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21.6.16

Um alegre passeio espiritual

 
 Passeando pela Espiritualidade do Papa João Paulo II num "mix" de perguntas que lhe são
feitas sobre vários temas e de suas respostas - como estas:
 
Como reza o Papa?
 
- Respondo-vos: como qualquer cristão, fala e escuta. Às vezes, reza sem palavras e é nessa
altura que mais escuta. O mais importante é precisamente aquilo que ele ouve. Também
procura unir a oração às suas obrigações, às suas actividades, ao seu trabalho e unir o seu
trabalho à oração.
(...) Orar significa também calar e escutar o que Deus nos quer dizer.
 
A oração deve abraçar tudo o que faz parte da nossa vida. Não pode ser algo suplementar ou
secundário. Tudo deve encontrar nela a sua própria voz. Também tudo aquilo que nos oprime,
aquilo de que nos envergonhamos e o que pela sua natureza nos afasta de Deus.
Sobretudo isto. A Oração é sempre o que, em primeiro lugar, e essencialmente, derruba a
barreira que o pecado e o mal podem ter erguido entre nós e Deus.
 
A Oração é o reconhecimento das nossas limitações e da nossa dependência: vimos de Deus,
somos de Deus e para Deus voltamos.
Portanto, não podemos senão abandonar-nos nEle, nosso Criador e Senhor, com plena e total
confiança.
O homem não pode viver sem rezar, tal como não pode viver sem respirar. 
A Oração é também uma arma para os fracos e para quantos sofrem alguma injustiça. É arma 
da luta espiritual que a Igreja trava no mundo, pois não dispõe de outras armas.
 

Sofrimento
 
No Evangelho é possível encontrar a resposta satisfatória para todas as questões que
amarguram o homem.
Um sofrimento suportado com paciência converte-se, de certo modo, em oração e em fonte
fecunda de Graça. Por isso, quero pedir a todos vós: convertei as vossas casas, os vossos lares
em capelas, contemplai a imagem de Cristo na Cruz e pedi por nós, oferecei sacrifícios por nós.
 
Não sofrestes, não sofreis em vão! A dor amadurece o vosso espírito, purifica o vosso coração;
dá-vos um sentido real do mundo e da vida, enriquece-vos de bondade, de paciência e -
ouvindo ressoar no vosso espírito, a promessa do Senhor: "Bem-aventurados os que choram,
porque serão consolados" - tereis a sensação de uma paz profunda, de uma alegria perfeita, de
uma esperança gozosa.
 
Aceitai o vosso sofrimento como se fosse o seu Abraço e transformai-o em Benção.
Aceitai-o juntamente com Ele, das mãos do Pai, que precisamente desse modo opera a vossa
perfeição, com uma sabedoria e um amor insondáveis, sim, mas também indubitáveis.
 
 
Família
 
A todos vós, casais cristãos - casais e pais - faço o seguinte convite: Caminhai com Cristo!
É Ele Quem vos leva à descoberta da dignidade do compromisso que haveis contraído, É Ele
Quem confere um valor imenso ao vosso amor conjugal. É Ele, Jesus Cristo, Quem pode
realizar em vós muito mais do que podeis pedir ou imaginar.
 

Paz
 
A verdadeira reconciliação entre homens que são adversários e inimigos entre si, só é possível,
se se deixarem, simultaneamente, reconciliar com Deus.
 

O Segredo da Felicidade
 
Caminhai ao encontro de Cristo. Só Ele é a Solução para todos os vossos problemas.
 

A Cruz
 
A cruz significa dar a vida pelo irmão, para poder salvá-la juntamente com a sua.
A cruz significa que o amor é mais forte que o ódio e a vingança, que é melhor dar que receber
e que a entrega é mais eficaz que a exigência.
A cruz significa que não há fracasso sem esperança, sombras sem luz, tormenta sem porto de
salvação.
A cruz significa que o amor não tem fronteiras: sai ao encontro do teu próximo e não esqueças
quem está afastado!
A cruz significa que Deus é sempre maior que nós, os homens. Maior do que o nosso próprio
fracasso. E que a vida é mais forte do que a morte.

 
Virgem Maria
 
Dirigi-vos com frequência a Maria nas vossas orações porque "jamais se ouviu dizer que algum
daqueles que tenha recorrido à sua protecção, implorado a sua assistência e recorrido à sua
intercessão, fosse por Ela desamparado".
 
 
[Espiritualidade, S. João Paulo II, Sofrimento, Cruz, Família, Paz, Oração]
 
 

22.5.16

Cardeal Sarah: Ideologia de gênero é mortal e demoníaca

Cardeal Sarah: Ideologia de gênero é mortal e demoníaca: O Prefeito da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos no Vaticano, Cardeal Robert Sarah, afirmou que a ideologia de gênero é “demoníaca” e um “impulso mortal” que ataca as famílias.

Assim o indicou o Cardeal africano em sua intervenção no tradicional ‘National Catholic Prayer Breakfast’, em Washington (Estados Unidos), no qual se reuniram diversos líderes do país para tratar diversos temas de grande importância.
 
Em sua exposição, o Cardeal disse que em nenhum lugar a perseguição religiosa é “mais clara que na ameaça das sociedades contra as famílias através da uma demoníaca ideologia de gênero, um impulso mortal que se experimenta em um mundo no qual extirpa cada vez mais Deus através da colonização ideológica” denunciada em distintas ocasiões pelo Papa Francisco.
 
O Prefeito disse ainda que defender a família é uma tarefa fundamental na sociedade atual: “Não é uma guerra ideológica. Trata-se na verdade de defender-nos a nós mesmos, os nossos filhos e as gerações futuras ante uma ideologia demoníaca (a ideologia de gênero), a qual afirma que as crianças não necessitam mães e pais. Ela nega a natureza humana e quer extirpar Deus de gerações inteiras”.
“A ruptura das relações fundamentais na vida da pessoa – por meio da separação, do divórcio ou das imposições distorcidas da família como a convivência e as uniões do mesmo sexo – é uma ferida profunda que fecha o coração ao amor que se entrega até a morte e que leva ao cinismo e à desesperança”.
Estas situações, continuou o Cardeal, “prejudicam as crianças pequenas ao deixá-las com uma dúvida existencial profunda sobre o amor. São um escândalo e um obstáculo, que faz com que os mais vulneráveis não acreditem em tal amor, e um peso, que esmaga e que pode impedir que se abram ao poder de cura do Evangelho”.

Em meio a tudo isto, disse o Cardeal africano, a Igreja e o Papa Francisco tentam combater a globalização da indiferença.
“Por esta razão o Santo Padre, aberta e vigorosamente, defende o ensinamento da Igreja sobre a anticoncepção, o aborto, a homossexualidade, as tecnologias reprodutivas, a educação das crianças e muitos outros”, indicou o Cardeal.
Atualmente, continuou o Cardeal Sarah, “a violência contra os cristãos não é somente física” como a que sofrem os fiéis do Oriente Médio nas mãos do Estado Islâmico, “mas também política, ideológica e cultural”.
“Esta forma de perseguição religiosa é tão ou mais prejudicial, mas é mais escondida. Não destrói fisicamente, mas espiritualmente”, precisou.
Por isso, o Cardeal disse que atualmente e “em nome da ‘tolerância’ os ensinamentos da Igreja sobre o matrimônio, a sexualidade e a pessoa humana estão sendo desmanteladas” e criticou a legalização das uniões de mesmo sexo, o mandato abortista da administração Obama e as leis que permitem o acesso aos banheiros de acordo com a chamada “identidade de gênero”.
Em seguida, o Cardeal se dirigiu aos participantes do ‘National Catholic Prayer Breakfast’ ressaltando que chegou aos Estados Unidos para “encorajá-los a ser proféticos, fiéis e sobretudo a fim de que rezem”.
“Estas três sugestões – prosseguiu – demonstram que a batalha pela alma da América e a alma do mundo é basicamente espiritual. Mostram que a batalha briga primeiro com nossa própria conversão a Deus a cada dia”.
É importante para esta missão, continuou, um grande discernimento a respeito de como “em suas vidas, em seus lares, em seus locais de trabalho, em sua nação, Deus está sendo reduzido, eclipsado e liquidado”.

24.2.16

Ainda no mês dedicado à Sagrada Família

Diz-nos S. João Paulo II:

Grandes Horizontes

É com a oração pessoal e comunitária que as famílias recebem o Espírito Santo que cria nela e por ela todas as coisas novas e abre o coração dos fiéis à dimensão universal. Alcançando esta
fonte de amor, cada um poderá  transmitir esse amor com a sua vida e as suas acções. A oração une-nos a Cristo e faz com que todos os homens sejam irmãos.

A família é o primeiro local privilegiado da educação e do exercício da vida fraterna, da caridade e da solidariedade, cujas formas são múltiplas. Nas relações familiares aprendem-se a atenção,
o acolhimento e o respeito pelos outros, que deve sempre ter no nosso coração o lugar que lhe compete. A vida em comum, é, pois, um convite à partilha que faz desaparecer todo o egoísmo 
próprio. Que impele a partilhar e a sentir sempre a alegria imensa que proporciona a comunhão dos bens. Os progenitores, com o seu exemplo e o seu ensinamento, deverão ter o cuidado de
suscitar nos próprios filhos o sentido da solidariedade. Assim, desde a infância, cada um é chamado a fazer a experiência da provação e do jejum, a fim de forjar o próprio carácter e de dominar os próprios instintos, em especial o de querer ter coisas só para si.

Quando se recebe este ensinamento na vida familiar, dura por toda a existência.

A família é para os crentes uma experiência de percurso, uma aventura rica de surpresas, mas aberta, sobretudo, à grande «surpresa» de Deus, que surge sempre de maneira nova na nossa vida.

S. J Paulo II - em: "A resposta está no vento"

3.2.16

Um exemplo a seguir, Família

 
Italianos fazem megaevento em defesa do matrimônio
Uma multidão de famílias italianas foi às ruas no último sábado, dia 30,
para o Family Day, a maior manifestação ocorrida na Itália em defesa do
matrimônio e contra a lei que equipara a união civil de homossexuais
ao casamento, além de permitir que homossexuais registrem os filhos
de seus parceiros na ausência do outro pai biológico.
De acordo com sites locais, esperava-se um grande êxito, mas as
previsões foram superadas. O famoso Circo Máximo, no centro de
Roma, palco do martírio de cristãos no passado, serviu de cenário para a
manifestação.
em-defesa-do-matrimonio/