Mostrar mensagens com a etiqueta santidade. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta santidade. Mostrar todas as mensagens

12.9.16

Segredo de santidade

 
 
«Eu vou revelar-vos um segredo de santidade e de felicidade. Se todos os dias, durante cinco minutos, souberdes fazer calar a vossa imaginação, fechar os vossos olhos às coisas sensíveis e os vossos ouvidos a todo o ruído da Terra para entrardes em vós mesmos e, no santuário da vossa alma baptizada, que é o Templo do Espírito Santo, falar a este Divino Espírito dizendo-Lhe:
 
- Ó Espírito Santo, alma da minha alma, eu Vos adoro, esclarecei-me, guiai-me, fortificai-me, aconselhai-me, dizei-me o que eu devo fazer, dai-me as vossas ordens, eu prometo submeter-me a tudo o que o que desejardes de mim e aceitar tudo o que permitirdes que me aconteça, fazei-me conhecer somente a Vossa vontade!
 
Se vós fizerdes isto, a vossa vida correrá feliz, serena e consolada, mesmo no meio das penas, porque a graça será proporcionada à prova, dando-vos forças para as levardes e chegardes às portas do Paraíso carregados de merecimentos. Esta submissão ao Espírito Santo é o segredo da santidade».

 
 
[Espírito Santo, Cardeal Mercier]
 
 

7.9.16

Da Bíblia Sagrada

Cartas de S. Pedro
Exortação à Santidade
 
Por isso, de ânimo preparado para servir e vivendo com sobriedade, ponde a vossa esperança na dádiva que vos vai ser concedida com a manifestação de Jesus Cristo. 14Como filhos obedientes, não vos conformeis com os antigos desejos do tempo da vossa ignorância; 15mas, assim como é santo aquele que vos chamou, sede santos, vós também, em todo o vosso proceder, 16conforme diz a Escritura:
 
Sede santos, porque Eu sou santo.
 
17E, se invocais como Pai aquele que, sem parcialidade, julga cada um consoante as suas obras, comportai-vos com temor durante o tempo da vossa peregrinação; 18sabendo que fostes resgatados da vossa vã maneira de viver herdada dos vossos pais, não a preço de bens corruptíveis, prata ou ouro, 19mas pelo sangue precioso de Cristo, qual cordeiro sem defeito nem mancha, 20predestinado já antes da criação do mundo e manifestado nos últimos tempos por causa de vós; 21vós, que por meio dele tendes a fé em Deus, que o ressuscitou dos mortos e o glorificou, a fim de que a vossa fé e a vossa esperança estejam postas em Deus.  (1Pe, 13-2,10)
 
 
[Bíblia, São Pedro, Santidade]

3.7.16

«A que vieste?»

São Bernardo de Claraval
 
Cedo nos habituaram à quotidiana pergunta de São Bernardo: «A que vieste?» e à resposta
sacramental. «Vim para me santificar».
 
 
Abençoados directores espirituais que ao longo da história, como o génio Claraval, assim
lançaram tanta gente na corrida da santidade.
 
O Sínodo Extraordinário de 1985 manda-nos insistir sobre a urgência de correspondermos
pessoalmente ao chamamento da santidade. Decididamente há que avançarmos pelo caminho
do Senhor, sem pactuar com a mediocridade e o hedonismo, situando-nos num processo de
permanente conversão, abraçando a cruz do Senhor, que é também a dos nossos irmãos.
Podemos todavia cair na tentação subtil de buscar a santidade como forma de crescimento
pessoal, como resposta ao anseio profundamente humano de realização, de aprimoramento.

A Vida consagrada traz consigo, mercê da profissão pública da radicalidade evangélica, a
semente da superação constante da pessoa e a exigência de se descentrar de si mesma para se
enuclear em Cristo e no serviço do seu Reino. Desvinculada desta perspectiva, a santificação
pessoal constitui uma forma de riqueza que viola a coerência interna da consagração. Fazer
carreira, mesmo na linha da qualificação pessoal, não quadra a uma autêntica vida consagrada.
 
Quem vive na prece e na renúncia para conseguir a própria santificação não é ainda santo;
será o mais limpo dos egoístas.
Acrescentar o Corpo de Cristo, dando largas ao dinamismo da graça; transformar-se em Deus,
levados de pura complacência nele - eis a ideologia determinante do tender à santidade.
 
Esta límpida intenção movia a poetisa árabe do Séc IX, de nome Rábia, a Orar:
 
«Senhor, se eu me voltar para Vós por medo do Inferno,
precipitada seja no Inferno.
Se Vos anunciar com mira no Paraíso,
excluí-me do Paraíso.
Mas se Vos anunciar por amor de Vós,
não me priveis da Vossa eterna beleza».
 
 
 
Vida Consagrada - Abílio P Ribeiro
São Bernardo abade de Claraval

30.5.16

Papa indica 4 elementos imprescindíveis para viver a santidade

O Caminho se percorre ao lado de Deus
 
 
“Caminhar na presença de Deus de modo irrepreensível”. Isto, segundo o Papa, quer dizer caminhar rumo à santidade. É um compromisso que necessita, no entanto, de um coração que saiba esperar com coragem, se coloque em discussão e se abra com simplicidade à graça de Deus.
O tema esteve ao centro da homilia de Francisco nesta manhã de terça-feira, (24/05), na Casa Santa Marta.
Não se compra a santidade; nem as melhores forças humanas a podem ganhar. Não, ‘a santidade simples, de todos os cristãos’, ‘a nossa, a de todos os dias’, é um caminho que pode ser percorrido somente se sustentado por quatro elementos imprescindíveis: coragem, esperança, graça, conversão.
 
O caminho da coragem
 
Francisco comenta o trecho litúrgico extraído da Primeira Carta de Pedro, definindo-a como um ‘pequeno tratado sobre a santidade’. Esta é, antes de tudo, “caminhar de modo irrepreensível diante de Deus”:
“Este ‘caminhar’: a santidade é um caminho, a santidade não se compra e nem se vende. Nem se pode presentear. A santidade é um caminho na presença de Deus, que eu devo fazer: ninguém o faz em meu nome. Posso rezar para que o outro seja santo, mas é ele que deve fazer o caminho, não eu. Caminhar na presença de Deus, de modo irrepreensível. Usarei hoje algumas palavras que nos ensinam como é a santidade de todo dia, a santidade – digamos – anônima. Primeira: coragem. O caminho rumo à santidade requer coragem”.
 
Esperança e graça
 
“O Reino dos Céus de Jesus”, repetiu o Papa, é para “aqueles que têm a coragem de ir avante” e a coragem, observou, é movida pela “esperança”, a segunda palavra da viagem que leva à santidade. A coragem que espera “num encontro com Jesus”. Depois, há o terceiro elemento, quando Pedro escreve: “colocai toda a vossa esperança
na graça”:
“A santidade não podemos fazê-la sozinhos. Não, é uma graça. Ser bom, ser santo, avançar a cada dia um passo na vida cristã é uma graça de Deus e devemos pedi-la. Coragem, um caminho. Um caminho que se deve fazer com coragem, com a esperança e com a disponibilidade de receber esta graça. E a esperança: a esperança do caminho. É tão bonito o XI capítulo da Carta aos Hebreus, leiam. Fala do caminho dos nossos pais, dos primeiros que foram chamados por Deus. E como eles foram avante. E do nosso pai Abraão diz: ‘Ele saiu sem saber para onde ia’. Mas com esperança”.
 
Converter-se todos os dias
 
Francisco prosseguiu: na sua carta, Pedro destaca a importância de um quarto elemento. Quando convida os seus interlocutores a não se conformarem “aos desejos de uma época”, os impulsiona essencialmente a mudar a partir de dentro do próprio coração, num contínuo e cotidiano trabalho interior:
“A conversão, todos os dias: ‘Ah, Padre, para me converter devo fazer penitência, me dar umas pauladas…’. ‘Não, não, não: conversões pequenas. Mas se você for capaz de não falar mal do outro, está no bom caminho para se tornar santo’. É tão simples! Eu sei que vocês nunca falam mal dos outros, não? Pequenas coisas… Tenho vontade de criticar o vizinho, meu colega de trabalho: morder um pouco a língua. Vai ficar um pouco inchada, mas o espírito de vocês será mais santo nesta estrada. Nada de grandes mortificações: não, é simples. O caminho da santidade é simples. Não voltar para trás, mas ir sempre avante, não? E com força”.
 
[Papa Francisco, santidade]