Devia ter começado por aqui, mas, como não foi o caso, repito uma das minhas primeiras publicações que por certo, poucos leram por inteiro mas que eu mesma transcrevi, linha a linha, de um livro de autoria da Vidente de Fátima, a Irmã Lúcia, que não posso deixar de
subscrever por inteiro. Com ela, a humildade em pessoa, aprendo ainda todos os dias e sobre tantos aspectos: em como seguir Jesus, amar a devoção que então adquiri por Maria Santíssima e toda a submissão devida à Igreja fundada por Nosso Senhor Jesus Cristo que amarei e pela qual me ofereço e lutarei, consoante as forças que Nosso Senhor me queira dar. Como a própria vidente se submeteu.
Muito poucos e afinal, sabem sobre a Mensagem de Fátima. Ouviram falar de um sol que girava no firmamento, mudava de cor, talvez e quiçá... a fazer-se de engraçadinho...
A uns poucos meses já do centenário das Aparições de Fátima - reconhecidas pela Santa Igreja e contando ainda, tão alegremente, com a presença de Sua Santidade, o Papa Francisco, no Santuário que é tido como "o Santuário do Mundo" o qual - e graças a Deus -, por várias vezes já visitei e onde, afirmo ter obtido inúmeras graças e como por exemplo, vias para a minha conversão, não posso deixar de emocionar-me e deixar que a própria Irmã Lúcia, vos fale e também uma vez mais. A Humildade é sem dúvida eloquente...
Sobre Igreja, o Papa e o Espírito Santo; Cristo, Maria - Sua e nossa Mãe. Capítulos III e IV
Nota: continuarei então e na medida em que me for possível, a transcrever trechos desta obra da Ir Lúcia que, nada mais, nada menos, serão um grande tesouro, a guardar nos nossos corações.
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3.6.16
17.3.16
2. Apelo à Fé
«Meu Deus eu creio, adoro, espero e amo-Vos. Peço-Vos perdão para os que não crêem, não adoram, não esperam e não Vos amam. »
Cap. III
«Meu Deus eu creio» - Apelo à Fé
(…)
A palavra de Deus, contida nas páginas sagradas, é uma
revelação que não podemos negar, porque – como nos declara Jesus Cristo, no Seu
Evangelho –«as palavras que Eu vos digo,
não as digo de Mim mesmo, mas o Pai que está em Mim, é que faz as obras.
Acreditai que estou no Pai, e o Pai em Mim: Crede-me ao menos por causa das
mesmas obras» (Jo 14, 10-11).
Vemos que Jesus Cristo chama a nossa atenção para as Suas
obras, porque as obras são o verdadeiro testemunho do que cada um é, e
confirmam a sua palavra. Por isso, quando S. João Baptista enviou os seus
discípulos a Jesus para Lhe perguntar se era Ele o Messias ou se haviam de
esperar outro, Jesus respondeu-lhes: «Ide
contar a João o que vedes e ouvis: os cegos vêem e os coxos andam, os leprosos
ficam limpos e os surdos ouvem, os mortos ressuscitam e a Boa Nova é anunciada
aos pobres» Mt 11, 4-5). Como ninguém, a não ser Deus, pode fazer estes
milagres, Jesus confirma com eles a Sua palavra e o Seu poder de vida: «Quem ouve a Minha palavra e acredita
n’Aquele que Me enviou tem a vida eterna e não incorre em condenação, mas
passou da morte para a vida» (Jo 5, 24).
Como vemos, a palavra de Jesus Cristo, é a palavra de Deus,
porque Jesus Cristo é Deus, em tudo igual ao Pai, podendo afirmar: «Eu e o Pai somos um» (Jo 10,30). Na
verdade, Jesus Cristo é o Filho de Deus que Se fez homem no seio da Virgem
Maria, por obra do Espírito Santo: «O
Espírito Santo virá sobre ti e a força do altíssimo estenderá sobre ti a Sua
sombra. Por isto mesmo é que o Santo que vai nascer há-de chamar-Se Filho de
Deus» (Lc 1,35).
Quando, na anunciação, o Anjo dirigiu a Maria estas
palavras, proclamou a divindade do Filho, que havia de tomar carne humana no
seu seio materno e nascer, para Se tornar igual a nós, visível aos nossos olhos
e assim poder operar o mistério da nossa Redenção.
Jesus Cristo é, pois, Deus e Homem verdadeiro. A Sua palavra
é vida eterna para aqueles que a escutam e cumprem; recusá-la é lavrar a
própria sentença de condenação, como nos diz o Senhor: «Se alguém ouvir as Minhas palavras e as não guardar, não sou eu que o
condeno, porque não vim para condenar o mundo, mas para o salvar.: Quem Me
rejeita a não acolhe as Minhas palavras, tem quem o condene. A palavra que
anunciei é que há-de condená-lo no último dia. Porque eu, não falei por Mim
mesmo; o Pai que me enviou, foi quem determinou o que devo dizer e anunciar. Eu
sei que o Seu mandamento é vida eterna. Portanto as coisas que digo, digo-as
como o Pai Mas comunicou a Mim» (Jo 12, 47-50). Ele tinha afirmado: «As palavras que Eu vos disse são espírito e
vida» (Jo 6,63).
A palavra de Cristo é a palavra do Pai: «O Pai que Me enviou, foi quem determinou o
que devo dizer e anunciar». Assim Cristo veio ao mundo, não para destruir a
Lei de Deus, mas para completá-la, aperfeiçoá-la e elucidar-nos sobre o seu
verdadeiro sentido e sobre o modo como devemos compreendê-la e praticá-la. São
palavras d’Ele: «Não penseis que vim
revogar a Lei ou os Profetas: Não vim revoga-la, mas completá-la» (Mt 5,17).
Jesus Cristo veio ao mundo como Mestre para ensinar-nos,
para guiar os nossos passos pelo caminho da verdade, da justiça, da caridade e
da vida. Porque qualquer outro caminho que não seja o que Ele nos traçou é
caminho que leva à morte eterna.
(…) A Sua doutrina é precisa e exacta. Mas, para
se cumprir a palavra de Jesus, é necessário conhecê-la e acreditar n’Ele;
porque como vamos cumprir uma Lei que não conhecemos, ou, se não acreditamos na
pessoa que a promulgou? É preciso, pois, aceitar a pessoa de Cristo.
No mundo, infelizmente há muita gente que se preza de sábia,
mas das leis de Deus pouco ou nada sabe; e o pior é que muitas vezes a gente
contesta-as; não porque as conhece bem, mas porque vê nelas um dique às
próprias paixões desordenadas, à falta de justiça e de caridade. E, no entanto,
as leis de Deus são aquilo que, a todos nós, mais nos devia interessar
conhecer, porque é por elas que seremos salvos ou condenados.
Outros há que até conhecem as leis de Deus, mas dão-lhes uma
interpretação errada, oposta ao sentido de Cristo, crendo que com isso
justificam os desregramentos da própria conduta; assim eles fazem grande mal a
si mesmos e ao próximo, ao qual enganam com os seus exemplos, com a sua
mentalidade e as suas palavras erradas. São como aqueles acerca dos quais Jesus
Cristo disse: «Deixai-os, são cegos a conduzir outros cegos! Ora se um cego
guiar outro cego, ambos cairão na cova» (Mt 15,14).
Precisamos, pois, de ter cuidado com eles; segundo a regra
que nos deu Jesus Cristo, podemos conhecê-los pelas próprias obras: «Não há árvore boa que dê mau fruto, nem
árvore má que dê bom fruto. Cada árvore conhece-se pelo seu fruto; não se
colhem figos dos espinhos, nem uvas dos abrolhos. O homem bom, do bom tesouro
do seu coração, tira o que é bom; e o mau, do seu mau tesouro, tira o que é
mau; pois da abundância do coração é que fala a boca» (Lc 6,43-45).
Cap. IV e último:
Esta é a regra orientadora que nos deixou Jesus: olhar para
as obras dos que se apresentam como guias, nos caminhos da vida; ver se estão
de acordo com os ensinamentos da Igreja de Deus, fundada por Cristo, a única
verdadeira, que possui o dom da infabilidade no reconhecimento e declaração da
Verdade de Cristo, pela assistência do Espírito Santo: «Eu rogarei ao Pai e Ele
vos dará outro Consolador, para estar convosco para sempre, o Espírito da
Verdade que o mundo não pode receber, porque não o vê nem conhece, mas que vós
conheceis, porque habita convosco e está em vós» (Jo 14, 16-17).
Esta promessa de Jesus Cristo, feita à Sua Igreja, dá-nos a
certeza absoluta nos caminhos da fé, que devemos percorrer e que nos são
traçados pela Igreja de Cristo, porque esta é guiada pelo Espírito Santo; é o
Espírito Santo quem nos fala pela boca da Igreja.
Em
várias ocasiões, me tem sido feita a pergunta: «Mas como havemos nós de saber
qual a verdadeira Igreja de Cristo?»
A resposta a esta pergunta ser-vos-ia dada melhor pelos
teólogos que estudam do que por mim, pobre e ignorante. Nem mesmo me atreveria
a responder, se não fosse o texto sagrado a elucidar-nos.
S. Mateus conta-nos como Jesus Cristo, tendo ido com os Seus
Apóstolos para a região de Cesareia de Felipe – durante a travessia do Lago
para lá chegarem, o Mestre tinha-os prevenido contra as doutrinas falsas dos
fariseus, que não acreditavam n’Ele –, fez-lhes a seguinte pergunta: «E vós, quem dizeis que eu sou?» Tomando
a palavra, Simão Pedro respondeu: “ Tu és o Cristo, o Filho de Deus Vivo”.
Jesus disse-lhe em resposta, “És feliz, Simão, filho de Jonas, porque não foram
a carne nem o sangue que to revelaram, mas o meu Pai que está nos Céus. Também
Eu te digo: Tu és Pedro, e sobre esta Pedra edificarei a Minha Igreja e as
portas do inferno nada poderão contra ela. Dar-te-ei as chaves do Reino dos
Céus, e tudo quanto ligares na terra ficará ligado nos céus, e tudo quanto
desligares na terra será desligado nos Céus” (Mt 16, 15-19).
Foi assim que Jesus Cristo constituiu S. Pedro, Chefe e
cabeça visível da Sua Igreja na terra, com todos os poderes para a governar,
dirigir e instruir, sob a acção e assistência permanente do Espírito Santo,
pelo qual o divino Mestre lhe concedeu o dom da «infabilidade». Se assim não
fosse, penso que Jesus Cristo não podia comprometer-se a dar por bem feito no
Céu, tudo aquilo que os Seus representantes fizessem, em Seu nome, na terra.
Todos nós sabemos muito bem como todos os homens, enquanto simples criaturas,
estão sujeitos a deficiências e enganos; por isso, aquilo que nos assegura a
infalibilidade da Igreja é a assistência do Espírito divino, que Jesus Cristo
lhe prometeu: «A palavra que ouvistes não é Minha, mas do Pai que Me enviou.
Tenho-vos dito isto, estando convosco. Mas o Consolador, o Espírito Santo, que
o Pai enviará em Meu nome, Esse ensinar-vos-á todas as coisas e vos recordará
tudo o que vos tenho dito». (Jo 14,24-26). E o Senhor, voltando ao assunto,
diz: «Quando vier o Consolador, que vos hei-de enviar da parte do Pai, o
Espírito da Verdade, que procede do Pai, Ele (…) guiar-vos-á para a verdade
total» (Jo 15,26;16,13).
Temos assim assegurada a infabilidade da Igreja, na palavra
de Cristo, que é Verdade: «Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida. Ninguém vem ao
Pai senão por Mim» (Jo 14,6). O nosso caminho é a palavra de Cristo, confiada à
Sua Igreja, sob a assistência do Espírito Santo.
Mas, as vossas perguntas têm ido mais longe: "Entre as várias
igrejas que se dizem cristãs, qual é a primitiva e a verdadeira?"
Como vimos, Jesus Cristo escolheu S. Pedro para o designar
Chefe e Cabeça da Sua Igreja na terra. Confiou-lhe o depósito da Sua doutrina
para ele o guardar e ensinar juntamente com todos aqueles que a ele
permanecerem unidos na mesma fé, na mesma esperança e na mesma caridade.
S. João conta-nos que Jesus Cristo, um dia, já depois de ter
ressuscitado, esperou na praia os Apóstolos que andavam a pescar, tendo-lhes
servido peixe assado e pão, quando desceram da barca. «Depois da refeição,
Jesus perguntou a Simão Pedro: «Simão, filho de João, tu amas-Me mais do que
estes?» Ele respondeu: “Sim, Senhor, tu sabes que Te amo”. Jesus disse-lhe:
“Apascenta os meus cordeiros” Voltou a dizer-lhe segunda vez: «Simão, filho de
João, tu amas-Me?» Ele respondeu: “Sim, Senhor, tu sabes que Te amo”. Jesus
disse-lhe «Apascenta as minhas ovelhas». Perguntou-lhe terceira vez: «Simão,
filho de João, tu amas-Me?» Pedro respondeu-Lhe: «Senhor, Tu sabes tudo, tu bem
sabes que Te amo». Jesus disse-lhe: «apascenta as minhas ovelhas» (Jo
21,15-17).
Jesus Cristo confiou à guarda de S. Pedro todo o rebanho que
é a Sua Igreja: os cordeiros e as ovelhas, as ovelhas e os pastores. Portanto a
verdadeira Igreja de Cristo é constituída por todos aqueles que permanecerem
unidos a Pedro pela mesma fé, pela mesma esperança e pelo mesmo amor, que é a
caridade de Cristo. Deus é «Caridade»; e por isso, exige do Seu representante
um tríplice protesto de Amor.
Na verdade, a Igreja de Deus, é a Igreja da caridade, do Amor. Isto mesmo
pediu Jesus Cristo ao Pai, pouco antes de Se entregar à morte por nós:
«Pai Santo, guarda em Teu nome aqueles que Me deste, para
que sejam um, assim como Nós. (…) Não rogo somente por estes, mas também por
aqueles que, pela sua palavra, hão-de crer em Mim, para que todos sejam um só;
como Tu, ó Pai, estás em Mim e eu em Ti, que também estejam em Nós, para que o
mundo creia que Tu Me enviaste e os amaste, como Me amaste a Mim» (Jo
17,11.20-23).
Com estas palavras, Jesus Cristo revela-nos qual deve ser a
unidade da sua Igreja: Uma única, uma só. Uma única unidade que não admite
partilha: «Dei-lhes a glória que Tu me deste, para que sejam um como Nós somos
um» Unidos pela mesma fé, esperança e caridade.»
Antes desta oração a Seu Pai, Jesus demorara-Se longamente a
falar com os Seus discípulos, dizendo-lhes a certo momento: «Permanecei em Mim
e Eu permanecerei em vós. Como a vara não pode dar fruto por si mesma se não
estiver na videira, assim acontecerá convosco, se não estiverdes em Mim. eu sou
a videira, vós as varas; quem está em Mim e Eu nele, esse dá muitos frutos;
porque sem Mim nada podeis fazer. Se alguém não estiver em Mim, será lançado
fora, como a vara, e secará; lançá-lo-ão ao fogo e arderá». (Jo 15,4-6).
Temos aqui bem definida a sorte dos que, desorientados por
falsas ideias, pelas tentações do mundo. Do demónio ou da carne, se deixam
arrastar e se separam do verdadeiro Corpo Místico de Cristo, que é a Igreja.
Sem os seguir, devemos orar e sacrificarmo-nos por eles, para que regressem ao
bom caminho, porque Deus não quer que o pecador se perca, mas que se converta e
viva.
É assim que a Igreja de Deus é una: uma só, unida pelos
laços do perdão, do amor e da fé. É una e católica, universal, como nos ensinou
e mandou Jesus: «Ide pelo mundo inteiro e anunciai a Boa nova a toda a
criatura. Quem acreditar e for baptizado será salvo, mas quem não acreditar será
condenado» (Mc 16,15-16).
12.3.16
Chamados à oração
Oração do Anjo da Paz, de Portugal, ensinada a Lúcia, Jacinta e Francisco, os pastorinhos, videntes, de Fátima:
«Meu Deus eu creio, adoro, espero e amo-Vos. Peço-Vos perdão para os que não crêem, não adoram, não esperam e não Vos amam. »
Mesmo que nos parecendo, à priori, tão curta e pobre esta oração, a Irmã Lúcia, uma das videntes das aparições de Nossa Senhora em Fátima, tem ainda tanto para nos falar sobre a mesma.
Em "Apelos da mensagem de Fátima" lemos o que nos diz:
I.
APELO Á FÉ
Desejo agora repassar a Mensagem que o bom Deus, pela Sua
Mãe Santíssima, confiou aos humildes pastorinhos da Cova de iria (Fátima), para
renovar à humanidade de hoje, nomeadamente aos peregrinos de Fátima, os Seus
apelos de sempre.
Dizer peregrinos de Fátima é o mesmo que dizer peregrinos da
Paz; creio até que existe um idioma no qual a palavra Fátima significa paz. De
qualquer modo, todos somos peregrinos da Paz; por viver em paz: todos desejamos
e anelamos por dias de paz, por viver em paz. Mas esta paz não será conseguida,
enquanto não tomarmos a Lei de Deus por norma e guia dos nossos passos. Ora,
toda a Mensagem de Fátima, é uma chamada de atenção para essa Lei divina. Por
isso, vamos segui-la passo a passo, e ela nos indicará o caminho a percorrer.
Quando se deram as Aparições, eu ainda não conhecia esta Lei;
dela, tinha apenas uma ideia muito limitada e imperfeita, que possuía qualquer
outra criança simples e ignorante, como eu era então, que não soubesse ler nem
escrever e vivesse num meio tão desprovido de cultura e ciência, como era
aquele em que me encontrava. E apesar de ter passado a viver depois em meios
mais cultos, confesso que só muito lentamente é que fui adquirindo esse conhecimento, pela Luz que
Deus me foi dando.
Na verdade, só muito tempo depois de se terem verificado
tais acontecimentos e de os termos descrito, é que me foi permitida a leitura
do livro da Sagrada Escritura. E foi só então que compreendi o verdadeiro
sentido da Mensagem, embora me houvesse sido dado a compreendê-lo já antes, mas
em sentido menos concreto.
Primeiro
apelo da Mensagem:
Meu
Deus eu creio.
Estávamos na Primavera de 1916… Suponho eu, porque então,
como criança, não me preocupava de datas, possivelmente nem saberia a quantos
se estava do mês! Nessa altura, pois, encontrando-se os humildes pastorinhos de
Fátima, na encosta do chamado monte do «Cabeço», ao abrigo de uma rocha a que
deram o nome de «Loca», viram a certa distância um jovem, como se fosse de luz,
que se aproximava e, ao chegar junto deles, disse:
«Não
tenhais medo. Sou o anjo da paz. Orai comigo». E, ajoelhando por
terra, curvou a fronte até ao chão, repetindo por três vezes as seguintes
palavras:
«Meus
Deus, eu creio, adoro, espero e amo-Vos. Peço-Vos perdão para os que não crêem,
não adoram, não esperam e não Vos amam».
Em seguida ergueu-se e concluiu dizendo:
«Orai assim; os Corações de Jesus e Maria estão atentos à
voz das vossas súplicas»
O primeiro apelo, que Deus nos dirige aqui por meio do Seu
enviado, é um apelo à Fé: Meu Deus, eu
creio!
(segue…)
II
A Fé está na base de toda a vida espiritual. É pela fé que
acreditamos na existência de Deus, no Seu poder, na Sua sabedoria, na sua
misericórdia, na sua obra redentora, no seu perdão e no Seu amor de Pai.
É pela fé que acreditamos na Igreja de Deus, fundada por
Jesus Cristo, e na Doutrina que ela nos transmite e por meio da qual seremos
salvos.
É a luz da fé que guia os nossos passos, conduzindo-nos pela
via estreita que leva ao Céu.
É pela fé que vemos Cristo nos nossos irmãos, que os amamos,
servimos e ajudamos , quando precisam do nosso auxílio.
É ainda pela fé que nos vem a certeza da presença de Deus em
nós; de que estamos sempre sob o olhar de Deus. É este olhar de Luz,
omnipotente e imenso, que se estende por toda a parte, que tudo vê, tudo
penetra, com nitidez única e própria só do Sol Divino, face ao qual o sol, que
vemos e nos alumia, não é mais que pálido reflexo, uma ténue centelha emanada
da Luz do imenso Ser que é Deus.
Isto que acabo de dizer-vos, não é novo; di-lo já S. João,
no início do seu Evangelho:
«No
princípio já existia o Verbo, e o Verbo estava com Deus; e o Verbo era Deus.
Ele estava, no princípio, com Deus. Tudo começou a existir por meio d’Ele, e
sem ele nada foi criado. N’Ele estava a Vida, e a Vida era a luz dos homens. A
luz resplandece nas trevas, mas as trevas não a admitiram» (Jo,
1, 1-5).
Nesta passagem, S. João fala-nos do Ser eterno do Verbo de
Deus; diz-nos que tudo por Ele foi criado; tudo recebeu d’Ele o ser que tem. No
Seu poder, bondade e sabedoria infinita, Deus comunica a tudo quanto existe os
dons necessários à sua subsistência. Por isso, tudo depende d’Ele, e sem Ele
nada pode continuar a existir.
… (continua…)
Resumo do 1º Capítulo de: Apelos da Mensagem de Fátima –
Autoria: Irmã Lúcia.
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