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17.3.20

"a VIDA não vai parar..."

Tem vindo a ser um tempo conturbado. Por ameaças de doença devastadora,  que se expande pelo mundo afora. Um tempo que nos exije o recolhimento necessário com fim a não se propagar tão mais.
 
Estamos em tempo de Quaresma. Quantos são hoje os que se "recolhem" nestes dias de reflexão e de amor a Deus, quantos? Ainda paira no ar as músicas tão animadas de um carnaval excessivo em todos os termos, danças que já nada de bom nos inspiram. Excesso, aliás, é o termo. Não. Esta vida aqui não será nunca brincadeira nenhuma se excitando os piores valores humanos e cristãos. Quer queiramos ou não, nascemos por, e para Deus!
 
Então, e assim, aqui fica uma música que nos inspira ao melhor do que poderemos aspirar: uma profissão de fé.  Chamando, aclamando-O, nos deixando levar pela Esperança  que nos incute a sermos mais e melhores. Com mais fé em Deus - nosso Pai, amigo que nos quer - a cada um, a todos, e, como no fim, há-de ser, reunindo-nos a Ele. O Pai da Misericórdia que nos chama e nos perdoa. O Pai que nos ama sem fim..., a cada um. Estamos em tempo. então aproveitemos e O sigamos!
 
"Onde Deus te levar". Deixa, deixa que te chame com estes e aqui:

 


Tenhamos Fé, Oração - sempre! Confiemo-nos a Ele, a Maria, à Santíssima Trindade - Oremos!
 
Concerto Miguel Araújo e António Zambujo no Jubileu Jovem |
Fátima - Set - SIMPLUS
 
 
Haja -  e sempre - a Esperança! Que tanto nos vale!
 

14.1.17

A Conversão de Barrabás

 
 
O título desse artigo poderia ser "A força de um olhar". Pietro Sarubbi, quando adolescente, fugiu
de casa e foi trabalhar num circo. Viajou pelo mundo como ator de teatro e cinema, tentando preencher o vazio espiritual que o afligia. Em 2001, conseguiu um papel coadjuvante em Hollywood, mas seu vazio existencial continuava. Meses depois apareceu uma oferta para colaborar com Mel Gibson. Pensou que o filme seria de acção, mas era sobre a Paixão de Jesus.

Nunca imaginou que poderia actuar em uma representação da Paixão de Cristo, porque naquele momento estava muito longe da Igreja. Queria encarnar o apóstolo Pedro. Não por algo espiritual, mas porque pagavam melhor por dia de trabalho. Por isso, não escondeu sua decepção quando o director
disse que o procurava para interpretar Barrabás.

Mel Gibson, o director, explicou-lhe que Barrabás era mais que um bandido, um animal sem palavras, o que se expressava em seu olhar.  Era por isso que ele tinha sido escolhido para interpretá-lo, pois, depois de investigar, achou que ele parecia encarnar bem esse animal selvagem e, ao mesmo tempo, refugiar no fundo do seu coração o olhar de um homem bom.

Um dia, no set de filmagens, Sarubbi ficou absorto contemplando por uns momentos seu colega
Jim Caviezel, que interpretava Jesus. Faltavam poucos minutos para gravar a cena onde o povo
perdoava Barrabás e condenava o Messias. Surpreendentemente, o actor e Barrabás se
transformaram numa só pessoa. A cena avançou e ele já não actuava, vivia, vibrava com os acontecimentos. "Não, a esse não! Barrabás!" Os gritos da multidão tinham alcançado o seu objectivo. Estava livre! Inflado pela sua boa sorte, olhava ironicamente para as autoridades e, em seguida, para a multidão. E, finalmente, descendo as escadas, seu olhar se encontrou com o de Jesus. “Foi um grande impacto. Senti como se tivesse uma corrente eléctrica entre nós. Eu via o próprio Jesus”, diz Pietro Sarubbi. A partir daquele momento, diz ele, tudo em sua vida mudou. Aquela paz que eu tinha procurado por anos, finalmente tinha invadido sua alma.

“Ao olhar nos meus olhos, seus olhos não tinham ódio ou ressentimento, apenas misericórdia e amor”. O actor italiano relata assim a sua fulminante conversão no livro: De Barrabás a Jesus, convertido por um olhar, onde mostra a razão da sua gratidão com aquele personagem, Barrabás, que ele tinha resistido a encarnar: “Ele é o homem que Jesus salvou da cruz. É ele que representa toda a humanidade”. Foi esse olhar misericordioso de Jesus que mirou Pedro no pátio da casa de Caifás e que o fizeram chorar amargamente (Lc  22, 61), para se tornar o grande São Pedro. Vem à nossa mente o célebre madrigal renascentista “ojos claros, serenos” de Gutierre de Cetina, adaptado por Francisco Guerrero: “Olhos claros, serenos, que fixaram em vosso apóstolo Pedro aí, olhai para mim e reparai o que eu perdi. Se atado fortemente, quereis sofrer por mim e ser açoitado, não me olheis irado,
para que não pareçais menos clemente. Pois choro amargamente, voltai os olhos serenos, e já que morreis por mim, olhai-me ao menos”.

[Pietro Sarubbi — Actor]
 
 

19.8.16

Eva Lavallière

Oração - conversão
 
 
Eva Lavallière era uma atriz de vida desregrada, que fascinava as multidões. Cerca dos
quarenta anos, conheceu um "Pentecostes interior" e o Espírito Santo desceu sobre sua cabeça.
Converteu-se e terminou sua vida na oração e na penitência.
Disse um dia ao falar do Santíssimo Sacramento: "Cristo cativa-nos muito mais profundamente
do que a sensiblidade o pode fazer. Pega na música que mais te seduz, que te faz contemplar,
sem teres que te concentrar e põe-a a tocar 25 vezes de seguida e conhecerás bem depressa a
"noite dos sentidos", a ponto de não seres mais capaz de a suportar."
 
§ Com a oração, acontece algo completamente diferente, pois tu nunca chegas a cansar-te
dela. Entre os bens sensíveis e espirituais, há grande diferença. Um bem sensível, quanto
menos o temos, mais o desejamos. Enquanto que, com os bens espirituais, quanto mais os
temos, mais os desejamos, pois eles fazem nascer em nós uma sede de infinito.
Na sua "Vida de Moisés", São Gregório de Nissa diz que "a visão de Deus não é outra coisa
senão o desejo de Deus". Quanto mais o homem «vê» o Olhar do Pai na oração, mais ele
deseja orar.
 
§ Quando Santa Teresa de Ávila fala da oração às carmelitas, praticamente diz-lhes isto: «Eu
não vos peço tanto para olhardes Cristo durante a oração, mas, sim, mais para tomardes
consciência do facto de Ele, vosso Esposo, não cessar um momento de vos olhar».
 
Fazer oração é tomar consciência do facto de que Cristo deseja e espera a tua oração como um
regresso da criatura ao Pai. Uma vez que entraste junto dEle pela oração, Deus deseja que
nunca mais saias desse lugar. «Por isso, a verdadeira oração que conseguiu responder ao
desejo benevolente de Deus deve continuar secretamente no fundo do teu coração por meio de
um diálogo sem palavras, após teres deixado o lugar da oração», diz o Padre Matta-el-Maskine,
que foi superior no mosteiro de São Macário, no deserto de Cítia, mais tarde sendo eremita 
numa gruta em Wadi-e-Natroun).
 
 
[Jean Lafrance]
Img: Pinterest

2.8.16

O Rosário

O Poder do Rosário
De devoto do demónio a apóstolo do Rosário - I
 
« Ó Rosário bendito de Maria
doce cadeia que nos prende a Deus,
vínculo de amor que nos une aos Anjos,
torre de salvação contra os assaltos do inferno,
porto seguro no naufrágio geral,
não te deixaremos nunca mais.
Serás o nosso conforto na hora da agonia.
Seja para ti o último beijo da vida que se apaga.
E a última palavra dos nossos lábios há-de ser
o vosso nome suave, ó Rainha do Rosário de Pompeia,
ó nossa Mãe querida,
ó Refúgio dos pecadores,
ó Soberana consoladora dos tristes.
Sede bendita em todo o lado, hoje e sempre,
na terra e no céu ».


Beato Bártolo Longo, apóstolo do Rosário.
              Leia abaixo sua história de conversão:  
 

De devoto do demónio a apóstolo do Rosário - II

Um dos poucos casos em que um simples leigo é fundador de uma comunidade religiosa, ele
legou à Igreja uma obra grandiosa. O Papa João Paulo II o qualificou de "verdadeiro apóstolo
do Rosário".


Numa manhã de outubro de 1872, um homem ainda jovem, profundamente preocupado,
passeia pelos arredores de Pompéia. Nada lhe importam as históricas ruínas da cidade
sepultada pela erupção do Vesúvio no ano de 79. Uma dúvida o atormenta: "Depois de uma
vida péssima, arrependi-me e encetei o caminho da conversão. Mas... conseguirei salvar minha
alma?"

Em determinado momento, uma voz interior lhe fala no fundo da alma: "Se queres salvar-te,
propague a devoção do Rosário. É uma promessa da Virgem Maria".

Num sobressalto de júbilo, ele levanta o rosto e as mãos para o Céu e brada: "Ó Maria, se é
verdade que prometeste a São Domingos que quem difunde o Rosário se salva, eu me salvarei,
porque não sairei desta terra de Pompéia sem ter aqui propagado essa santa devoção".

Nesse instante soa o velho sino da igreja próxima, para o Ângelus de meiodia. O homem
ajoelha-se, reza e chora. Chora de alegria, pois compreende que a Rainha dos Apóstolos
acabava de lhe dar uma grande missão.

No coração de Bártolo Longo estava plantada a semente do futuro Santuário de Nossa Senhora
do Rosário de Pompéia, centro internacional de irradiação dessa devoção mariana, e sede de
várias obras de beneficência e de formação da juventude.

O reitor do Santuário, Pe. Francesco Soprano, o vice-reitor, Pe. Gennaro Gargiulo, e a chefe do
departamento de imprensa, Dra. Loreta Somma, contam para nossa Revista a história do
fundador dessa Instituição.

Vivacidade, inteligência e piedade

Bártolo Longo nasceu em 10 de fevereiro de 1841, em Latiano (Itália), e foi batizado três dias
depois. Sua infância decorreu piedosa e feliz. Desde tenra idade, manifestou-se muito
inteligente, de caráter ardente e decidido. Ele mesmo se definiu como "um menino vivaz,
impertinente e quase travesso". Sabia imitar na perfeição os gestos, os sotaques e outras
características das pessoas que conhecia.
A par disso, dava mostras de verdadeira piedade. Ouvindo tocar o sino anunciando a hora do
Ângelus, interrompia imediatamente qualquer brinquedo e corria para rezá-lo junto de sua
mãe. Quando fez a Primeira Comunhão, ficou imóvel durante uma hora e meia, agradecendo
essa graça inapreciável. Uma pessoa indiscreta quis interrompê-lo e recebeu esta resposta: "A
acção de graças a Jesus, que chega pela primeira vez, deve ser bem feita!"

Deixou de rezar... rolou no extremo do mal

Com todas essas qualidades, concluiu de forma brilhante seus estudos primários e secundários,
recebendo aos 17 anos o diploma que o credenciava ao curso superior.
Todavia, nele se realçava sobretudo o temperamento apaixonado. Bártolo não era homem de
meios-termos. Sua estrutura psíquica o conduziria ou ao extremo do bem, ou ao do mal.

Decidiu estudar direito em Nápoles. Longe de ser propícia à fé católica, a época era de negação
e até mesmo de luta aberta contra a Santa Igreja. O racionalismo e o anti-clericalismo faziam
devastações no meio da juventude. Professores ímpios usavam as cátedras universitárias para
difundir filosofias atéias.

Nessa conjuntura, Bártolo dedicou-se com ardor aos estudos, às diversões, à música (tocava
piano). Inteligente, elegante e de boas maneiras, vivia cercado de muitos amigos.
Não lhe sobrava tempo para a oração... Deus, a Virgem Maria, foram-se apagando até
desaparecer de sua memória. Quando terminou seu curso de Direito, em 1864, estava
inteiramente desorientado pelas teorias filosóficas do materialismo e do racionalismo.

Não parou aí. A perda da fé na divindade de Jesus criou em sua alma um vazio que ele
procurou preencher recorrendo ao espiritismo. Extremista por natureza, tornou-se inimigo
acirrado da Santa Igreja. Pronunciava conferências anticlericais e organizava manifestações
públicas contra a religião.
Tal era seu ódio que decidiu fazer-se "sacerdote" do espiritismo e submeteu- se a um duro
regime de jejuns e mortificações corporais, com o objetivo de fazer uma consagração radical ao
demônio.

Uma Confissão bem feita

Entretanto, por paradoxal que seja, durante todo esse negro período o jovem Bártolo não
cessou de rezar o Rosário e, facto mais extraordinário ainda, conservou a virtude da castidade.

Se falsos amigos o arrastaram à perda da Fé, amigos autênticos foram instrumentos da
Providência para reconduzi- lo à Casa Paterna
.
Um destes, o Prof. Vincenzo Pepe - que Bártolo qualifica como "o amigo de minha alma, que o
Senhor pôs a meu lado em todos os momentos críticos e decisivos de minha vida" - não hesitou
em, numa hora oportuna, admoestar severamente o jovem advogado por sua péssima vida.

Fecundada pela graça, essa advertência surtiu efeito. Bártolo decidiu procurar o confessionário
para se reconciliar com Deus. Dirigiu-se à Igreja do Rosário, em Nápoles, onde foi atendido
pelo Pe. Alberto Radente, religioso dominicano. Era dia da festa do Sagrado Coração de Jesus,
em 1865.
O ex-inimigo da Igreja confessou-se com profundo arrependimento. O Pe. Radente ficou
maravilhado ante o poder da graça nessa alma, mas só lhe deu a absolvição depois de um mês
de encontros para direcção espiritual. Bártolo pôde, então, receber a Sagrada Eucaristia. Em
seus escritos, ele contará depois: "Foi como fazer de novo a Primeira Comunhão, foi como se
eu tivesse recebido um segundo Batismo!"

Inicia-se a grande missão

Bártolo Longo - homem de decisões radicais, como já foi dito - recusou vantajosas propostas de
casamento, abandonou a carreira de advocacia e se dedicou às obras de caridade e ao estudo da
Religião. Tornou-se, com isso, alvo de grosseiras chacotas daqueles mesmos que antes aplaudiam e
estimulavam suas actividades anti-religiosas. Mas elas produziram como único resultado um acto
de reparação: "Devo reparar pelos meus pecados", dizia o convertido.

Algum tempo depois, travou relações com uma nobre dama napolitana, a Beata Catarina
Volpicelli, fundadora das Servas do Sagrado Coração de Jesus. Esta o pôs em contacto com
outras pessoas de grande fervor, entre as quais a Condessa Mariana Fonseca, viúva do Conde
de Fusco, proprietária de terras no Vale de Pompéia.

Por esse meio, a Virgem Maria o foi conduzindo para a realização da grande missão para a qual
o havia escolhido. Em 1872 a Condessa de Fusco confiou- lhe a administração de suas
propriedades nos arredores de Pompéia. Lá chegando, ele ficou profundamente chocado ante a
miséria humana e religiosa dos pobres camponeses da região. Nada havia ali, a não ser uma
pequena igreja, já muito arruinada e tão pobre que não tinha uma imagem sequer.

Sem tardança, dedicou-se à tarefa nobre e humilde de lhes ensinar o Catecismo, e à
divulgação do Santo Rosário.

Era a reconquista espiritual do Vale de Pompéia que se iniciava. Uma obra grandiosa
Cresceu o número dos fiéis, a igrejinha tornou-se insuficiente, tornara-se necessário construir
uma maior e mais acolhedora. Por sugestão do Bispo de Nola, a cuja diocese pertencia Pompéia, Bártolo Longo começou uma campanha de colecta de contribuições. A pedra fundamental foi colocada em maio de 1876.

Choveram as doações, inicialmente de várias cidades italianas, depois, de quase todas as
partes do mundo, deixando espantado até mesmo o Beato Bártolo. Nos arquivos do Santuário,
conservam-se cinco volumes com quatro milhões de nomes de doadores!
Em 1894, ainda faltando alguns arremates de construção, o templo foi consagrado. Com o
aumento constante do número de peregrinos, foi ampliado alguns anos depois.

Quando, em 5 de outubro de 1926, faleceu Bártolo Longo, sua obra tinha já atingido
proporções grandiosas. O Santuário tornara-se um centro internacional de propagação do
Rosário, e fora elevado à categoria de Basílica Pontifícia, para onde os peregrinos acorriam aos
milhões. E em torno dele estava construída uma cidade mariana, com numerosos institutos de
beneficência.

O Beato Bártolo Longo é um dos poucos casos na história da Igreja em que um simples leigo é
o fundador de uma comunidade religiosa. Em 1897 ele fundou as Filhas do Rosário de Pompéia,
sujeitas à regra da Ordem Terceira de São Domingos, para dedicar-se ao cuidado dos meninos
e das jovens. E perto já de terminar sua carreira nesta terra, fundou em 1922 o Instituto
Feminino Sagrado Coração.

Na cripta do Santuário pode ser visto o corpo do Beato, posto numa urna de vidro, revestido da
capa dos Cavaleiros de Malta.



Daqui: http://www.acnsf.org.br/article/10091/Beato-Bartolo-Longo--De-devoto-do-demonio-
a-apostolo-do-Rosario--.html

4.6.16

Conversão

Um hino da Liturgia da Horas (Completas) do Cardeal inglês Henry Newman, inspirado na sua conversão ao catolicismo.
 
Luz terna e suave...
 
 
Que importa, Senhor,
se é tão longe para mim a praia onde tenho de chegar,
se sobre mim levar pousada a clara luz do teu olhar.

Hoje te  peço, Senhor,
para seres a  luz que me ilumina
na plenitude da tua  luz divina.

Luz terna e  suave no meio da  noite,
leva-nos mais  longe...

Não temos a qui  uma morada permanente.
Leva-nos mais  longe...

Luz terna e  suave  no meio da  noite.
Esquece, Senhor,
os meus passos mal andados,
meu desamor,
perdoa os meus pecados,
Eu sei que vai...,
raiar a madrugada e não me deixarás abandonado.

Se Tu me dás a mão, Senhor,
meus passos serão firmes no andar.
Leva-me mais longe
 para a Ti chegar...

11.5.16

Espírito Santo

«Ele guiar-vos-á para a verdade total...
Ensinar-vos-á todas as coisas e vos recordará tudo o que vos tenho dito»
(Jo, 13:14)

Vinde, Espírito Santo, terníssimo Consolador.
Minha alma suspira por Vós, meu coração tem sede de Vós.
Só Vós podeis saciar os meus anseios, só Vós podeis fazer-me feliz.
Divino Esposo, não rejeiteis a morada de meu pobre coração. Sim,
 Meu coração é impuro,
 Mas podeis purificá-lo.
 Meu coração é tenebroso,
 Mas podeis iluminá-lo.
 Meu coração é mau,
 Mas podeis saciá-lo de amor.
 Meu coração é triste,
 Mas podeis consolá-lo.
 Meu coração é fraco,
 Mas podeis fortalecê-lo.
 Meu coração é frio,
 Mas podeis abrasá-lo.
 Meu coração é terreno,
 Mas podeis enchê-lo de desejos celestiais.
 Meu coração é pecador,
 Mas podeis orná-lo de todas as virtudes.
 Meu coração é inconstante,
 Mas podeis torná-lo perseverante.
Vinde, pois, ó Espírito Santo, Pai dos pobres,
vinde, inundai-me de Vosso amor.
Ámen.

Beato Bártolo Longo

Vale a pena conhecer a história da sua conversão.

Numa manhã de outubro de 1872, um homem ainda jovem, profundamente preocupado, passeia pelos arredores de Pompéia. Nada lhe importam as históricas ruínas da cidade sepultada pela erupção do Vesúvio no ano de 79. Uma dúvida o atormenta: "Depois de uma vida péssima, arrependi-me e encetei o caminho da conversão. Mas... conseguirei salvar minha alma?"
Em determinado momento, uma voz interior lhe fala no fundo da alma: "Se queres salvar-te, propague a devoção do Rosário. É uma promessa da Virgem Maria".
Num sobressalto de júbilo, ele levanta o rosto e as mãos para o Céu e brada: "Ó Maria, se é verdade que prometeste a São Domingos que quem difunde o Rosário se salva, eu me salvarei, porque não sairei desta terra de Pompéia sem ter aqui propagado essa santa devoção".
Nesse instante soa o velho sino da igreja próxima, para o Ângelus de meio dia. O homem ajoelha-se, reza e chora.
 
Chora de alegria, pois compreende que a Rainha dos Apóstolos acabava de lhe dar uma grande missão...
 
No coração de Bártolo Longo estava plantada a semente do futuro Santuário de Nossa Senhora do Rosário de Pompéia, centro internacional de irradiação dessa devoção mariana, e sede de várias obras de beneficência e de formação da juventude.