Mostrar mensagens com a etiqueta A Igreja. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta A Igreja. Mostrar todas as mensagens

1.5.20

São José - Patrono da Igreja

São José - Patrono da Igreja
 
Oração ao glorioso São José
 
São José, alegres louvamos teu exemplo
 de doação paternal ao nosso amado Jesus.
 Homem da obediência e do silêncio,
 ensinai-nos por teu exemplo a colocarmos
 nossa confiança nas mãos do Pai Celestial.
 
Não nos desamparareis nas quedas,
 e assim, como não deixastes Jesus abandonado,
 caminhai connosco, intercedendo a Deus por nós.
 
Nas angustias, ouvi-nos;
 nos perigos, defendei-nos;
 na dor, fortificai-nos;
 na tristeza, dai-nos esperança;
 nas tempestades, acalmai-nos!
 
Castíssimo São José,
 ensinai-nos a zelar pela nossa família
 com amor constante e cuidado diário.
 Livrai nossas famílias dos perigos espirituais e temporais,
 e acompanhai-nos com vossa constante proteção.
 
Ámen.
 
 
 

28.3.20

Confissão...?

Quaresma - Perdão?
 
Confissão - Quaresma
 
Durante a celebração da Santa Missa na Capela da Casa Santa Marta o Papa cita o Catecismo da Igreja Católica para tratar da “contrição” que perdoa os pecados na expectativa de uma confissão futura.
 
. Eu quero fazer as pazes com o Senhor.
. O que fazer se não encontro um sacerdote?
 
Salus animarum
 
A “salus animarum”, ou seja, “a salvação das almas” é a lei suprema da Igreja, o
critério interpretativo fundamental para determinar o que é justo.
É por isso que a Igreja sempre procura, de todos os modos, oferecer a possibilidade
de se reconciliar com Deus a todos aqueles que o desejam, que estão em busca,
esperando ou que, de alguma forma, se dão conta de sua condição e sentem a
necessidade de serem acolhidos, amados e perdoados, explica o Portal Vatican News.
 
Segundo o Portal do Vaticano, nestes tempos de emergência devido à pandemia do
coronavirus, com pessoas gravemente doentes e isoladas nas unidades de terapia
intensiva, bem como para as famílias que são solicitadas a permanecerem em casa
para evitar a difusão do contágio, é útil lembrar a todos a riqueza da tradição:

Foi o que fez o Papa Francisco durante a homilia da missa na Casa Santa Marta, nesta
sexta-feira, 20 de março.
 
Reconciliar-se com Deus
 
“Eu sei que muitos de vocês se confessam para a Páscoa a fim de se reconciliar com Deus”, disse o Papa.”Mas muitos me dirão hoje: Mas, padre, onde posso encontrar um sacerdote, um confessor?
 
Não se pode sair de casa! E eu quero fazer as pazes com o Senhor, quero que Ele me abrace, que o meu pai me abrace. O que posso fazer se não encontro um sacerdote?”
 
Você faz o que diz o Catecismo”, respondeu Francisco.Fale com Deus.
 
“É muito claro - disse o Papa -  se você não encontra um sacerdote para se confessar, fale com Deus, ele é seu Pai. Diga-lhe a verdade: “Senhor, eu fiz isso e aquilo. Perdoa-me”.
 
“Peça-lhe perdão de todo o coração, com o Acto de Contrição e prometa-lhe: Depois, eu vou me confessar, mas perdoa-me agora”. E logo você retornará à graça de Deus.
 
“Você mesmo pode se aproximar, como o Catecismo nos ensina-, do perdão de Deus sem ter um sacerdote”.
“Pensem nisso: este é o momento! E este é o momento certo, o momento oportuno.
Um Acto de Contrição bem feito e a nossa alma se tornará branca como a neve”.
 
O Portal do Vaticano explica que o Papa Francisco se referia aos números 1451 e 1452 do Catecismo da Igreja Católica, promulgado por São João Paulo II e redigido sob a orientação de Joseph Ratzinger, naquela época prefeito da Congregação para a "Doutrina da Fé".
 
O Perdão dos pecados
 
O Catecismo, citando o Concílio de Trento, ensina que entre os atos do penitente, a “contrição” ocupa o primeiro lugar. Ela é ‘uma dor da alma e uma reprovação do pecado cometido, com o propósito de não mais pecar no futuro’.
 
Diz o Catecismo: “Quando procedente do amor de Deus, amado sobre todas as coisas, a contrição é dita perfeita (contrição de caridade)”.

“Uma tal contrição perdoa as faltas veniais: obtém igualmente o perdão dos pecados mortais, se incluir o propósito firme de recorrer, logo que possível, à confissão sacramental”.
 
Portanto, na expectativa de ser absolvido por um sacerdote assim que as circunstâncias permitirem, é possível ser perdoado imediatamente com esse acto. Isso já tinha sido afirmado também pelo Concílio de Trento, no capítulo 4 da “Doctrina de sacramento Paenitentiae”, onde se afirma que a contrição acompanhada pela intenção de se confessar “reconcilia o homem com Deus, mesmo antes que esse Sacramento seja realmente recebido”. (JSG)
papa-francisco-comenta-286071

 

14.1.17

As qualidades do novo evangelizador

 
 
As qualidades do novo evangelizador, propostas por Dom Robert Barron

Bispo auxiliar de Los Angeles e fundador do ministério Word on Fire para a Evangelização através dos meios de comunicação, dedicou um dos seus vídeos para identificar algumas características que deveriam reunir os crentes que desejam apoiar a Nova Evangelização. A Nova Evangelização tem como base o desenvolvimento de uma relação pessoal com Jesus Cristo.

Portanto, o trabalho para recuperar a Fé daqueles que se distanciaram da religião deve começar pelo apoio evangelizador, que deve reunir algumas características especiais para poder dedicar-se adequadamente a sua tarefa.

União com Deus e ardor renovado

A primeira característica é uma amizade íntima com o Senhor, já que ninguém dá o que não tem, e esta relação se cultiva através da "oração, oração e oração, especialmente na Eucaristia". A segunda qualidade é que o novo evangelizador deve estar "cheio de ardor", sendo o ardor renovado um dos componentes da Nova Evangelização descritos por São João Paulo II. "Se você quer ter persuasão em seu discurso, você deve estar em chamas", explicou.

Dom Barron afirmou que quando fala a seminaristas sobre esta qualidade lhes diz que devem ao menos alcançar o nível de entusiasmo que o mundo põe no comércio e na publicidade. A chave para alcançar este ardor, expôs, é ter uma noção clara do que significa a Ressurreição de Cristo.

"Quando você tem isso, vai querer fazer o que fizeram os primeiros evangelizadores, que é tomar ao mundo inteiro e contar-lhe sobre isso", descreveu.

Conhecer a cultura, amar a Tradição

Outra qualidade recomendada pelo Bispo auxiliar é o conhecimento da história sagrada, especialmente de Israel. A história deste povo escolhido é a história da ação de Deus na história para salvar ao homem do pecado e Cristo é o cumprimento de todas as professar e promessas e deve ser conhecido em relação com essas promessas para entender sua plenitude.
Os novos evangelizadores devem conhecer a cultura atual, já que a Nova Evangelização é "nova em
expressão" nas palavras de São João Paulo II, é ser conscientes das características e limitações da
vida atual para mostrar como a Doutrina da Igreja supera e responde essas inquietações.

Precisamente a seguinte qualidade é "amar a grande Tradição", já que os católicos não somente
possuem a Escritura como fonte da Verdade, mas que tem o patrimônio do desenvolvimento da Revelação através dos séculos, "da forma como uma semente se desenvolve em uma planta ou como um rio flui através do tempo". O conhecimento dos mestres espirituais e doutores da Igreja, assim como as conquistas da arte sacra permitem que as pessoas possam ver mais plenamente a Cristo. "Os novos evangelizadores amam a grande Tradição, tem reverência por ela", afirmou.

Fome de salvar almas

Finalmente, Dom Barron destacou como qualidade o amor pelas almas e o possuir um coração missionário, assim como o conhecimento dos novos meios e tecnologias para levar as mensagens.
"O fato de que 70 por cento dos católicos não assista a Missa no domingo é uma tragédia", lamentou. O prelado indicou que se poderia dizer que a segunda religião nos Estados Unidos bem poderia ser a de "ex-católicos". "Isso é uma tragédia, e se você não sente como uma tragédia, você não pode ser uma novo evangelizador, porque o novo evangelizador tem uma fome e uma paixão pelas almas, por salvar almas".
Inclusive antes de chegar o momento da morte, quando se define se uma alma vai para o Céu ou
para o Inferno, pode perceber-se a necessidade urgente de oferecer salvação. Uma alma que deixa
a Deus "é uma alma divorciada", indicou. "é uma alma que necessariamente vive em angústia, porque nós estamos destinados à união com Deus".
 
 
A 7 de Novembro de 2016


Dom-Robert-Barron.html
[adaptação—RP]

2.10.16

Por que sou católico

 
 
Bom e Santo Domingo
 
GK Chesterton escreveu uma vez: "A dificuldade em explicar" por que eu sou católico "é que há dez mil razões dentro de apenas um motivo: Que o catolicismo é verdadeiro" Em torno de 2.000 anos atrás, Jesus Cristo fundou a Igreja Católica para preservar a verdade que Ele nos deu e entregá-lo ao longo dos séculos, ajudando pessoas ao redor do mundo a encontrar o amor de Deus em todas as épocas e em todos os cantos da terra.
 
Ao longo dos anos, houve um número incontável de perguntas e objeções levantadas sobre ensinamentos e práticas da Igreja Católica. As respostas estão lá, e vale a pena o seu tempo para encontrá-los. Como o Venerável Arcebispo Fulton Sheen disse uma vez, "Não há se quer 100 pessoas neste país que odeiam a Igreja Católica, mas há milhões que odeiam o que eles acham que a Igreja Católica é."
 
O Senhor quer que todos nós conheçamos e compreendamos a verdade d'Ele, para que possamos abraçá-lo de todo o coração e viver por ela. Cristo nos lembra: "A verdade vos libertará" (João 8:32).
 
 
 
 

3.7.16

Meu Deus Grande



Meu Deus Grande
 
Deus é tão grande, tão grande!,
em seu infinito portento
que é capaz de fazer-se Pão
e de habitar no solo.
 
Deus é tão grande, tão grande!,
tão exaustivo em seu seio,
que se faz quanto quer,
e por isso alimento.
 
Deus é tão grande, tão grande!,
em seu ser-se o Sempiterno,
que se faz criatura
para levar-me ao seu encontro.
 
Deus é tão grande, tão grande!,
que por isso é tão pequeno
quando se oculta na Hóstia
atrás da prisão do seu encerro.
 
Deus é tão grande, tão grande!,
que é capaz de ser, sem sê-lo,
coisas das que não são
para mostrar seus portentos.
 
Deus é tão grande, tão grande!,
que todo Ele rompe em Beijo,
para beijar-me em seu ser
em gozo de amor eterno.
 
Deus é tão grande, tão grande!,
que me beija quando peno,
fazendo-se tão pequenino
como minha pena no solo!
 
Deus é tão grande, tão grande!,
que, em seu proceder eterno,
pela força do seu braço,
rompe em imensos portentos!
 
  *  *  *
 
O Grande momento da Consagração
Portento dos portentos:
o mesmo Deus que, feito Homem,
em sublime Sacramento,
oferece-se ao Pai, e se dá em bebida e alimento.



Madre Trindad de la Santa Madre Iglesia
Fundadora de: A Obra da Igreja
O Grande momento da Consagração

28.6.16

“Se eu não fosse Católico…”

 
 
Se eu não fosse Católico e estivesse procurando a verdadeira Igreja no mundo de hoje, eu iria
em busca da única Igreja que não se dá muito bem com o mundo. Em outras palavras, eu
procuraria uma Igreja que o mundo odiasse. Minha razão para fazer isso seria que, se Cristo
ainda está presente em qualquer uma das igrejas do mundo de hoje, Ele ainda deve ser odiado
como o era quando estava na terra, vivendo na carne.
 
Se você tiver que encontrar Cristo hoje, então procure uma Igreja que não se dá bem com o
mundo. Procure por uma Igreja que é odiada pelo mundo como Cristo foi odiado pelo mundo.
Procure pela Igreja que é acusada de estar desatualizada com os tempos modernos, como
Nosso Senhor foi acusado de ser ignorante e nunca ter aprendido. Procure pela Igreja que os
homens de hoje zombam e acusam de ser socialmente inferior, assim como zombaram de
Nosso Senhor porque Ele veio de Nazaré. Procure pela Igreja, que é acusada de estar com o
diabo, assim como Nosso Senhor foi acusado de estar possuído por Belzebu, príncipe dos
demônios .
 
Procure a Igreja que em tempos de intolerância (contra a sã doutrina,) os homens dizem que
deve ser destruída em nome de Deus, do mesmo modo que os que crucificaram Cristo julgavam
estar prestando serviço a Deus.
 
Procure a Igreja que o mundo rejeita porque ela se proclama infalível, pois foi pela mesma
razão que Pilatos rejeitou Cristo: por Ele ter se proclamado a si mesmo A VERDADE. Procure a
Igreja que é rejeitada pelo mundo assim como Nosso Senhor foi rejeitado pelos homens.
Procure a Igreja que em meio às confusões de opiniões conflituantes, seus membros a amam do
mesmo modo como amam a Cristo e respeitem a sua voz como a voz do seu Fundador.
 
E então você começará a suspeitar que se essa Igreja é impopular com o espírito do mundo é
porque ela não pertence a esse mundo e uma vez que pertence a outro mundo, ela será
infinitamente amada e infinitamente odiada como foi o próprio Cristo. Pois só aquilo que é de
origem divina pode ser infinitamente odiado e infinitamente amado. Portanto, essa Igreja é
divina .”
 
 
 
Arcebispo Fulton J. Sheen, Radio Replies, Vol. 1, p IX, Rumble & Carty, Tan Publishing –
Tradução: Gercione Lima

3.6.16

Creio na Igreja, Una, Santa, Católica, Apostólica, Romana

Devia ter começado por aqui, mas, como não foi o caso,  repito uma das minhas primeiras publicações  que por certo, poucos leram por inteiro mas que eu mesma transcrevi, linha a linha, de um livro de autoria da Vidente de Fátima, a Irmã Lúcia, que não posso deixar de
subscrever por inteiro. Com ela, a humildade em pessoa, aprendo ainda todos os dias e sobre tantos aspectos: em como seguir Jesus, amar a devoção que então adquiri por Maria Santíssima e toda a submissão devida à Igreja fundada por Nosso Senhor Jesus Cristo que amarei e pela qual me ofereço e lutarei, consoante as forças que Nosso Senhor me queira dar. Como a própria vidente se submeteu.

Muito poucos e afinal, sabem sobre a Mensagem de Fátima. Ouviram falar de um sol que girava no firmamento, mudava de cor, talvez e quiçá... a fazer-se de engraçadinho...

A uns poucos meses já do centenário das Aparições de Fátima - reconhecidas pela Santa Igreja e contando ainda, tão alegremente, com a presença de Sua Santidade, o Papa Francisco, no Santuário que é tido como "o Santuário do Mundo" o qual - e graças a Deus -, por várias  vezes já visitei e onde, afirmo ter obtido inúmeras graças e como por exemplo, vias para a minha conversão, não posso deixar de emocionar-me e deixar que a própria Irmã Lúcia, vos fale e também uma vez mais. A Humildade é sem dúvida eloquente...

Sobre Igreja, o Papa e o Espírito Santo; Cristo, Maria - Sua e nossa Mãe. Capítulos III e IV


Nota: continuarei então e na medida em que me for possível, a transcrever trechos desta obra da Ir Lúcia que, nada mais, nada menos, serão um grande tesouro, a guardar nos nossos corações.
http://regina-pacis.blogspot.pt/search/label/Apelos

29.5.16

A Igreja

 
Um hino de amor à Mãe
 
A Igreja católica é aquele estandarte erguido em meio às nações, como se exprime o Concílio Vaticano I, tomando as mesmas palavras do profeta Isaías (cf. 49,22), para servir a todos de sinal de reunião, a ela convidando todos os que ainda não têm fé, e assegurando a seus próprios filhos que a fé que eles professam apoia-se sobre o mais firme fundamento.

A Igreja é aquela montanha que se faz visível desde longe a todos os olhares, aquela cidade resplandecente, aquela luz colocada sobre o candelabro para iluminar toda a casa. Ela é aquele edifício de cedro e de cipreste incorruptível, cuja solidez majestosa desafia os séculos e inspira confiança a nossas efémeras individualidades. Ela é aquele milagre continuado que não cessa de anunciar aos homens a vinda do seu Salvador e mostrar-lhes com mil exemplos sua Força libertadora...

Pela profundidade e pela coesão da doutrina que propõe, por seu conhecimento experimental do homem, como pelos frutos que o Espírito não cessa de fazer florescer nela, a Igreja exerce sobre as almas retas uma atração que atesta, de idade em idade, tantas conversões paradoxais.
Receptáculo a guardiã das Escrituras, a Igreja distribui sua luz, que é a única que dá um sentido inteligível à nossa história. Deste modo, ela nos leva a Cristo por mil caminhos convergentes. É nela onde Deus se mostra aos olhos que vêem a sabedoria.

A quem vive o seu mistério, ela sempre se lhe manifesta, como ao vidente de Patmos, como a Cidade de pedras preciosas, como a Jerusalém celestial, como a Esposa do Cordeiro, e o gozo que esta contemplação lhe proporciona é também o mesmo que reina nas visões serenas do Apocalipse. Também se compreende o ímpeto que faz exclamar – como Santo Agostinho, quando falava da Pátria: “Quando falo sobre ela, não sei mais terminar!”


[Pe. Henri de Lubac, em um hino de amor a mãe]

17.3.16

2. Apelo à Fé

«Meu Deus eu creio, adoro, espero e amo-Vos. Peço-Vos perdão para os que não crêem, não adoram, não esperam e não Vos amam. »
 
 
Cap. III
 
«Meu Deus eu creio» - Apelo à Fé
 
(…)
A palavra de Deus, contida nas páginas sagradas, é uma revelação que não podemos negar, porque – como nos declara Jesus Cristo, no Seu Evangelho –«as palavras que Eu vos digo, não as digo de Mim mesmo, mas o Pai que está em Mim, é que faz as obras. Acreditai que estou no Pai, e o Pai em Mim: Crede-me ao menos por causa das mesmas obras» (Jo 14, 10-11).
Vemos que Jesus Cristo chama a nossa atenção para as Suas obras, porque as obras são o verdadeiro testemunho do que cada um é, e confirmam a sua palavra. Por isso, quando S. João Baptista enviou os seus discípulos a Jesus para Lhe perguntar se era Ele o Messias ou se haviam de esperar outro, Jesus respondeu-lhes: «Ide contar a João o que vedes e ouvis: os cegos vêem e os coxos andam, os leprosos ficam limpos e os surdos ouvem, os mortos ressuscitam e a Boa Nova é anunciada aos pobres» Mt 11, 4-5). Como ninguém, a não ser Deus, pode fazer estes milagres, Jesus confirma com eles a Sua palavra e o Seu poder de vida: «Quem ouve a Minha palavra e acredita n’Aquele que Me enviou tem a vida eterna e não incorre em condenação, mas passou da morte para a vida» (Jo 5, 24).
Como vemos, a palavra de Jesus Cristo, é a palavra de Deus, porque Jesus Cristo é Deus, em tudo igual ao Pai, podendo afirmar: «Eu e o Pai somos um» (Jo 10,30). Na verdade, Jesus Cristo é o Filho de Deus que Se fez homem no seio da Virgem Maria, por obra do Espírito Santo: «O Espírito Santo virá sobre ti e a força do altíssimo estenderá sobre ti a Sua sombra. Por isto mesmo é que o Santo que vai nascer há-de chamar-Se Filho de Deus» (Lc 1,35).
Quando, na anunciação, o Anjo dirigiu a Maria estas palavras, proclamou a divindade do Filho, que havia de tomar carne humana no seu seio materno e nascer, para Se tornar igual a nós, visível aos nossos olhos e assim poder operar o mistério da nossa Redenção.
Jesus Cristo é, pois, Deus e Homem verdadeiro. A Sua palavra é vida eterna para aqueles que a escutam e cumprem; recusá-la é lavrar a própria sentença de condenação, como nos diz o Senhor: «Se alguém ouvir as Minhas palavras e as não guardar, não sou eu que o condeno, porque não vim para condenar o mundo, mas para o salvar.: Quem Me rejeita a não acolhe as Minhas palavras, tem quem o condene. A palavra que anunciei é que há-de condená-lo no último dia. Porque eu, não falei por Mim mesmo; o Pai que me enviou, foi quem determinou o que devo dizer e anunciar. Eu sei que o Seu mandamento é vida eterna. Portanto as coisas que digo, digo-as como o Pai Mas comunicou a Mim» (Jo 12, 47-50). Ele tinha afirmado: «As palavras que Eu vos disse são espírito e vida» (Jo 6,63).
A palavra de Cristo é a palavra do Pai: «O Pai que Me enviou, foi quem determinou o que devo dizer e anunciar». Assim Cristo veio ao mundo, não para destruir a Lei de Deus, mas para completá-la, aperfeiçoá-la e elucidar-nos sobre o seu verdadeiro sentido e sobre o modo como devemos compreendê-la e praticá-la. São palavras d’Ele: «Não penseis que vim revogar a Lei ou os Profetas: Não vim revoga-la, mas completá-la» (Mt 5,17).
Jesus Cristo veio ao mundo como Mestre para ensinar-nos, para guiar os nossos passos pelo caminho da verdade, da justiça, da caridade e da vida. Porque qualquer outro caminho que não seja o que Ele nos traçou é caminho que leva à morte eterna.
(…) A Sua doutrina é precisa e exacta. Mas, para se cumprir a palavra de Jesus, é necessário conhecê-la e acreditar n’Ele; porque como vamos cumprir uma Lei que não conhecemos, ou, se não acreditamos na pessoa que a promulgou? É preciso, pois, aceitar a pessoa de Cristo.
No mundo, infelizmente há muita gente que se preza de sábia, mas das leis de Deus pouco ou nada sabe; e o pior é que muitas vezes a gente contesta-as; não porque as conhece bem, mas porque vê nelas um dique às próprias paixões desordenadas, à falta de justiça e de caridade. E, no entanto, as leis de Deus são aquilo que, a todos nós, mais nos devia interessar conhecer, porque é por elas que seremos salvos ou condenados.
Outros há que até conhecem as leis de Deus, mas dão-lhes uma interpretação errada, oposta ao sentido de Cristo, crendo que com isso justificam os desregramentos da própria conduta; assim eles fazem grande mal a si mesmos e ao próximo, ao qual enganam com os seus exemplos, com a sua mentalidade e as suas palavras erradas. São como aqueles acerca dos quais Jesus Cristo disse: «Deixai-os, são cegos a conduzir outros cegos! Ora se um cego guiar outro cego, ambos cairão na cova» (Mt 15,14).
Precisamos, pois, de ter cuidado com eles; segundo a regra que nos deu Jesus Cristo, podemos conhecê-los pelas próprias obras: «Não há árvore boa que dê mau fruto, nem árvore má que dê bom fruto. Cada árvore conhece-se pelo seu fruto; não se colhem figos dos espinhos, nem uvas dos abrolhos. O homem bom, do bom tesouro do seu coração, tira o que é bom; e o mau, do seu mau tesouro, tira o que é mau; pois da abundância do coração é que fala a boca» (Lc 6,43-45).
Cap. IV e último:
 
Esta é a regra orientadora que nos deixou Jesus: olhar para as obras dos que se apresentam como guias, nos caminhos da vida; ver se estão de acordo com os ensinamentos da Igreja de Deus, fundada por Cristo, a única verdadeira, que possui o dom da infabilidade no reconhecimento e declaração da Verdade de Cristo, pela assistência do Espírito Santo: «Eu rogarei ao Pai e Ele vos dará outro Consolador, para estar convosco para sempre, o Espírito da Verdade que o mundo não pode receber, porque não o vê nem conhece, mas que vós conheceis, porque habita convosco e está em vós» (Jo 14, 16-17).
Esta promessa de Jesus Cristo, feita à Sua Igreja, dá-nos a certeza absoluta nos caminhos da fé, que devemos percorrer e que nos são traçados pela Igreja de Cristo, porque esta é guiada pelo Espírito Santo; é o Espírito Santo quem nos fala pela boca da Igreja.
Em várias ocasiões, me tem sido feita a pergunta: «Mas como havemos nós de saber qual a verdadeira Igreja de Cristo?»
A resposta a esta pergunta ser-vos-ia dada melhor pelos teólogos que estudam do que por mim, pobre e ignorante. Nem mesmo me atreveria a responder, se não fosse o texto sagrado a elucidar-nos.
S. Mateus conta-nos como Jesus Cristo, tendo ido com os Seus Apóstolos para a região de Cesareia de Felipe – durante a travessia do Lago para lá chegarem, o Mestre tinha-os prevenido contra as doutrinas falsas dos fariseus, que não acreditavam n’Ele –, fez-lhes a seguinte pergunta: «E vós, quem dizeis que eu sou?» Tomando a palavra, Simão Pedro respondeu: “ Tu és o Cristo, o Filho de Deus Vivo”. Jesus disse-lhe em resposta, “És feliz, Simão, filho de Jonas, porque não foram a carne nem o sangue que to revelaram, mas o meu Pai que está nos Céus. Também Eu te digo: Tu és Pedro, e sobre esta Pedra edificarei a Minha Igreja e as portas do inferno nada poderão contra ela. Dar-te-ei as chaves do Reino dos Céus, e tudo quanto ligares na terra ficará ligado nos céus, e tudo quanto desligares na terra será desligado nos Céus” (Mt 16, 15-19).
Foi assim que Jesus Cristo constituiu S. Pedro, Chefe e cabeça visível da Sua Igreja na terra, com todos os poderes para a governar, dirigir e instruir, sob a acção e assistência permanente do Espírito Santo, pelo qual o divino Mestre lhe concedeu o dom da «infabilidade». Se assim não fosse, penso que Jesus Cristo não podia comprometer-se a dar por bem feito no Céu, tudo aquilo que os Seus representantes fizessem, em Seu nome, na terra. Todos nós sabemos muito bem como todos os homens, enquanto simples criaturas, estão sujeitos a deficiências e enganos; por isso, aquilo que nos assegura a infalibilidade da Igreja é a assistência do Espírito divino, que Jesus Cristo lhe prometeu: «A palavra que ouvistes não é Minha, mas do Pai que Me enviou. Tenho-vos dito isto, estando convosco. Mas o Consolador, o Espírito Santo, que o Pai enviará em Meu nome, Esse ensinar-vos-á todas as coisas e vos recordará tudo o que vos tenho dito». (Jo 14,24-26). E o Senhor, voltando ao assunto, diz: «Quando vier o Consolador, que vos hei-de enviar da parte do Pai, o Espírito da Verdade, que procede do Pai, Ele (…) guiar-vos-á para a verdade total» (Jo 15,26;16,13).
Temos assim assegurada a infabilidade da Igreja, na palavra de Cristo, que é Verdade: «Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida. Ninguém vem ao Pai senão por Mim» (Jo 14,6). O nosso caminho é a palavra de Cristo, confiada à Sua Igreja, sob a assistência do Espírito Santo.
Mas, as vossas perguntas têm ido mais longe: "Entre as várias igrejas que se dizem cristãs, qual é a primitiva e a verdadeira?"
Como vimos, Jesus Cristo escolheu S. Pedro para o designar Chefe e Cabeça da Sua Igreja na terra. Confiou-lhe o depósito da Sua doutrina para ele o guardar e ensinar juntamente com todos aqueles que a ele permanecerem unidos na mesma fé, na mesma esperança e na mesma caridade.
S. João conta-nos que Jesus Cristo, um dia, já depois de ter ressuscitado, esperou na praia os Apóstolos que andavam a pescar, tendo-lhes servido peixe assado e pão, quando desceram da barca. «Depois da refeição, Jesus perguntou a Simão Pedro: «Simão, filho de João, tu amas-Me mais do que estes?» Ele respondeu: “Sim, Senhor, tu sabes que Te amo”. Jesus disse-lhe: “Apascenta os meus cordeiros” Voltou a dizer-lhe segunda vez: «Simão, filho de João, tu amas-Me?» Ele respondeu: “Sim, Senhor, tu sabes que Te amo”. Jesus disse-lhe «Apascenta as minhas ovelhas». Perguntou-lhe terceira vez: «Simão, filho de João, tu amas-Me?» Pedro respondeu-Lhe: «Senhor, Tu sabes tudo, tu bem sabes que Te amo». Jesus disse-lhe: «apascenta as minhas ovelhas» (Jo 21,15-17).
Jesus Cristo confiou à guarda de S. Pedro todo o rebanho que é a Sua Igreja: os cordeiros e as ovelhas, as ovelhas e os pastores. Portanto a verdadeira Igreja de Cristo é constituída por todos aqueles que permanecerem unidos a Pedro pela mesma fé, pela mesma esperança e pelo mesmo amor, que é a caridade de Cristo. Deus é «Caridade»; e por isso, exige do Seu representante um tríplice protesto de Amor.
Na verdade, a Igreja de Deus,  é a Igreja da caridade, do Amor. Isto mesmo pediu Jesus Cristo ao Pai, pouco antes de Se entregar à morte por nós:
«Pai Santo, guarda em Teu nome aqueles que Me deste, para que sejam um, assim como Nós. (…) Não rogo somente por estes, mas também por aqueles que, pela sua palavra, hão-de crer em Mim, para que todos sejam um só; como Tu, ó Pai, estás em Mim e eu em Ti, que também estejam em Nós, para que o mundo creia que Tu Me enviaste e os amaste, como Me amaste a Mim» (Jo 17,11.20-23).
Com estas palavras, Jesus Cristo revela-nos qual deve ser a unidade da sua Igreja: Uma única, uma só. Uma única unidade que não admite partilha: «Dei-lhes a glória que Tu me deste, para que sejam um como Nós somos um» Unidos pela mesma fé, esperança e caridade.»
Antes desta oração a Seu Pai, Jesus demorara-Se longamente a falar com os Seus discípulos, dizendo-lhes a certo momento: «Permanecei em Mim e Eu permanecerei em vós. Como a vara não pode dar fruto por si mesma se não estiver na videira, assim acontecerá convosco, se não estiverdes em Mim. eu sou a videira, vós as varas; quem está em Mim e Eu nele, esse dá muitos frutos; porque sem Mim nada podeis fazer. Se alguém não estiver em Mim, será lançado fora, como a vara, e secará; lançá-lo-ão ao fogo e arderá». (Jo 15,4-6).
Temos aqui bem definida a sorte dos que, desorientados por falsas ideias, pelas tentações do mundo. Do demónio ou da carne, se deixam arrastar e se separam do verdadeiro Corpo Místico de Cristo, que é a Igreja. Sem os seguir, devemos orar e sacrificarmo-nos por eles, para que regressem ao bom caminho, porque Deus não quer que o pecador se perca, mas que se converta e viva.
 Este é o motivo por que Nossa Senhora tanto nos recomendou a oração e o sacrifício pela conversão dos pecadores. «Rezai, rezai muito e fazei sacrifícios pelos pecadores. Vão muitas almas para o Inferno, por não haver quem se sacrifique e peça por elas». (Fátima, 19 de Agosto de 1917).
É assim que a Igreja de Deus é una: uma só, unida pelos laços do perdão, do amor e da fé. É una e católica, universal, como nos ensinou e mandou Jesus: «Ide pelo mundo inteiro e anunciai a Boa nova a toda a criatura. Quem acreditar e for baptizado será salvo, mas quem não acreditar será condenado» (Mc 16,15-16).
 

10.3.16

Alma da Igreja - IV

4.

 
O coração da nossa Fé
 
A Fé no Espírito Santo é o coração da nossa fé cristã, porque a nossa Igreja é a Igreja do Espírito Santo. E a fé no Espírito Santo é o coração da nossa fé cristã, como professa o Credo dos santos concílios.

É o Espírito que está no coração da santificação dos discípulos de Cristo. É ele que anima o seu zelo missionário e a sua oração ecuménica. É o Espírito que é a fonte e o motor da renovação da Igreja de Cristo.
 
De: S. João Paulo II
«A resposta está no Vento»
 
 
 
 
Fim desta série