12.5.16

A caminho de Fátima

Peregrinos
 
Este ano tem sido mais difícil: sob chuvas torrenciais, trovões, lamaçais, vento, frio e tudo o mais.
O caminho faz-se, unicamente pela via da fé e do amor a Jesus e Sua Mãe Santíssima que por todos nós vela.
 
De terço na mão, recitado com devoção. Maria é Mãe! Cuida de seus filhos, e esses, a Si se confiam!
 
 
Rogai por nós, Santa Mãe de Deus, que recorremos a Vós!
 
Dizem que somos loucos, sim, e têm razão: pelo amor de Deus e a esta devoção a Sua Mãe que a Ele nos confia!
 
Mergulhados em lama caminhamos, seguimos, sequiosos de um verdadeiro abraço de Mãe. Mãe de Jesus e nossa Mãe. Tão amorosa para connosco...
 
Salvé  Rainha,
Mãe de Misericórdia
Vida , doçura e esperança nossa.
A Vós bradamos, os degredados filhos Eva,
A vós nos confiamos, gemendo e chorando
neste vale de lágrimas.
Eia pois, advogada nossa,
esses vossos olhos misericordiosos a nós volvei, e depois deste desterro nos mostrai Jesus, bendito fruto do vosso ventre.
Ó clemente, ó piedosa, ó doce sempre Virgem Maria.
Rogai por nós, Santa Mãe de Deus.
Para que sejamos dignos das promessas de Cristo.
Amen!

Salve Regina, Mater misericordiae, vita, dulcedo, et spes nostra salve.
 Ad te clamamus, exsules filii Hevae;
 Ad te suspiramus, gementes et flentes in hac lacrimarum valle.
 Eia ergo, advocata nostra illos tuos misericordes oculos ad nos converte.
 Et Jesum, benedictum fructum ventris tui, nobis post hoc exilium ostende.
 O clemens, O pia, O dulcis Virgo Maria.

 Ora pro nobis, sancta Dei Genitrix.
 Ut digni efficiamur promissionibus Christi.
Amen.
 
Prosseguimos, caminhamos e finalmente chegamos prontos para este abraço -  de Comunhão e de Fé. A Jesus, Maria e São José! Deus é Pai - Todo Amor - que nos acolhe e perdoa...
 
E nos abençoa, ámen!
 
 
 
 

11.5.16

Espírito Santo

«Ele guiar-vos-á para a verdade total...
Ensinar-vos-á todas as coisas e vos recordará tudo o que vos tenho dito»
(Jo, 13:14)

Vinde, Espírito Santo, terníssimo Consolador.
Minha alma suspira por Vós, meu coração tem sede de Vós.
Só Vós podeis saciar os meus anseios, só Vós podeis fazer-me feliz.
Divino Esposo, não rejeiteis a morada de meu pobre coração. Sim,
 Meu coração é impuro,
 Mas podeis purificá-lo.
 Meu coração é tenebroso,
 Mas podeis iluminá-lo.
 Meu coração é mau,
 Mas podeis saciá-lo de amor.
 Meu coração é triste,
 Mas podeis consolá-lo.
 Meu coração é fraco,
 Mas podeis fortalecê-lo.
 Meu coração é frio,
 Mas podeis abrasá-lo.
 Meu coração é terreno,
 Mas podeis enchê-lo de desejos celestiais.
 Meu coração é pecador,
 Mas podeis orná-lo de todas as virtudes.
 Meu coração é inconstante,
 Mas podeis torná-lo perseverante.
Vinde, pois, ó Espírito Santo, Pai dos pobres,
vinde, inundai-me de Vosso amor.
Ámen.

Beato Bártolo Longo

Vale a pena conhecer a história da sua conversão.

Numa manhã de outubro de 1872, um homem ainda jovem, profundamente preocupado, passeia pelos arredores de Pompéia. Nada lhe importam as históricas ruínas da cidade sepultada pela erupção do Vesúvio no ano de 79. Uma dúvida o atormenta: "Depois de uma vida péssima, arrependi-me e encetei o caminho da conversão. Mas... conseguirei salvar minha alma?"
Em determinado momento, uma voz interior lhe fala no fundo da alma: "Se queres salvar-te, propague a devoção do Rosário. É uma promessa da Virgem Maria".
Num sobressalto de júbilo, ele levanta o rosto e as mãos para o Céu e brada: "Ó Maria, se é verdade que prometeste a São Domingos que quem difunde o Rosário se salva, eu me salvarei, porque não sairei desta terra de Pompéia sem ter aqui propagado essa santa devoção".
Nesse instante soa o velho sino da igreja próxima, para o Ângelus de meio dia. O homem ajoelha-se, reza e chora.
 
Chora de alegria, pois compreende que a Rainha dos Apóstolos acabava de lhe dar uma grande missão...
 
No coração de Bártolo Longo estava plantada a semente do futuro Santuário de Nossa Senhora do Rosário de Pompéia, centro internacional de irradiação dessa devoção mariana, e sede de várias obras de beneficência e de formação da juventude.
 
 

7.5.16

Bilhetes do Céu (6) - Adoremos

A D O R E M O S
 
 
 
 
Santo Agostinho - Eucaristia
 

Oremos!

Orar não é fácil

Na minha opinião, uma coisa que prejudica e desorienta as almas é dizer-se que é fácil rezar, tão fácil como conversar com o pai, a mãe, ou com um amigo. Compreendo que seja fácil fazer uma oração vocal, umas petições comunitárias, umas jaculatórias ou uma comunicação superficial com Deus.
Mas aprofundar os imperscrutáveis mistérios de Deus, acostumar e habilitar as faculdades psicológicas ao crescimento da graça, condicionando esse crescimento aos vaivéns da estrutura humana, continuar a avançar pelas encostas  obscuras e  fatigantes das exigências de Deus para a união transformadora... Esse processo é de enervante lentidão e dificuldade. Entre as acções humanas, o avançar a fundo na vida com Deus é a operação mais complexa e difícil.
(...) Seja como for, com pouca oração, sem perseverança nem disciplina, não podemos esperar uma forte experiência de Deus, nem tampouco uma transformação da vida nem, portanto, profetas que resplandeçam.

* * *
Orar é uma arte


Embora rezar seja fundamentalmente obra da graça, é também uma arte; e como arte está sujeita, a nível psicológico, a normas de aprendizagem como qualquer actividade humana. Rezar bem exige, pois, método, ordem e disciplina. Numa palavra técnica.

Compreendo que para uma simples camponesa, sem necessidade alguma, Deus, por meio de graças infusas e gratuidades extraordinárias, pode desvendar insondáveis panoramas do mistério do Seu Ser e do Seu Amor. Mas essas graças não se merecem nem se conseguem à força. Recebem-se independentemente de todo o cálculo e lógica porque são gratuitidade absoluta.

A técnica sem a graça, não conseguirá nenhum resultado. Mas, em sentido inverso, observei muitas vezes, com um simples olhar, que «fortes apelos», almas dotadas de alta potência, ficaram nas primeiras rampas da vida com Deus, por falta de esforço ou disciplina, quando na realidade tinham «recebido» asas e motores para ascensões extraordinárias.

Pensemos quantos anos são precisos, quantas energias e pedagogias para qualquer formação humana: um pintor, um compositor, um profissional técnico. Se rezar, entre outras coisas, é uma arte, não sonhemos alcançar um alto estado de vida com Deus sem energia, ordem e método.

(...) Deus submete-nos às leis evolutivas da vida, tal como no caso do grão de mostarda: é uma semente insignificante quase invisível. Semeada, passam dias e semanas, e parece que  nada vai acontecer. Entretanto, ao fim de certo tempo, começa a surgir algo como o projecto de uma planta que quase não se vê. Passados meses, cresce, cresce até que se torna um espesso arbusto, lança ramos e vêm pássaros fazer nele os seus ninhos (Mc. 4, 30-33).

Este processo lento e evolutivo é válido para toda a vida, para o crescimento na oração, na vida fraterna, para plasmar na nossa vida a Imagem de Nosso Senhor Jesus Cristo.

IGNACIO LARRANÃGA
oração - 1

5.5.16

Bilhetes do Céu (5)

 
São João Crisóstomo  - Eucaristia

Este é o grande momento da fé.


O crente «adulto» não tem a preocupação de «meter» Deus na claridade  duma indução aristotélica. Sabe perfeitamente que o Deus da fé, embora «demonstrável» com certeza absoluta, continuará a ser um mistério distante, de que a nossa inteligência jamais poderá «apoderar-se» enquanto formos vivos.
Que faz? O «adulto» na fé supera todas as distâncias e limitações inerentes à fé, saindo de si mesmo; desprende-se de todos os artimos intelectuais que o raciocínio lhe proporciona e dá o grande salto no vazio, em plena noite escura, abandonando-se ao absolutamente Outro. É um salto no vazio porque o crente abandona as «razões» e deixa-se cair nesse abismo profundo que é o mistério.

 * * *

Este é o grande momento da fé.

É este o acto radical onde vai buscar todo o seu mérito e valor transformante.  Só tem valor a crença na luz quando se vive na noite.

Eu creio que que por trás deste silêncio respiras Tu.
Eu creio que por trás desta escuridão brilha o teu Rosto.

Ainda que tudo me saia mal, ainda que chovam os infortúnios, eu creio que me amas.
Ainda que tudo pareça fatalidade, mesmo que nos pareça que o absurdo do mundo, mesmo diante do espectáculo de homens a odiar e de crianças a chorar, mesmo ao ver que reina a tristeza e que mataram a pomba da paz, nem que me atormente a vontade de morrer..., eu creio, eu entrego-me a Ti. Sem Ti, que sentido teria esta vida? Tu és a vida eterna.

Esta é a fé que transporta montanhas e dá aos crentes uma consistência indestrutível. Com este "salto" se compreende que o acto de fé  seja obséquio. Sem dúvida que a fé, da parte de Deus, é dom, o primeiro dom. Mas, segundo me parece, da parte do crente há um belo e fundamental  acto de gratuitidade. É gratuito da parte do homem porque, para dar essa adesão vital, o crente não dispõe de motivos empíricos nem de razões aquietantes.
Em plena obscuridade, lança-se nos braços do Pai, a quem não vê, sem ter outro motivo nem outra segurança  que não seja a Sua Palavra. Há muita gratuitidade (e mérito) , da parte do homem, no acto de fé. E, repetimos, é o máximo acto de amor.
De tudo o que fica dito se depreende claramente que a fé, adulta não é principalmente adesão intelectual às verdades, doutrinas, dogmas, mas sim uma adesão vital e comprometedora duma Pessoa. Trata-se de assumir uma Pessoa e, ao assumi-la, assume-se também toda a Sua Palavra que condiciona e transforma a vida do crente.

«Fé significa não apenas ter algo por verdadeiro, nem é mera confiança.
Crer significa dizer amen a Deus, confiar e basear-se nele. Crer significa deixar Deus ser totalmente Deus, ou seja, reconhecê-Lo como a única razão e sentido da vida.
A fé, é pois, o existir na receptividade e na obediência.»  -
[walter kasper]
 
 
IGNACIO LARRANÃGA

4.5.16

A procura do invisível

A PROCURA DO INVISÍVEL
 
A pergunta é feita de uma procura. O homem procura Deus. O jovem compreende, no mais profundo de si próprio, que tal procura é a lei interior da sua existência. O ser  humano procura a sua vida no mundo visível e, através do mundo visível, procura o invisível ao longo da sua viagem espiritual. Cada um de nós tem a sua história pessoal e tem dentro de si o desejo de ver Deus, um desejo que se sente no momento exacto em que se descobre o mundo criado. Este mundo é maravilhoso e rico, desdobra perante a humanidade as suas inúmeras riquezas, seduz, atrai tanto a razão como a vontade. Mas, no fim de contas, não enche o espírito. O homem apercebe-se  de que este mundo, na diversidade das suas riquezas, é superficial e precário; num certo sentido, está destinado à morte.
 
PERGUNTAS PROFUNDAS
 
Hoje tomamos ainda mais consciência da fragilidade da nossa terra, com demasiada frequência degradada pela própria mão do homem a quem o Criador a confiou.

Quanto a esse mesmo homem, vem ao mundo, nasce do ventre materno, cresce e amadurece; descobre a sua vocação e desenvolve a sua personalidade no decurso dos anos de actividade, depois aproxima-se o momento em que tem de deixar este mundo. Quanto mais longa é a sua vida, mais o homem se apercebe da sua própria precaridade, e mais se põe a questão da imortalidade: o que há para além da fronteira da morte? Então, no silêncio do ser, surge a pergunta feita Àquele que venceu a morte:

«Mestre, onde moras?» Mestre, Tu que amas e respeitas a pessoa humana, Tu que partilhaste o sofrimento com o homem, Tu esclareces o mistério da existência humana, fazes descobrir o verdadeiro sentido da nossa vida e da nossa vocação!
 
A RESPOSTA DA IGREJA
 
«Mestre, onde moras?»
 
A Igreja responde todos os dias: Cristo está presente na Eucaristia, o sacramento da sua morte e ressurreição. Nela e através dela, conhecereis a morada de Deus vivo na história do homem. Porque a Eucaristia é o sacramento do amor que vence a morte; é o sacramento da Aliança, uma pura dádiva de amor para a reconciliação dos homens; é a dádiva da presença real de Jesus, o Redentor, no pão que é o seu Sangue derramado por todos. Através da Eucaristia, incessantemente renovada em todos os povos do mundo, Cristo constitui  a sua Igreja; uni-vos nos louvores e nas acções de graças pela salvação, na comunhão que apenas o amor infinito pode selar. A nossa  reunião mundial ganha, assim, todo o seu significado, através da celebração da Missa. Jovens, meus amigos, que a vossa presença seja uma verdadeira adesão de fé! Eis que Cristo responde à vossa pergunta e, ao mesmo tempo, às perguntas de todos os homens que rodeiam o Deus vivo. Responde com o seu convite: este é o meu Corpo, comei todos. E confia ao Pai o desejo supremo nessa mesma comunhão de todos aqueles que ama.
 
São João Paulo II
 
 

3.5.16

Santos do dia: Filipe e Tiago

 
REDAÇÃO CENTRAL, 03 Mai. 16 / 07:30 am (ACI).- A Igreja recorda neste dia 3 de maio os santos apóstolos Filipe e Tiago, que morreram como mártires por causa de sua fé em Cristo.
São Filipe nasceu em Betsaida e foi discípulo de São João Batista. Foi um dos primeiros apóstolos chamados por Jesus. Foi ele quem perguntou a Jesus sobre a distribuição dos pães: “Como vamos dar de comer a tanta gente?” (Jo 6,5-7) e também foi a ele que recorreram os pagãos que queriam conhecer o Senhor. (Jo 12 20-22). Além disso, Filipe pediu a Cristo na Última Ceia: “mostra-nos o Pai” (Jo 14,8-11).
Além disso, Filipe foi também quem pediu permissão a Jesus para ir enterrar seu pai. “Segue-me e deixa que os mortos enterrem seus mortos” (Mt 8,22), respondeu-lhe o Senhor.

Depois da ascensão, Filipe recebeu o Espírito Santo em Pentecostes, junto com os outros apóstolos e a Virgem Maria. Mais tarde, ele foi evangelizar a região da Frígia, atual Turquia, Hungria, Ucrânia e Rússia oriental.
São Filipe foi martirizado e morreu crucificado e apedrejado em Hierápolis. No século VI, as relíquias do apóstolo foram levadas para Roma e colocadas na Basílica dos Doze Apóstolos. O Martirológio da Idade Média celebrava sua festa no dia 1º de maio, mas a data foi alterada para 03 de maio.
São Tiago é chamado de “filho de Alfeu” e também é conhecido como “o primo do Senhor”, porque sua mãe era parente da Virgem. A ele é creditada a autoria da primeira epístola católica. Um de seus mais profundos e famosos provérbios é: “A fé sem obras é morta”.
Também se encontra nos Atos dos Apóstolos referências ao apóstolo assinalando que era muito querido pela Igreja de Jerusalém e que o chamavam “o bispo de Jerusalém”. São Paulo o considera em sua carta aos Gálatas, junto com São Pedro e São João, um dos principais pilares da Igreja. Além disso, o apóstolo dos gentios diz que depois de sua conversão foi visitar Pedro, mas não encontrou nenhum discípulo a não ser São Tiago. Inclusive na última visita de São Paulo a Jerusalém, este foi direto para a casa de São Tiago, onde se reuniu com todos os líderes da Igreja de Jerusalém. (At 21,15).
Nos registros históricos da época, São Tiago é chamado “O Santo”. Os fiéis asseguravam que ele nunca tinha cometido um pecado grave, não bebia nem comia carne. O apóstolo passava muito tempo orando e, por isso, teve calos nos joelhos.
Em suas orações, pedia perdão a Deus pelos pecados do seu povo. Por essa razão, as pessoas o chamavam “O que intercede pelo povo”. Essas ações comoveram muitos judeus que, pelo exemplo de São Tiago, se converteram.
O êxito da sua evangelização provocou indignação entre os fariseus e os escribas. Portanto, em um dia de festa, o sumo sacerdote Anás II, aproveitando a multidão, disse: “Nós rogamos que já que o povo sente por ti grande admiração, apresente-se diante da multidão e lhes diga que Jesus não é o Messias ou redentor”. Frente a esse pedido, São Tiago respondeu: “Jesus é o enviado de Deus para a salvação dos que querem se salvar. E um dia o veremos sobre as nuvens, sentado à direita de Deus”.
Os sumos sacerdotes se enfureceram com essa resposta, pois temiam que todos os judeus a se convertessem ao cristianismo. Então, tomaram São Tiago, levaram-no para a parte mais alta do templo para precipitá-lo lá de cima. De joelhos enquanto rezava: “Deus Pai, eu te rogo que os perdoe, porque não sabem o que fazem”.
 
 
S. Filipe e S. Tiago, rogai por nós.

1.5.16

Preparando-me uma vez mais, para seguir em grupo até Fátima.

Já tão pouco falta para dia 13! Nunca é fácil. Surgem repentinamente, do nada, obstáculos a ultrapassar. Muitas e lindíssimas histórias a contar. Experiências únicas para nunca mais esquecer.
 
Depois, durante o ano, é então aqui que muitas vezes me ligo também para a oração do terço.

 
 
Capelinha das aparições - Fátima
 
Maria, Mãe de Jesus, abençoa todos os peregrinos que já vão a caminho, chegando. Chama-nos, esperai por nós que recorremos (alegremente) a Vós!
 
PÁGINA OFICIAL
Santuário de Fátima
http://www.fatima.pt/pt/pages/transmissoes-online
 
 

Rezai o Terço todos os dias

 
 
A 13 de Outubro de 1917, era já imensa a multidão que acorrera à Cova da Iria: entre 50 a 70 mil pessoas.
A maior parte de toda essa gente, havia chegado de véspera e ali passara a noite.
Chovia torrencialmente e o solo transformara-se num imenso lodaçal. A multidão rezava o Terço, quando, à hora habitual, Nossa Senhora apareceu sobre a azinheira:
 
- Que é que Vossemecê nos quer?
- Quero dizer-vos que façam aqui uma capela em minha honra; que sou a Senhora do Rosário; que continuem a rezar sempre o Terço todos os dias.
A guerra vai acabar, e os militares voltarão em breve para suas casas.
Eu tinha muitas coisas para lhe pedir: se curava uns doentes, se convertia uns pecadores...
- Uns sim, outros não. É preciso que se emendem; que peçam perdão dos seus pecados. Não ofendam mais a Deus Nosso Senhor, que já está muito ofendido.
 
Nesse momento, a Senhora abriu as mãos e fez com que elas se reflectissem no Sol, e começou a elevar-se, desaparecendo no firmamento. Mas, enquanto se elevava, o reflexo da sua própria luz projectava-se no Sol. Então, os Pastorinhos viram, ao lado do Sol, o Menino Jesus com São José e Nossa Senhora.
São José e o Menino traçavam. com a mão, gestos em forma de cruz, a abençoarem o Mundo. Após essa visão, os Pastorinhos viram Nosso Senhor a caminho do Calvário e Nossa Senhora das Dores.
Ainda uma vez mais, Jesus traçou com a mão o sinal da Cruz, voltando a abençoar a multidão.
Por fim, apareceu Nossa Senhora do Carmo com o Menino Jesus ao colo, com aspecto soberano e glorioso.
E estas três visões do Céu, recordam e assim simbolizaram os Mistérios Gozosos, Dolorosos e Gloriosos do Santo Rosário.
 
6ª Aparição