja, hoje. A Igreja testemunha e anuncia para que todos possam crer e esperar; viver e amar como Jesus acreditou e esperou, viveu e amou. Ela guarda a tradição sagrada e protege-a da falsificação e do erro.
 
A profissão de fé nasceu na Igreja como recapitulação válida da mensagem transmitida pelos apóstolos. Todos aqueles que, por ocasião do seu Baptismo, são interrogados sobre a sua fé, confessam com as mesmas palavras a sua pertença a Deus Pai, a Jesus Cristo, seu Filho e ao Espírito Santo.

A profissão de fé (Credo) de todos os cristãos começa pela palavra "Eu". Porque no seio da comunidade, cada pessoa tem a sua própria história com Deus. Ninguém pode dizer "eu" pelo outro.
Quem diz "sim" a Deus deve saber a que se compromete. Por isso, é importante que cada cristão aprenda a conhecer e a compreender o texto fundamental da sua fé.
 
Rezemos, hoje e sempre, juntos:

Creio em um só Deus
 Pai todo-poderoso,
 criador do céu e da terra
 de todas as coisas visíveis e invisíveis.
Creio em um só Senhor, Jesus Cristo,
 Filho Unigênito de Deus,
 nascido do Pai antes de todos os séculos;
 Deus de Deus,
 Luz da Luz,
 Deus verdadeiro de Deus verdadeiro;
 gerado, não criado,
 consubstancial ao Pai.
Por ele todas as coisas foram feitas.
 E por nós, homens, e para nossa
 salvação, desceu dos céus
 e se encarnou pelo Espírito Santo,
 no seio da Virgem Maria,
 e se fez homem.
 Também por nós foi crucificado sob
 Pôncio Pilatos;
 padeceu e foi sepultado.
Ressuscitou ao terceiro dia,
 conforme as Escrituras,
 e subiu aos céus,
 onde está sentado à direita do Pai.
E de novo há de vir, em sua glória,
 para julgar os vivos e os mortos;
 e o seu reino não terá fim.
Creio no Espírito Santo,
 Senhor que dá a vida,
 e procede do Pai e do Filho;
 e com o Pai e o Filho
 é adorado e glorificado:
 Ele falou pelos profetas.
Creio na Igreja,
 una, santa, católica e apostólica.
 Professo um só baptismo
 para a remissão dos pecados.
 E espero a ressurreição dos mortos
 e vida do mundo que há de vir.
 Ámen.