Mostrar mensagens com a etiqueta sofrimento. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta sofrimento. Mostrar todas as mensagens

3.5.20

Santo Padre Pio

São Padre Pio de Pietrelcina
 
"Convém que te familiarizes com os sofrimentos que Jesus resolveu mandar-te, assim como deves aprender a conviver com eles. Agindo desta maneira, quando menos pensares em te livrares deles, Jesus, que não pode sofrer muito tempo vendo-te aflita, virá consolar-te com presteza, confortando-te com uma coragem nova que infundirá no teu coração."
 
(Assim seja - Ámen)
 
 
 
 

2.4.20

A Medalha Milagrosa

                                                                     A MEDALHA MILAGROSA

Medalha Milagrosa: um sinal que surgiu numa enorme crise social, política e económica - 1830, Paris em chamas: Nossa Senhora, porém, trouxe um sinal!
 
Quando Nossa Senhora apareceu para a jovem noviça Catherine Labouré na capela das Filhas da Caridade, na Rue du Bac, em Paris, a cidade estava em crise. A Revolução de Julho de 1830 tinha destituído o monarca francês e deixado à deriva os trabalhadores, que, desempregados e furiosos, organizaram mais de 4.000 barricadas pela capital.
 
As três aparições testemunhadas por Catherine originaram a devoção popular pela Medalha Milagrosa.
Na segunda dessas aparições, Maria se revelou sobre um globo com raios de luz que irradiavam de suas mãos. Em torno de Maria, em forma oval, apareciam as palavras “Oh Maria concebida sem pecado, rogai por nós que recorremos a vós“.
 
 Na visão de Catherine, o verso dessa imagem mostrava a letra “M”, encimada por uma cruz, e, abaixo, dois corações. O Sagrado Coração de Jesus estava coroado por espinhos; o Imaculado Coração de Maria estava cercado por rosas e trespassado por uma espada.
 
Catherine relatou que Nossa Senhora a tinha instruído a mandar fazer uma medalha baseada nessa visão, prometendo abundantes graças para todos os que a usassem com confiança. Dois anos depois, uma avassaladora epidemia de cólera arrancou a vida de mais de 20.000 parisienses. As irmãs distribuíram a medalha milagrosa e logo começaram a ser relatados vários casos de cura, bem como de proteção contra a doença.
 
A medalha de Maria também desatou alguns eventos surpreendentes. Oito anos após a epidemia, a capela da Rue du Bac voltou a receber aparições. A Mãe de Deus apareceu desta vez para a irmã Justine Busqueyburu, confiando a ela o Escapulário Verde do seu Coração Imaculado para a conversão dos pecadores, em particular dos que não têm fé.
 
Dois anos depois, o banqueiro francês Alphonse Ratisbonne, ateu, membro de uma destacada família judaica, se converteu ao catolicismo. Ratisbonne tinha visitado Roma usando por brincadeira a medalha milagrosa. Ao visitar a famosa igreja barroca de Sant’Andrea delle Fratte, em 20 de janeiro de 1842, recebeu ele próprio uma aparição de Maria. Ratisbonne se converteu ali mesmo.
 
“Ele não conseguia explicar como tinha passado do lado direito da igreja para o altar lateral oposto… Tudo o que ele sabia era que, de repente, estava de joelhos perto daquele altar. No começo, conseguiu ver claramente a Rainha do Céu em todo o esplendor da sua beleza imaculada, mas não pôde continuar olhando para o brilho daquela luz. Por três vezes tentou olhar novamente para a Mãe de Misericórdia; por três vezes foi incapaz de levantar os olhos para além das mãos abençoadas de Maria, da qual fluía, em raios luminosos, uma torrente de graças“.
 
Alphonse Ratisbonne se tornou sacerdote jesuíta e fundou mais tarde a congregação religiosa dos Padres e Irmãs de Sião em Jerusalém.
 
Catherine Labouré morreu mais de trinta anos depois, ainda como freira de clausura no convento de Paris. Seus restos mortais foram encontrados incorruptos em 1933. Ela foi canonizada em 1947 pelo papa Pio XII.

28.2.20

Desprezo

Tem-se sentido desprezado pelas pessoas?

« Com efeito, é coisa agradável a Deus sofrer contrariedades e padecer injustamente, por motivo de consciência para com Deus. Que mérito teria alguém se suportasse pacientemente os açoites por ter praticado o mal? Ao contrário, se é por ter feito o bem que sois maltratados, e se o suportardes pacientemente, isto é coisa agradável aos olhos de Deus. Ora, é para isso que fostes chamados. Também Cristo padeceu por vós, deixando-vos exemplo para que sigais os seus passos. Ele não cometeu pecado algum, nem se achou falsidade em sua boca (Is 53,9).
 
Ele, ultrajado, não retribuía com idêntico ultraje; ele, maltratado, não proferia ameaças, mas entregava-se àquele que julga com justiça ». 1 Pedro 2,19-23
 
 

8.2.20

Eutanásia (?)

“A Eutanásia não acaba com o sofrimento, acaba com uma vida”, diz Bispo de Braga”
 
Eutanásia: Bispo de Braga envia Carta aberta a deputados portugueses.
 

As declarações de Dom Nuno Almeida estão expressas em uma carta aberta dirigida aos deputados portugueses para considerar que “Com a eutanásia e o suicídio assistido provoca-se deliberadamente a morte de outra pessoa (matar) ou presta-se ajuda ao suicídio de alguém (ajudar a que outra pessoa “se mate”).
 
“A eutanásia não acaba com o sofrimento, acaba com uma vida!”.
Através do site da Arquidiocese de Braga, numa carta aberta dirigida aos deputados da Assembleia da República o Bispo afirma que “a eutanásia não acaba com o sofrimento, acaba com uma vida!”.
Dom Nuno Almeida considera que, tanto a eutanásia, quanto a obstinação terapêutica, “desrespeitam o momento natural da morte (deixar morrer) “, dado que a primeira antecipa esse momento e a segunda “prolonga-o de forma artificialmente inútil e penosa”.
 
Se eu fosse Deputado… respeitaria o momento natural da morte
 
A Assembleia da República agendou para 20 de fevereiro o debate em torno de sobre a despenalização da eutanásia em Portugal.
“Se neste momento fosse deputado pensaria conscientemente, livremente e responsavelmente nas pessoas, especialmente nas mais frágeis.
 
No momento de decidir o voto não poderia dar prioridade a estratégias políticas, ideológicas ou a orientações partidárias”, afirma Dom Nuno em sua carta aberta.
O Bispo auxiliar de Braga afirma também em sua carta que se fosse deputado o seu “voto seria não” e realça que como cidadão e como crente, diz “não à Eutanásia e ao suicídio assistido”.
 
A vida não é objecto, é dom de Deus
 
Dom Nuno recorda que há doentes que se sentem mortos “psicológica e socialmente”. Eles “mergulharam numa vida sem sentido e experimentam a mais profunda solidão” de onde vem um questionamento: “quererão realmente morrer ou quererão sentir-se amados”.
 
Em sua carta aberta o Prelado sublinha que, para os crentes, a vida “não é um objecto” de que se possa dispor arbitrariamente, mas “é dom de Deus e uma missão a cumprir” e conclui que “não é lógico contrapor o valor da vida humana ao valor da liberdade e da autonomia”.
 
Por que respeitar a vontade expressa num momento, e não noutro?
Sabe-se que “nunca pode haver a garantia absoluta” que o pedido de eutanásia “é verdadeiramente livre, inequívoco e irreversível”, pois, é sabido que, em fases terminais, “sucedem-se momentos de desespero, alternando com outros de apego à vida”, destacou Dom Nuno Almeida para, em seguida questionar: Que certeza pode haver de que o pedido da morte é bem interpretado, talvez mais expressão de uma vontade de viver de outro modo, sem o sofrimento, a solidão ou a falta de amor experimentados, do que de morrer?”, são perguntas cogentes que o bispo auxiliar de Braga faz aos deputados portugueses em sua carta aberta sobre a Eutanásia endereçada aos deputados da Assembleia da República.
 
Fonte - e subscrevo:
 
 



 

16.8.16

Sofrimento


Espinhos - II

Como um cirurgião, um amigo fiel pode, às vezes, chegar a ferir-nos - a cortar-nos -,  mas
para o nosso maior bem. Jesus sofreu o Jardim de Getsémani, onde ainda hoje crescem as
mesmas oliveiras, cujos frutos podemos colher:

"Eu sou a verdadeira vida e meu Pai é o agricultor. Todo o ramo que em mim não produz fruto
Ele corta-o, e todo o que produz fruto, poda-o, para que produza mais fruto ainda" (Jo 15,1-2).

"Meu Deus, nunca Vos agradeci pelos meus espinhos. Agradeci as rosas recebidas; porém, nem
uma só vez os meus espinhos... Mostrai-me que foi pela vereda da dor que cheguei a Vós.
Fazei-me compreender que as minhas lágrimas se transformaram em arco-iris. Ah! esses
espinhos terríveis, pontiagudos, ferinos!... Que peso imenso de glória eterna eles podem
representar para mim!"

G. Mattheson.


[Momentos - Ed. Paulistas]

Img: https://paralemdoagora.wordpress.com/2014/01/13/a-rosa-e-seus-espinhos/
 
 
 

Sofrimento

 
Espinhos
 
Sugestão de resposta para o Sofrimento físico e mental:
 
"Imagina que és uma casa viva. Deus vem para reconstruir essa casa. A princípio, talvez
consigas entender o que Ele faz... Mas suponhamos que, depois Ele começa a martelar a casa,
de maneira a causar estragos incríveis, que aparentemente não têm sentido.
Será possível?! Que estará Ele pensando fazer?
A explicação consiste no facto de que Ele está construindo outra totalmente diferente daquela
em que pensaste... Está construindo um palácio. Ele mesmo pretende instalar-Se nele para lá
morar definitivamente."
 
C.S. Lewis
 
"Lembrai-vos de que modo o Senhor vosso Deus vos conduziu durante todo o percurso através
do deserto, nestes quarenta anos, a fim de vos humilhar, de vos pôr à prova e de conhecer o
fundo do vosso coração: ireis guardar ou não os Seus mandamentos?" (Dt 8,2).
 
«Basta-te a Minha graça» (2Cor 12,9)
 
1.
 

21.6.16

Um alegre passeio espiritual

 
 Passeando pela Espiritualidade do Papa João Paulo II num "mix" de perguntas que lhe são
feitas sobre vários temas e de suas respostas - como estas:
 
Como reza o Papa?
 
- Respondo-vos: como qualquer cristão, fala e escuta. Às vezes, reza sem palavras e é nessa
altura que mais escuta. O mais importante é precisamente aquilo que ele ouve. Também
procura unir a oração às suas obrigações, às suas actividades, ao seu trabalho e unir o seu
trabalho à oração.
(...) Orar significa também calar e escutar o que Deus nos quer dizer.
 
A oração deve abraçar tudo o que faz parte da nossa vida. Não pode ser algo suplementar ou
secundário. Tudo deve encontrar nela a sua própria voz. Também tudo aquilo que nos oprime,
aquilo de que nos envergonhamos e o que pela sua natureza nos afasta de Deus.
Sobretudo isto. A Oração é sempre o que, em primeiro lugar, e essencialmente, derruba a
barreira que o pecado e o mal podem ter erguido entre nós e Deus.
 
A Oração é o reconhecimento das nossas limitações e da nossa dependência: vimos de Deus,
somos de Deus e para Deus voltamos.
Portanto, não podemos senão abandonar-nos nEle, nosso Criador e Senhor, com plena e total
confiança.
O homem não pode viver sem rezar, tal como não pode viver sem respirar. 
A Oração é também uma arma para os fracos e para quantos sofrem alguma injustiça. É arma 
da luta espiritual que a Igreja trava no mundo, pois não dispõe de outras armas.
 

Sofrimento
 
No Evangelho é possível encontrar a resposta satisfatória para todas as questões que
amarguram o homem.
Um sofrimento suportado com paciência converte-se, de certo modo, em oração e em fonte
fecunda de Graça. Por isso, quero pedir a todos vós: convertei as vossas casas, os vossos lares
em capelas, contemplai a imagem de Cristo na Cruz e pedi por nós, oferecei sacrifícios por nós.
 
Não sofrestes, não sofreis em vão! A dor amadurece o vosso espírito, purifica o vosso coração;
dá-vos um sentido real do mundo e da vida, enriquece-vos de bondade, de paciência e -
ouvindo ressoar no vosso espírito, a promessa do Senhor: "Bem-aventurados os que choram,
porque serão consolados" - tereis a sensação de uma paz profunda, de uma alegria perfeita, de
uma esperança gozosa.
 
Aceitai o vosso sofrimento como se fosse o seu Abraço e transformai-o em Benção.
Aceitai-o juntamente com Ele, das mãos do Pai, que precisamente desse modo opera a vossa
perfeição, com uma sabedoria e um amor insondáveis, sim, mas também indubitáveis.
 
 
Família
 
A todos vós, casais cristãos - casais e pais - faço o seguinte convite: Caminhai com Cristo!
É Ele Quem vos leva à descoberta da dignidade do compromisso que haveis contraído, É Ele
Quem confere um valor imenso ao vosso amor conjugal. É Ele, Jesus Cristo, Quem pode
realizar em vós muito mais do que podeis pedir ou imaginar.
 

Paz
 
A verdadeira reconciliação entre homens que são adversários e inimigos entre si, só é possível,
se se deixarem, simultaneamente, reconciliar com Deus.
 

O Segredo da Felicidade
 
Caminhai ao encontro de Cristo. Só Ele é a Solução para todos os vossos problemas.
 

A Cruz
 
A cruz significa dar a vida pelo irmão, para poder salvá-la juntamente com a sua.
A cruz significa que o amor é mais forte que o ódio e a vingança, que é melhor dar que receber
e que a entrega é mais eficaz que a exigência.
A cruz significa que não há fracasso sem esperança, sombras sem luz, tormenta sem porto de
salvação.
A cruz significa que o amor não tem fronteiras: sai ao encontro do teu próximo e não esqueças
quem está afastado!
A cruz significa que Deus é sempre maior que nós, os homens. Maior do que o nosso próprio
fracasso. E que a vida é mais forte do que a morte.

 
Virgem Maria
 
Dirigi-vos com frequência a Maria nas vossas orações porque "jamais se ouviu dizer que algum
daqueles que tenha recorrido à sua protecção, implorado a sua assistência e recorrido à sua
intercessão, fosse por Ela desamparado".
 
 
[Espiritualidade, S. João Paulo II, Sofrimento, Cruz, Família, Paz, Oração]
 
 

2.6.16

Do sofrimento e da maldade

Num mundo, onde os Direitos Humanos são violados diariamente, o sofrimento faz mais vítimas que a maldade.
 
 
 
Esta frase-advertência de Paulo VI projecta luz sobre esta constatação: Os maus não são bons, porque os bons não são melhores.

19.5.16

Dor, sofrimento e cura

 

Precisamos de curar as feridas. Somos os semeadores da paz e da esperança no mundo. Se não curamos, uma a uma, as feridas, depressa começaremos a respirar por elas, e pelas feridas só se respira ressentimento. 

 


 
Meu Pai, em Ti me abandono.
A pessoa que relembra os acontecimentos dolorosos parece-se com alguém que tome nas mãos uma brasa ardente. A pessoa que alimenta o rancor contra o irmão é como quem atiça a chama da febre. Quem se queima? Quem sofre mais, aquele que odeia ou aquele que é odiado, aquele que inveja ou aquele que é invejado?

 
Como um bumerang, o que sinto contra o irmão destroi-me a mim mesmo. Quanta energia inutilmente desperdiçada!

 
É ridículo que eu viva cheio de ira contra aquele que me fez aquilo, quando ele continua feliz «bailando» na vida, tão despreocupado comigo que nem sequer se interessa de saber se estou vivo ou morto. A quem prejudica essa ira?

 
A vida foi-nos dada para sermos e tornarmos felizes os outros. Faremos os outros felizes na medida em que nós mesmo o formos. O Pai colocou-nos num jardim.
Nós é que transformamos o jardim em vale de lágrimas com a nossa falta de fé, de amor e de sabedoria.

 
Só sei uma coisa: que Ele sabe tudo e que nós não sabemos nada. Sei também que me quer muito e que o que Ele permite é o melhor para mim. Fecho, pois, a boca e aceito, em silêncio e paz, todos e cada um dos acontecimentos que, na altura, tanto me fizeram sofrer. Faça-se a sua vontade. Meu Pai, em Ti me abandono.
 
 

[Dor, cura, sofrimento - I. Larragñaga]