Mostrar mensagens com a etiqueta Fátima. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Fátima. Mostrar todas as mensagens

20.1.17

O Terço

 
 
O Terço, uma oração repetitiva e assim aborrecida e por que demais monótona, sem mais sentido?

Aos que dizem que o Terço é uma oração antiquada e monótona, devido à repetição das orações que o compõem, eu pergunto-lhes se há alguma coisa que viva sem ser pela repetição continuada dos mesmos actos.Deus criou tudo o que existe de modo a conservar-se pela repetição continuada e ininterrupta dos mesmos actos. Assim, para conservarmos a vida natural, inspiramos e expiramos sempre do mesmo modo; o coração bate continuamente seguindo sempre o mesmo ritmo. Os astros, como o Sol, a lua, os planetas, a Terra, seguem sempre a mesma rota que Deus lhes marcou. O dia sucede à noite, ano após anos, sempre do mesmo modo. A luz do Sol alumia-nos e aquece-nos na Primavera, vestem-se depois de flores, dão frutos e voltam a perder as folhas no Outono ou Inverno.

E, assim, tudo o mais segue a lei que Deus lhe marcou, e ainda ninguém lhe ocorreu dizer que era monótono, por isso prescinde-se; é que precisamos disso para viver! Pois bem, na vida espiritual temos a mesma necessidade de repetir continuamente as mesmas orações, os mesmos actos de fé, de esperança e de caridade, para termos vida, visto que a nossa vida é uma participação continuada da vida de Deus.

Quando os discípulos pediram a Jesus Cristo que os ensinasse a orar, Ele ensinou-lhes, como vimos atrás, a bela fórmula do "Pai-Nosso", dizendo: "Quando orardes dizei: "Pai..." (Lc 11,4). O Senhor mandou-nos rezar assim, sem nos dizer que, passado um certo número de anos, buscássemos nova fórmula de oração, porque esta teria passado a ser antiga e monótona.

Quando os namorados se encontram, passam horas seguidas a repetirem a mesma coisa: "amo-te!". O que falta aos que acham a oração do Terço monótona é o Amor; e tudo o que não é feito por amor não tem valor. Por isso, nos diz o Catecismo que os dez Mandamentos da Lei de Deus se encerram num só, que é amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a nós mesmos.Os que rezam diariamente o seu Terço são como os filhos que todos os dias dispõem de alguns momentos para ir até junto de seu pai, para lhe fazer companhia, manifestar-lhe o seu agradecimento, prestar-Lhe os seus serviços, receber os Seus conselhos e a Sua bênção. É o intercâmbio e a troca do amor, do Pai para com o filho e deste para com o Pai, é a dádiva mútua.


[Irmã Lúcia — Apelos da Mensagem de Fátima]

3.6.16

Creio na Igreja, Una, Santa, Católica, Apostólica, Romana

Devia ter começado por aqui, mas, como não foi o caso,  repito uma das minhas primeiras publicações  que por certo, poucos leram por inteiro mas que eu mesma transcrevi, linha a linha, de um livro de autoria da Vidente de Fátima, a Irmã Lúcia, que não posso deixar de
subscrever por inteiro. Com ela, a humildade em pessoa, aprendo ainda todos os dias e sobre tantos aspectos: em como seguir Jesus, amar a devoção que então adquiri por Maria Santíssima e toda a submissão devida à Igreja fundada por Nosso Senhor Jesus Cristo que amarei e pela qual me ofereço e lutarei, consoante as forças que Nosso Senhor me queira dar. Como a própria vidente se submeteu.

Muito poucos e afinal, sabem sobre a Mensagem de Fátima. Ouviram falar de um sol que girava no firmamento, mudava de cor, talvez e quiçá... a fazer-se de engraçadinho...

A uns poucos meses já do centenário das Aparições de Fátima - reconhecidas pela Santa Igreja e contando ainda, tão alegremente, com a presença de Sua Santidade, o Papa Francisco, no Santuário que é tido como "o Santuário do Mundo" o qual - e graças a Deus -, por várias  vezes já visitei e onde, afirmo ter obtido inúmeras graças e como por exemplo, vias para a minha conversão, não posso deixar de emocionar-me e deixar que a própria Irmã Lúcia, vos fale e também uma vez mais. A Humildade é sem dúvida eloquente...

Sobre Igreja, o Papa e o Espírito Santo; Cristo, Maria - Sua e nossa Mãe. Capítulos III e IV


Nota: continuarei então e na medida em que me for possível, a transcrever trechos desta obra da Ir Lúcia que, nada mais, nada menos, serão um grande tesouro, a guardar nos nossos corações.
http://regina-pacis.blogspot.pt/search/label/Apelos

26.5.16

Maio - Mês de Maria


Avé, Avé Maria...
 
Mar de chamas, chamas vivas!
 

Mar de chamas, chamas vivas...
 
Creio no poder da oração que nos ilumina e inflama!
E, a seguir Jesus, a Verdade que, seu povo proclama.
 
*  *  * 
Cristo tem piedade de nós..., somos o teu povo pecador...
 
 
 
[ Maio, Mês de Maria, Fátima]
 

 

23.5.16

Fátima - em Maio de 2016

Imagens de Fátima, a 12 de Maio de 2016

 
Que em cada uma destas velas, acesas, - pediríamos todos, como eu, esteja um coração contrito, sequioso do perdão de Deus.


Mais humilde, mais conforme ao humilde coração de nossa verdadeira Mãe; mãe de Jesus e nossa, sempre pronta a acolher-nos, na nossa pobre condição  - de aflitos, de pobres pecadores, necessitados de Sua intercessão...
 
Ó Mãe, a vós recorremos; os vossos olhos misericordiosos a nós volvei. Tão  necessitados estamos de nos encontrarmos na verdadeira vontade que para nós Deus tem. De O seguirmos, de verdade, em pura humildade e em oferta também.
 
 
Rogai por nós, Ó Santa Mãe de Deus, para que sejamos dignos das promessas, que, ainda não merecemos, mas que,  convosco, esperamos vir a alcançar, de Deus e, sobretudo por vossos méritos ainda e também.
 
Amen. 
 
 

14.5.16

A 13 de Maio...

A treze de Maio. Estamos em 2016. A apenas 1 ano do centenário das aparições aos pequenitos videntes de Fátima.

Desta feita fazia frio. Chovia torrencialmente e sem parança, vento, e tudo isso doía mais ainda a quem caminhava no terreno por entre vales de lama e pedras. A água chegava acima dos nossos joelhos. Alguns desistiam, outros, apenas para voltar no dia 13.

Nada de sinais no firmamento, do sol a girar como alguns viram há dias atrás. E em anos anteriores, poucos, como até eu presenciei. Mas nada nos movia.

A Fé que levamos, toma uma força superior. Tudo nos encanta e nos dá esperança...

São coisas de Deus e para quem n'Ele crê... E na intercessão de Maria Santíssima! Rainha Mãe, Poderosa, a Nossa Senhora! Que a todos quer - tão Bem!

A um ano do centenário das aparições, tudo aproveitamos, que bom...

Chovia - dizia eu linhas atrás. Nem isso, nem o frio nos demovia. Sim..., são chuvas de graças!

Graças que embora ainda nem reconhecidas, havemos de, a seu tempo receber, reconhecer e  agradecer - mas tanto!

Maria é Mãe! De Jesus e nossa Mãe - Salvé Regina!





12.5.16

A caminho de Fátima

Peregrinos
 
Este ano tem sido mais difícil: sob chuvas torrenciais, trovões, lamaçais, vento, frio e tudo o mais.
O caminho faz-se, unicamente pela via da fé e do amor a Jesus e Sua Mãe Santíssima que por todos nós vela.
 
De terço na mão, recitado com devoção. Maria é Mãe! Cuida de seus filhos, e esses, a Si se confiam!
 
 
Rogai por nós, Santa Mãe de Deus, que recorremos a Vós!
 
Dizem que somos loucos, sim, e têm razão: pelo amor de Deus e a esta devoção a Sua Mãe que a Ele nos confia!
 
Mergulhados em lama caminhamos, seguimos, sequiosos de um verdadeiro abraço de Mãe. Mãe de Jesus e nossa Mãe. Tão amorosa para connosco...
 
Salvé  Rainha,
Mãe de Misericórdia
Vida , doçura e esperança nossa.
A Vós bradamos, os degredados filhos Eva,
A vós nos confiamos, gemendo e chorando
neste vale de lágrimas.
Eia pois, advogada nossa,
esses vossos olhos misericordiosos a nós volvei, e depois deste desterro nos mostrai Jesus, bendito fruto do vosso ventre.
Ó clemente, ó piedosa, ó doce sempre Virgem Maria.
Rogai por nós, Santa Mãe de Deus.
Para que sejamos dignos das promessas de Cristo.
Amen!

Salve Regina, Mater misericordiae, vita, dulcedo, et spes nostra salve.
 Ad te clamamus, exsules filii Hevae;
 Ad te suspiramus, gementes et flentes in hac lacrimarum valle.
 Eia ergo, advocata nostra illos tuos misericordes oculos ad nos converte.
 Et Jesum, benedictum fructum ventris tui, nobis post hoc exilium ostende.
 O clemens, O pia, O dulcis Virgo Maria.

 Ora pro nobis, sancta Dei Genitrix.
 Ut digni efficiamur promissionibus Christi.
Amen.
 
Prosseguimos, caminhamos e finalmente chegamos prontos para este abraço -  de Comunhão e de Fé. A Jesus, Maria e São José! Deus é Pai - Todo Amor - que nos acolhe e perdoa...
 
E nos abençoa, ámen!
 
 
 
 

1.5.16

Preparando-me uma vez mais, para seguir em grupo até Fátima.

Já tão pouco falta para dia 13! Nunca é fácil. Surgem repentinamente, do nada, obstáculos a ultrapassar. Muitas e lindíssimas histórias a contar. Experiências únicas para nunca mais esquecer.
 
Depois, durante o ano, é então aqui que muitas vezes me ligo também para a oração do terço.

 
 
Capelinha das aparições - Fátima
 
Maria, Mãe de Jesus, abençoa todos os peregrinos que já vão a caminho, chegando. Chama-nos, esperai por nós que recorremos (alegremente) a Vós!
 
PÁGINA OFICIAL
Santuário de Fátima
http://www.fatima.pt/pt/pages/transmissoes-online
 
 

Rezai o Terço todos os dias

 
 
A 13 de Outubro de 1917, era já imensa a multidão que acorrera à Cova da Iria: entre 50 a 70 mil pessoas.
A maior parte de toda essa gente, havia chegado de véspera e ali passara a noite.
Chovia torrencialmente e o solo transformara-se num imenso lodaçal. A multidão rezava o Terço, quando, à hora habitual, Nossa Senhora apareceu sobre a azinheira:
 
- Que é que Vossemecê nos quer?
- Quero dizer-vos que façam aqui uma capela em minha honra; que sou a Senhora do Rosário; que continuem a rezar sempre o Terço todos os dias.
A guerra vai acabar, e os militares voltarão em breve para suas casas.
Eu tinha muitas coisas para lhe pedir: se curava uns doentes, se convertia uns pecadores...
- Uns sim, outros não. É preciso que se emendem; que peçam perdão dos seus pecados. Não ofendam mais a Deus Nosso Senhor, que já está muito ofendido.
 
Nesse momento, a Senhora abriu as mãos e fez com que elas se reflectissem no Sol, e começou a elevar-se, desaparecendo no firmamento. Mas, enquanto se elevava, o reflexo da sua própria luz projectava-se no Sol. Então, os Pastorinhos viram, ao lado do Sol, o Menino Jesus com São José e Nossa Senhora.
São José e o Menino traçavam. com a mão, gestos em forma de cruz, a abençoarem o Mundo. Após essa visão, os Pastorinhos viram Nosso Senhor a caminho do Calvário e Nossa Senhora das Dores.
Ainda uma vez mais, Jesus traçou com a mão o sinal da Cruz, voltando a abençoar a multidão.
Por fim, apareceu Nossa Senhora do Carmo com o Menino Jesus ao colo, com aspecto soberano e glorioso.
E estas três visões do Céu, recordam e assim simbolizaram os Mistérios Gozosos, Dolorosos e Gloriosos do Santo Rosário.
 
6ª Aparição

19.3.16

Oração do Anjo, em Fátima

 
Oração do Anjo, em Fátima
 
 
Santíssima Trindade,
Pai, Filho e Espírito Santo,
adoro-Vos profundamente
e ofereço-Vos o preciosíssimo Corpo,
Sangue, Alma e Divindade de Jesus Cristo,
presente em todos os sacrários da terra,
em reparação dos ultrajes,
sacrilégios e indiferenças
com que Ele mesmo é ofendido.
E pelos méritos infinitos do Seu Santíssimo Coração
e do Coração Imaculado de Maria,
peço-Vos a conversão dos pobres pecadores.
 
Amen.
 
 
Ensinada aos (videntes) pastorinhos de Fátima.
 

17.3.16

2. Apelo à Fé

«Meu Deus eu creio, adoro, espero e amo-Vos. Peço-Vos perdão para os que não crêem, não adoram, não esperam e não Vos amam. »
 
 
Cap. III
 
«Meu Deus eu creio» - Apelo à Fé
 
(…)
A palavra de Deus, contida nas páginas sagradas, é uma revelação que não podemos negar, porque – como nos declara Jesus Cristo, no Seu Evangelho –«as palavras que Eu vos digo, não as digo de Mim mesmo, mas o Pai que está em Mim, é que faz as obras. Acreditai que estou no Pai, e o Pai em Mim: Crede-me ao menos por causa das mesmas obras» (Jo 14, 10-11).
Vemos que Jesus Cristo chama a nossa atenção para as Suas obras, porque as obras são o verdadeiro testemunho do que cada um é, e confirmam a sua palavra. Por isso, quando S. João Baptista enviou os seus discípulos a Jesus para Lhe perguntar se era Ele o Messias ou se haviam de esperar outro, Jesus respondeu-lhes: «Ide contar a João o que vedes e ouvis: os cegos vêem e os coxos andam, os leprosos ficam limpos e os surdos ouvem, os mortos ressuscitam e a Boa Nova é anunciada aos pobres» Mt 11, 4-5). Como ninguém, a não ser Deus, pode fazer estes milagres, Jesus confirma com eles a Sua palavra e o Seu poder de vida: «Quem ouve a Minha palavra e acredita n’Aquele que Me enviou tem a vida eterna e não incorre em condenação, mas passou da morte para a vida» (Jo 5, 24).
Como vemos, a palavra de Jesus Cristo, é a palavra de Deus, porque Jesus Cristo é Deus, em tudo igual ao Pai, podendo afirmar: «Eu e o Pai somos um» (Jo 10,30). Na verdade, Jesus Cristo é o Filho de Deus que Se fez homem no seio da Virgem Maria, por obra do Espírito Santo: «O Espírito Santo virá sobre ti e a força do altíssimo estenderá sobre ti a Sua sombra. Por isto mesmo é que o Santo que vai nascer há-de chamar-Se Filho de Deus» (Lc 1,35).
Quando, na anunciação, o Anjo dirigiu a Maria estas palavras, proclamou a divindade do Filho, que havia de tomar carne humana no seu seio materno e nascer, para Se tornar igual a nós, visível aos nossos olhos e assim poder operar o mistério da nossa Redenção.
Jesus Cristo é, pois, Deus e Homem verdadeiro. A Sua palavra é vida eterna para aqueles que a escutam e cumprem; recusá-la é lavrar a própria sentença de condenação, como nos diz o Senhor: «Se alguém ouvir as Minhas palavras e as não guardar, não sou eu que o condeno, porque não vim para condenar o mundo, mas para o salvar.: Quem Me rejeita a não acolhe as Minhas palavras, tem quem o condene. A palavra que anunciei é que há-de condená-lo no último dia. Porque eu, não falei por Mim mesmo; o Pai que me enviou, foi quem determinou o que devo dizer e anunciar. Eu sei que o Seu mandamento é vida eterna. Portanto as coisas que digo, digo-as como o Pai Mas comunicou a Mim» (Jo 12, 47-50). Ele tinha afirmado: «As palavras que Eu vos disse são espírito e vida» (Jo 6,63).
A palavra de Cristo é a palavra do Pai: «O Pai que Me enviou, foi quem determinou o que devo dizer e anunciar». Assim Cristo veio ao mundo, não para destruir a Lei de Deus, mas para completá-la, aperfeiçoá-la e elucidar-nos sobre o seu verdadeiro sentido e sobre o modo como devemos compreendê-la e praticá-la. São palavras d’Ele: «Não penseis que vim revogar a Lei ou os Profetas: Não vim revoga-la, mas completá-la» (Mt 5,17).
Jesus Cristo veio ao mundo como Mestre para ensinar-nos, para guiar os nossos passos pelo caminho da verdade, da justiça, da caridade e da vida. Porque qualquer outro caminho que não seja o que Ele nos traçou é caminho que leva à morte eterna.
(…) A Sua doutrina é precisa e exacta. Mas, para se cumprir a palavra de Jesus, é necessário conhecê-la e acreditar n’Ele; porque como vamos cumprir uma Lei que não conhecemos, ou, se não acreditamos na pessoa que a promulgou? É preciso, pois, aceitar a pessoa de Cristo.
No mundo, infelizmente há muita gente que se preza de sábia, mas das leis de Deus pouco ou nada sabe; e o pior é que muitas vezes a gente contesta-as; não porque as conhece bem, mas porque vê nelas um dique às próprias paixões desordenadas, à falta de justiça e de caridade. E, no entanto, as leis de Deus são aquilo que, a todos nós, mais nos devia interessar conhecer, porque é por elas que seremos salvos ou condenados.
Outros há que até conhecem as leis de Deus, mas dão-lhes uma interpretação errada, oposta ao sentido de Cristo, crendo que com isso justificam os desregramentos da própria conduta; assim eles fazem grande mal a si mesmos e ao próximo, ao qual enganam com os seus exemplos, com a sua mentalidade e as suas palavras erradas. São como aqueles acerca dos quais Jesus Cristo disse: «Deixai-os, são cegos a conduzir outros cegos! Ora se um cego guiar outro cego, ambos cairão na cova» (Mt 15,14).
Precisamos, pois, de ter cuidado com eles; segundo a regra que nos deu Jesus Cristo, podemos conhecê-los pelas próprias obras: «Não há árvore boa que dê mau fruto, nem árvore má que dê bom fruto. Cada árvore conhece-se pelo seu fruto; não se colhem figos dos espinhos, nem uvas dos abrolhos. O homem bom, do bom tesouro do seu coração, tira o que é bom; e o mau, do seu mau tesouro, tira o que é mau; pois da abundância do coração é que fala a boca» (Lc 6,43-45).
Cap. IV e último:
 
Esta é a regra orientadora que nos deixou Jesus: olhar para as obras dos que se apresentam como guias, nos caminhos da vida; ver se estão de acordo com os ensinamentos da Igreja de Deus, fundada por Cristo, a única verdadeira, que possui o dom da infabilidade no reconhecimento e declaração da Verdade de Cristo, pela assistência do Espírito Santo: «Eu rogarei ao Pai e Ele vos dará outro Consolador, para estar convosco para sempre, o Espírito da Verdade que o mundo não pode receber, porque não o vê nem conhece, mas que vós conheceis, porque habita convosco e está em vós» (Jo 14, 16-17).
Esta promessa de Jesus Cristo, feita à Sua Igreja, dá-nos a certeza absoluta nos caminhos da fé, que devemos percorrer e que nos são traçados pela Igreja de Cristo, porque esta é guiada pelo Espírito Santo; é o Espírito Santo quem nos fala pela boca da Igreja.
Em várias ocasiões, me tem sido feita a pergunta: «Mas como havemos nós de saber qual a verdadeira Igreja de Cristo?»
A resposta a esta pergunta ser-vos-ia dada melhor pelos teólogos que estudam do que por mim, pobre e ignorante. Nem mesmo me atreveria a responder, se não fosse o texto sagrado a elucidar-nos.
S. Mateus conta-nos como Jesus Cristo, tendo ido com os Seus Apóstolos para a região de Cesareia de Felipe – durante a travessia do Lago para lá chegarem, o Mestre tinha-os prevenido contra as doutrinas falsas dos fariseus, que não acreditavam n’Ele –, fez-lhes a seguinte pergunta: «E vós, quem dizeis que eu sou?» Tomando a palavra, Simão Pedro respondeu: “ Tu és o Cristo, o Filho de Deus Vivo”. Jesus disse-lhe em resposta, “És feliz, Simão, filho de Jonas, porque não foram a carne nem o sangue que to revelaram, mas o meu Pai que está nos Céus. Também Eu te digo: Tu és Pedro, e sobre esta Pedra edificarei a Minha Igreja e as portas do inferno nada poderão contra ela. Dar-te-ei as chaves do Reino dos Céus, e tudo quanto ligares na terra ficará ligado nos céus, e tudo quanto desligares na terra será desligado nos Céus” (Mt 16, 15-19).
Foi assim que Jesus Cristo constituiu S. Pedro, Chefe e cabeça visível da Sua Igreja na terra, com todos os poderes para a governar, dirigir e instruir, sob a acção e assistência permanente do Espírito Santo, pelo qual o divino Mestre lhe concedeu o dom da «infabilidade». Se assim não fosse, penso que Jesus Cristo não podia comprometer-se a dar por bem feito no Céu, tudo aquilo que os Seus representantes fizessem, em Seu nome, na terra. Todos nós sabemos muito bem como todos os homens, enquanto simples criaturas, estão sujeitos a deficiências e enganos; por isso, aquilo que nos assegura a infalibilidade da Igreja é a assistência do Espírito divino, que Jesus Cristo lhe prometeu: «A palavra que ouvistes não é Minha, mas do Pai que Me enviou. Tenho-vos dito isto, estando convosco. Mas o Consolador, o Espírito Santo, que o Pai enviará em Meu nome, Esse ensinar-vos-á todas as coisas e vos recordará tudo o que vos tenho dito». (Jo 14,24-26). E o Senhor, voltando ao assunto, diz: «Quando vier o Consolador, que vos hei-de enviar da parte do Pai, o Espírito da Verdade, que procede do Pai, Ele (…) guiar-vos-á para a verdade total» (Jo 15,26;16,13).
Temos assim assegurada a infabilidade da Igreja, na palavra de Cristo, que é Verdade: «Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida. Ninguém vem ao Pai senão por Mim» (Jo 14,6). O nosso caminho é a palavra de Cristo, confiada à Sua Igreja, sob a assistência do Espírito Santo.
Mas, as vossas perguntas têm ido mais longe: "Entre as várias igrejas que se dizem cristãs, qual é a primitiva e a verdadeira?"
Como vimos, Jesus Cristo escolheu S. Pedro para o designar Chefe e Cabeça da Sua Igreja na terra. Confiou-lhe o depósito da Sua doutrina para ele o guardar e ensinar juntamente com todos aqueles que a ele permanecerem unidos na mesma fé, na mesma esperança e na mesma caridade.
S. João conta-nos que Jesus Cristo, um dia, já depois de ter ressuscitado, esperou na praia os Apóstolos que andavam a pescar, tendo-lhes servido peixe assado e pão, quando desceram da barca. «Depois da refeição, Jesus perguntou a Simão Pedro: «Simão, filho de João, tu amas-Me mais do que estes?» Ele respondeu: “Sim, Senhor, tu sabes que Te amo”. Jesus disse-lhe: “Apascenta os meus cordeiros” Voltou a dizer-lhe segunda vez: «Simão, filho de João, tu amas-Me?» Ele respondeu: “Sim, Senhor, tu sabes que Te amo”. Jesus disse-lhe «Apascenta as minhas ovelhas». Perguntou-lhe terceira vez: «Simão, filho de João, tu amas-Me?» Pedro respondeu-Lhe: «Senhor, Tu sabes tudo, tu bem sabes que Te amo». Jesus disse-lhe: «apascenta as minhas ovelhas» (Jo 21,15-17).
Jesus Cristo confiou à guarda de S. Pedro todo o rebanho que é a Sua Igreja: os cordeiros e as ovelhas, as ovelhas e os pastores. Portanto a verdadeira Igreja de Cristo é constituída por todos aqueles que permanecerem unidos a Pedro pela mesma fé, pela mesma esperança e pelo mesmo amor, que é a caridade de Cristo. Deus é «Caridade»; e por isso, exige do Seu representante um tríplice protesto de Amor.
Na verdade, a Igreja de Deus,  é a Igreja da caridade, do Amor. Isto mesmo pediu Jesus Cristo ao Pai, pouco antes de Se entregar à morte por nós:
«Pai Santo, guarda em Teu nome aqueles que Me deste, para que sejam um, assim como Nós. (…) Não rogo somente por estes, mas também por aqueles que, pela sua palavra, hão-de crer em Mim, para que todos sejam um só; como Tu, ó Pai, estás em Mim e eu em Ti, que também estejam em Nós, para que o mundo creia que Tu Me enviaste e os amaste, como Me amaste a Mim» (Jo 17,11.20-23).
Com estas palavras, Jesus Cristo revela-nos qual deve ser a unidade da sua Igreja: Uma única, uma só. Uma única unidade que não admite partilha: «Dei-lhes a glória que Tu me deste, para que sejam um como Nós somos um» Unidos pela mesma fé, esperança e caridade.»
Antes desta oração a Seu Pai, Jesus demorara-Se longamente a falar com os Seus discípulos, dizendo-lhes a certo momento: «Permanecei em Mim e Eu permanecerei em vós. Como a vara não pode dar fruto por si mesma se não estiver na videira, assim acontecerá convosco, se não estiverdes em Mim. eu sou a videira, vós as varas; quem está em Mim e Eu nele, esse dá muitos frutos; porque sem Mim nada podeis fazer. Se alguém não estiver em Mim, será lançado fora, como a vara, e secará; lançá-lo-ão ao fogo e arderá». (Jo 15,4-6).
Temos aqui bem definida a sorte dos que, desorientados por falsas ideias, pelas tentações do mundo. Do demónio ou da carne, se deixam arrastar e se separam do verdadeiro Corpo Místico de Cristo, que é a Igreja. Sem os seguir, devemos orar e sacrificarmo-nos por eles, para que regressem ao bom caminho, porque Deus não quer que o pecador se perca, mas que se converta e viva.
 Este é o motivo por que Nossa Senhora tanto nos recomendou a oração e o sacrifício pela conversão dos pecadores. «Rezai, rezai muito e fazei sacrifícios pelos pecadores. Vão muitas almas para o Inferno, por não haver quem se sacrifique e peça por elas». (Fátima, 19 de Agosto de 1917).
É assim que a Igreja de Deus é una: uma só, unida pelos laços do perdão, do amor e da fé. É una e católica, universal, como nos ensinou e mandou Jesus: «Ide pelo mundo inteiro e anunciai a Boa nova a toda a criatura. Quem acreditar e for baptizado será salvo, mas quem não acreditar será condenado» (Mc 16,15-16).
 

12.3.16

Chamados à oração

Oração do Anjo da Paz, de Portugal, ensinada a Lúcia, Jacinta e Francisco, os pastorinhos, videntes, de Fátima:
 
 
 
«Meu Deus eu creio, adoro, espero e amo-Vos. Peço-Vos perdão para os que não crêem, não adoram, não esperam e não Vos amam. »
 
Mesmo que nos parecendo, à priori, tão curta e pobre esta oração, a Irmã Lúcia, uma das videntes das aparições de Nossa Senhora em Fátima, tem ainda tanto para nos falar sobre a mesma.
 
Em "Apelos da mensagem de Fátima" lemos o que nos diz:
 
I.                APELO Á FÉ
Desejo agora repassar a Mensagem que o bom Deus, pela Sua Mãe Santíssima, confiou aos humildes pastorinhos da Cova de iria (Fátima), para renovar à humanidade de hoje, nomeadamente aos peregrinos de Fátima, os Seus apelos de sempre.
Dizer peregrinos de Fátima é o mesmo que dizer peregrinos da Paz; creio até que existe um idioma no qual a palavra Fátima significa paz. De qualquer modo, todos somos peregrinos da Paz; por viver em paz: todos desejamos e anelamos por dias de paz, por viver em paz. Mas esta paz não será conseguida, enquanto não tomarmos a Lei de Deus por norma e guia dos nossos passos. Ora, toda a Mensagem de Fátima, é uma chamada de atenção para essa Lei divina. Por isso, vamos segui-la passo a passo, e ela nos indicará o caminho a percorrer.
Quando se deram as Aparições, eu ainda não conhecia esta Lei; dela, tinha apenas uma ideia muito limitada e imperfeita, que possuía qualquer outra criança simples e ignorante, como eu era então, que não soubesse ler nem escrever e vivesse num meio tão desprovido de cultura e ciência, como era aquele em que me encontrava. E apesar de ter passado a viver depois em meios mais cultos, confesso que só muito lentamente é que fui  adquirindo esse conhecimento, pela Luz que Deus me foi dando.
Na verdade, só muito tempo depois de se terem verificado tais acontecimentos e de os termos descrito, é que me foi permitida a leitura do livro da Sagrada Escritura. E foi só então que compreendi o verdadeiro sentido da Mensagem, embora me houvesse sido dado a compreendê-lo já antes, mas em sentido menos concreto.
Primeiro apelo da Mensagem:
Meu Deus eu creio.
Estávamos na Primavera de 1916… Suponho eu, porque então, como criança, não me preocupava de datas, possivelmente nem saberia a quantos se estava do mês! Nessa altura, pois, encontrando-se os humildes pastorinhos de Fátima, na encosta do chamado monte do «Cabeço», ao abrigo de uma rocha a que deram o nome de «Loca», viram a certa distância um jovem, como se fosse de luz, que se aproximava e, ao chegar junto deles, disse:
«Não tenhais medo. Sou o anjo da paz. Orai comigo». E, ajoelhando por terra, curvou a fronte até ao chão, repetindo por três vezes as seguintes palavras:
«Meus Deus, eu creio, adoro, espero e amo-Vos. Peço-Vos perdão para os que não crêem, não adoram, não esperam e não Vos amam».
Em seguida ergueu-se e concluiu dizendo:
«Orai assim; os Corações de Jesus e Maria estão atentos à voz das vossas súplicas»
O primeiro apelo, que Deus nos dirige aqui por meio do Seu enviado, é um apelo à Fé: Meu Deus, eu creio!
(segue…)
II
A Fé está na base de toda a vida espiritual. É pela fé que acreditamos na existência de Deus, no Seu poder, na Sua sabedoria, na sua misericórdia, na sua obra redentora, no seu perdão e no Seu amor de Pai.
É pela fé que acreditamos na Igreja de Deus, fundada por Jesus Cristo, e na Doutrina que ela nos transmite e por meio da qual seremos salvos.
É a luz da fé que guia os nossos passos, conduzindo-nos pela via estreita que leva ao Céu.
É pela fé que vemos Cristo nos nossos irmãos, que os amamos, servimos e ajudamos , quando precisam do nosso auxílio.
É ainda pela fé que nos vem a certeza da presença de Deus em nós; de que estamos sempre sob o olhar de Deus. É este olhar de Luz, omnipotente e imenso, que se estende por toda a parte, que tudo vê, tudo penetra, com nitidez única e própria só do Sol Divino, face ao qual o sol, que vemos e nos alumia, não é mais que pálido reflexo, uma ténue centelha emanada da Luz do imenso Ser que é Deus.
Isto que acabo de dizer-vos, não é novo; di-lo já S. João, no início do seu Evangelho:
«No princípio já existia o Verbo, e o Verbo estava com Deus; e o Verbo era Deus. Ele estava, no princípio, com Deus. Tudo começou a existir por meio d’Ele, e sem ele nada foi criado. N’Ele estava a Vida, e a Vida era a luz dos homens. A luz resplandece nas trevas, mas as trevas não a admitiram» (Jo, 1, 1-5).
Nesta passagem, S. João fala-nos do Ser eterno do Verbo de Deus; diz-nos que tudo por Ele foi criado; tudo recebeu d’Ele o ser que tem. No Seu poder, bondade e sabedoria infinita, Deus comunica a tudo quanto existe os dons necessários à sua subsistência. Por isso, tudo depende d’Ele, e sem Ele nada pode continuar a existir.
… (continua…)
Resumo do 1º Capítulo de: Apelos da Mensagem de Fátima – Autoria: Irmã Lúcia.
 

26.2.16

Não ofendam mais a Deus

"Mas porque é que Deus Se sente tão ofendido com o pecado contra os Seus Mandamentos? A Deus em Si mesmo, propriamente não se atinge. Deus continua sempre o que é: eternamente feliz, grande, poderoso, imenso, fonte de vida e de todos os bens. Mas Deus é amor, e com o pecado diminuímos o amor: não o amor de Deus para connosco, mas o nosso amor para com Deus.

Ao transgredirmos uma das Suas leis, desprezamos a Sua lei, deixamos de amar a Deus. Desprezamos o Seu amor."
 
Irmã Lúcia

20.2.16

1300-crianças-celebram-dia-dos-pastorinhos/

Data de 20 de fevereiro assinala a morte de Jacinta Marto, a mais nova dos videntes da Cova da Iria

Fátima, Santarém, 20 fev 2016 (Ecclesia) – 1300 crianças vão participar hoje à tarde, no Santuário de Fátima, num “Encontro com os pastorinhos”, inserido no Dia dos Pastorinhos que é assinalado por ocasião da data da morte de Jacinta Marto, a 20 de fevereiro.
Segundo uma nota publicada pelo gabinete de imprensa do Santuário de Fátima, a atividade vai decorrer na Basílica da Santíssima Trindade, a partir das 14h30, primeiro “com uma catequese e depois com a oração do Rosário”.
Um momento que “será animado pelas Religiosas da Aliança de Santa Maria e presidido pelo reitor do Santuário”, o padre Carlos Cabecinhas.
A mesma fonte adianta que entre os participantes seguem “cerca de 750 crianças” da Vigararia de Sintra, do Patriarcado de Lisboa, o maior grupo presente; e mais “3 grupos da Diocese de Leiria-Fátima e outros dois da Diocese de Portalegre Castelo-Branco”. 
“Será um momento em que as crianças serão convidadas a recordar a entrega dos pastorinhos, que ofereceram os seus sacrifícios e orações a Nossa Senhora pela conversão dos pecadores e pela paz no mundo”, pode ler-se.
O programa dedicado aos Pastorinhos de Fátima (Francisco, Jacinta e Lúcia) começou esta sexta-feira com um conjunto de momentos de oração na Capela do Santíssimo Sacramento, na Capelinha das Aparições e na Basílica de Nossa Senhora do Rosário de Fátima.
Prosseguiu já esta manhã com a Oração do Rosário, às 10h00, na Capelinha das Aparições, e com uma procissão para a Basílica da Santíssima Trindade, seguida da Missa com bênção das crianças.
O Dia dos Pastorinhos vai terminar com um concerto evocativo “marcado por três momentos que ressoam a mensagem de Fátima - conversão, paz, oração", que começa às 21h00, na Igreja Paroquial de Fátima.
O Santuário recorda que o Dia dos Pastorinhos decorre a 20 de fevereiro porque é a data que assinala o falecimento da beata Jacinta Marto, a mais jovem dos videntes, nascida a 11 de março de 1910.
“Na altura das aparições tinha sete anos. Francisco, o seu irmão, dois anos mais velho, tinha nove. Ambos conviveram de perto com a prima, Lúcia de Jesus, mais velha e com quem partilharam as visões”, relata o santuário mariano.
 

2.2.16

Orações do Anjo da Paz

Em Portugal, no ano de 1916:
 
Lúcia, Jacinta e Francisco, os pastorinhos de Fátima, pastoreavam as ovelhas quando viram um ser luminoso aproximando-se das crianças. Ele tinha os traços de um rapaz de 14 a 15 anos. Era o Anjo da Paz, de Portugal e que lhes disse:
 
 
 
«Não tenham medo. Rezem comigo».
 
Prostrado, com o rosto por terra, ensinou-lhes esta oração:
 
«Meu Deus eu creio, adoro, espero e amo-Vos. Peço-Vos perdão para os que não crêem, não adoram, não esperam e não Vos amam. »
 
Adiantou ainda: «Orai assim. Os Corações de Jesus e Maria estão atentos à voz das vossas súplicas. Então desapareceu. Por vários dias, os pequenos sentiram-se num estado de abatimento físico, de recolhimento, de um silêncio difícil de ser rompido e principalmente de paz interior.»
 
Na segunda aparição fala-lhes sobre o espírito de sacrifício. E depois de lhes pedir que rezassem muito, acrescenta: "Oferecei constantemente ao Altíssimo orações e sacrifícios. "
 
Lúcia pergunta-lhe como se haviam de sacrificar e o Anjo responde:
 
– De tudo o que puderes, ofereçam a Deus sacrifício em acto de reparação pelos pecados com que Ele é ofendido, e súplica pela conversão dos pecadores. Atraí, assim, sobre a vossa Pátria, a Paz. Aceitai e suportai com submissão os sofrimentos que o Senhor vos enviar.
 
Na terceira vez, voltam a notar uma luz que brilha sobre eles. Erguem-se e de novo veem o Anjo que na mão esquerda tinha um cálice, sobre o qual está suspensa uma Hóstia, da qual caem algumas gotas de sangue. O Anjo deixa suspenso no ar o cálice, ajoelha junto deles e fá-los repetir por três vezes:
 
–   Santíssima Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, ofereço-Vos o Preciosíssimo Corpo, Sangue, Alma e Divindade de Jesus Cristo, presente em todos os sacrários da terra, em reparação dos ultrajes, sacrilégios e indiferenças com que Ele mesmo é ofendido. E, pelos méritos infinitos do Seu Santíssimo Coração e do Coração Imaculado de Maria, peço-Vos a conversão dos pobres pecadores.

Levantando-se depois, Dá a Lúcia a Hóstia Sagrada e o Sangue do cálice dividiu-O pela Jacinta e o Francisco, dizendo ao mesmo tempo: – Tomai e bebei o Corpo e o Sangue de Jesus Cristo, horrivelmente ultrajado pelos homens ingratos! Reparai os seus crimes e consolai o vosso Deus. E prostrando-se de novo em terra, repetiu com as crianças, outras três vezes a mesma oração e por fim, desapareceu.

Palavras de Lúcia, mais tarde, sobre o que lhes sucedeu:  «A força da presença de Deus era tão intensa que nos absorvia e aniquilava quase por completo. Parecia privar-nos até do uso dos sentidos corporais por um grande espaço de tempo. Nesses dias, fazíamos as ações materiais como que levados por  esse mesmo ser sobrenatural que a isso nos impelia. A paz e felicidade que sentíamos era grande, mas só íntima, completamente concentrada a alma em Deus. O abatimento físico que nos prostrava também era grande».
 
Tomemos para nós também, as orações ensinadas pelo Anjo da Paz e os conselhos dados.
Ámen.