Mostrar mensagens com a etiqueta Papa Francisco. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Papa Francisco. Mostrar todas as mensagens

3.1.17

Para conhecer Jesus são necessárias três coisas



                      " Para conhecer Jesus são necessárias três coisas."
 
Não se conhece Jesus somente com o catecismo, afirmou  o Papa Francisco.
 
Para conhecer realmente Jesus precisamos de oração, adoração e reconhecer-nos
pecadores. Foi o que disse o Papa Francisco na Missa matutina (20/10) na Casa Santa
Marta. O Pontífice destacou que o catecismo não é suficiente para compreender a
profundidade do mistério de Cristo.
 
Francisco desenvolveu sua homilia partindo da Carta de São Paulo aos Efésios. O
Apóstolo dos Gentios, observou ele, pede que o Espírito Santo dê aos Efésios a graça
de "serem fortes, robustos", que faça de modo que Cristo habite em seus corações. Ali
está o centro.
 
Não se conhece Jesus somente com o catecismo, é preciso rezar. O Papa observou que
Paulo "se imerge" no "mar imenso que é a pessoa de Cristo". Mas como podemos
conhecer Cristo? Questionou Francisco. Como podemos compreender o amor de Cristo
que supera todo conhecimento?:
 
"Cristo está presente no Evangelho, lendo o Evangelho conhecemos Cristo. E todos
fazemos isso, pelo menos ouvimos o Evangelho quando vamos à Missa. Com o estudo
do catecismo. O catecismo nos ensina quem é Cristo. Mas isso não é suficiente. Para
ser capaz de compreender qual é a largura, o comprimento, a altura e a profundidade
de Jesus Cristo é preciso entrar num contexto, primeiro, de oração, como faz Paulo, de
joelhos: "Pai, envia-me o Espírito para conhecer Jesus Cristo".
 
Encontrar o Senhor no silêncio da adoração. Para conhecer realmente Cristo, “é
necessária a oração”. “Paulo não somente reza, adora este mistério que supera todo
conhecimento e num contexto de adoração pede esta graça” ao Senhor:
 
Não se conhece o Senhor sem este hábito de adorar, de adorar em silêncio, adorar. Se
não estou enganado, creio que esta oração de adoração seja a menos conhecida entre
nós, é a que menos rezamos. Perder tempo, permito-me dizer, diante do Senhor,
diante do mistério de Jesus Cristo.
 
Adorar. Ali em silêncio, o silêncio da adoração. Ele é o Senhor e eu o adoro.
Reconhecer-se pecadores para entrar no mistério de Jesus.
 
O Papa disse ainda que para conhecer Cristo é necessário ter consciência de nós
mesmos, ou seja, ter o hábito de nos acusar, de reconhecer-nos pecadores:
 
Não se pode adorar sem acusar-se a si mesmo. Para entrar neste mar sem fundo, sem
margens, que é o mistério de Jesus Cristo, estas coisas são necessárias: Primeira, a
oração: "Pai, envia-me o Espírito para que Ele me leve a conhecer Jesus". Segunda, a
adoração ao mistério, entrar no mistério, adorando. E terceira, acusar-se a si mesmo:
Sou um homem dos lábios impuros. Que o Senhor dê esta graça que Paulo pediu para
os Efésios também a nós, esta graça de conhecer e merecer Cristo.
 

(Rádio Vaticano)
 

30.5.16

Papa indica 4 elementos imprescindíveis para viver a santidade

O Caminho se percorre ao lado de Deus
 
 
“Caminhar na presença de Deus de modo irrepreensível”. Isto, segundo o Papa, quer dizer caminhar rumo à santidade. É um compromisso que necessita, no entanto, de um coração que saiba esperar com coragem, se coloque em discussão e se abra com simplicidade à graça de Deus.
O tema esteve ao centro da homilia de Francisco nesta manhã de terça-feira, (24/05), na Casa Santa Marta.
Não se compra a santidade; nem as melhores forças humanas a podem ganhar. Não, ‘a santidade simples, de todos os cristãos’, ‘a nossa, a de todos os dias’, é um caminho que pode ser percorrido somente se sustentado por quatro elementos imprescindíveis: coragem, esperança, graça, conversão.
 
O caminho da coragem
 
Francisco comenta o trecho litúrgico extraído da Primeira Carta de Pedro, definindo-a como um ‘pequeno tratado sobre a santidade’. Esta é, antes de tudo, “caminhar de modo irrepreensível diante de Deus”:
“Este ‘caminhar’: a santidade é um caminho, a santidade não se compra e nem se vende. Nem se pode presentear. A santidade é um caminho na presença de Deus, que eu devo fazer: ninguém o faz em meu nome. Posso rezar para que o outro seja santo, mas é ele que deve fazer o caminho, não eu. Caminhar na presença de Deus, de modo irrepreensível. Usarei hoje algumas palavras que nos ensinam como é a santidade de todo dia, a santidade – digamos – anônima. Primeira: coragem. O caminho rumo à santidade requer coragem”.
 
Esperança e graça
 
“O Reino dos Céus de Jesus”, repetiu o Papa, é para “aqueles que têm a coragem de ir avante” e a coragem, observou, é movida pela “esperança”, a segunda palavra da viagem que leva à santidade. A coragem que espera “num encontro com Jesus”. Depois, há o terceiro elemento, quando Pedro escreve: “colocai toda a vossa esperança
na graça”:
“A santidade não podemos fazê-la sozinhos. Não, é uma graça. Ser bom, ser santo, avançar a cada dia um passo na vida cristã é uma graça de Deus e devemos pedi-la. Coragem, um caminho. Um caminho que se deve fazer com coragem, com a esperança e com a disponibilidade de receber esta graça. E a esperança: a esperança do caminho. É tão bonito o XI capítulo da Carta aos Hebreus, leiam. Fala do caminho dos nossos pais, dos primeiros que foram chamados por Deus. E como eles foram avante. E do nosso pai Abraão diz: ‘Ele saiu sem saber para onde ia’. Mas com esperança”.
 
Converter-se todos os dias
 
Francisco prosseguiu: na sua carta, Pedro destaca a importância de um quarto elemento. Quando convida os seus interlocutores a não se conformarem “aos desejos de uma época”, os impulsiona essencialmente a mudar a partir de dentro do próprio coração, num contínuo e cotidiano trabalho interior:
“A conversão, todos os dias: ‘Ah, Padre, para me converter devo fazer penitência, me dar umas pauladas…’. ‘Não, não, não: conversões pequenas. Mas se você for capaz de não falar mal do outro, está no bom caminho para se tornar santo’. É tão simples! Eu sei que vocês nunca falam mal dos outros, não? Pequenas coisas… Tenho vontade de criticar o vizinho, meu colega de trabalho: morder um pouco a língua. Vai ficar um pouco inchada, mas o espírito de vocês será mais santo nesta estrada. Nada de grandes mortificações: não, é simples. O caminho da santidade é simples. Não voltar para trás, mas ir sempre avante, não? E com força”.
 
[Papa Francisco, santidade]