23.1.17

Erros e perigos da Astrologia

I - Erros e perigos da Astrologia




É lícito (ou, ao menos, convém) a um católico recorrer às previsões astrológicas?
A maioria das pessoas conhece a Astrologia através dos horóscopos publicados nos jornais. Muita gente lê e acredita nas previsões que são feitas, alguns inclusive seguem as sugestões dadas pelos astrólogos. Mas será que já se perguntaram no que se fundamentam estas previsões? Há base científica? Ou ainda, lembrando que nem tudo pode ser explicado pela ciência, há base racional para a Astrologia? E, fora estas questões, é lícito (ou, ao menos, convém) a um católico recorrer às previsões astrológicas? São questões relevantes, que precisam ser analisadas atentamente e respondidas com precisão. Além do mais, quando se procura entender as origens e as relações da Astrologia com o mundo atual, percebe-se claramente que hoje ela está muito ligada aos movimentos conhecidos por “New Age” ou, Nova Era. No que consiste esta tal de Nova Era?

Segundo os místicos e astrólogos a New Age (Nova Era) é o advento da Era de Aquário. Para eles, estamos no final da Era de Peixes, dominada pelo pensamento cristão repressivo, retrógrado e preconceituoso. O próximo Eon (ou Era) será o fim da dominação cristã e o início de um tempo de luz, tecnologia e paz. Como disse, a filosofia da Nova Era está intimamente ligada à Astrologia e esta, por sua vez, usa uma roupagem falsa de ciência quando utilizada (erroneamente) conceitos da Astronomia.
Tanto a Astrologia quanto a noção de Eras estão relacionadas com os movimentos da Terra. Basicamente a Terra possui três movimentos principais. O primeiro é o de rotação em torno do próprio eixo, que dura aproximadamente 24 horas e determina os dias e as noites. O segundo movimento é o de translação em torno do Sol, que dura um pouco mais que 365 dias. Ele determina quais partes do céu estão visíveis a noite pois, se no movimento da Terra o Sol fica na frente de alguma parte do céu, não podemos vê-la. Temos que esperar alguns meses para estarmos num outro ponto da órbita. Desta forma, falamos de “céu de inverno” e “céu de verão”, por exemplo. Quem gosta de espiar o céu sabe: as três Marias aparecem bem no verão e o Escorpião no inverno. O terceiro movimento é o de Precessão. É o mesmo movimento executado por um pião quando está próximo de parar. É uma pequena oscilação do eixo de rotação.

Portanto, os movimentos da Terra determinam que partes do céu podemos ver em cada época do ano e em cada momento do dia e da noite. Para demarcar o céu e as estações do ano, os astrônomos o dividiram em regiões. São as constelações. As estrelas de uma mesma constelação não precisam estar ligadas entre si. É apenas uma divisão aparente do céu, para facilitar a localização das estrelas. Atualmente, a União Astronômica Internacional divide o céu em 88 constelações, de tamanhos diversos.
Durante o ano o Sol passa na frente de 13 constelações. São as constelações do Zodíaco. Tenho certeza que você conhece, pelo menos, 12 delas. São os signos, Áries, Peixes, Touro, Escorpião, etc. Não há nada de especial com elas, exceto que o Sol passa pela sua frente. Os astrólogos dizem que seu signo é Peixes, por exemplo, porque o Sol estaria na frente de Peixes de fevereiro a março. Usei este tempo verbal, porque, de facto, o Sol não está na frente de Peixes durante o período que eles falam. É que eles não fazem observações, e também não sabem fazer contas, e parece que não têm vergonha disso.


II - O que é a Nova Era?

Do ponto de vista filosófico a Astrologia se baseia na ideia de que existem tempos propícios para determinadas atividades e que estudando os ciclos da natureza através dos movimentos celestes podemos conhecer e até prever estes momentos mais favoráveis e usar isto para nosso bem. Como escrevi antes, os astrólogos usam alguns conceitos de astronomia de modo completamente errado e por isso não sabem calcular os “ciclos da natureza”. Independente disso, muitos acham que mesmo assim a filosofia por trás da astrologia faz sentido, pois somos parte integrante de uma natureza muito ampla e estamos integrados a ela. Aí é que a astrologia tem se confundido nos dias atuais com os movimentos Nova Era.

A Astrologia é condenada pela doutrina católica por que é uma forma de adivinhação que se presta a tentar usar poderes ocultos da natureza, lê-se no parágrafo 2116 do Catecismo da Igreja Católica que:
“Todas as formas de adivinhação hão de ser rejeitadas (…). A consulta aos horóscopos, a astrologia, (…) escondem uma vontade de poder sobre o tempo, sobre a história e, finalmente, sobre os homens, ao mesmo tempo que um desejo de ganhar para si os poderes ocultos. Essas práticas contradizem a honra e o respeito que, unidos ao amoroso temor, devemos exclusivamente a Deus”. O Catecismo enfatiza ainda mais no parágrafo 2117 que “mesmo que seja para proporcionar a este [o próximo] saúde, são gravemente contrárias à virtude da religião”.

Diversos cientistas já provaram que a Astrologia não funciona, que suas previsões não se tornam realidade e que mesmo que não sejam feitas previsões, o uso dos “tempos propícios” não favorece quem os identifica. Cientificamente dizemos que não há relevância estatística, é um atestado de que não existem estes tempos ou então que, caso existam, não faz diferença conhecê-los, pois não muda nada. Do ponto de vista científico a Astrologia é uma perda de tempo pois é bobagem, do ponto de vista da fé ela é um grave perigo pois nos afasta de Deus, conforme explica o Catecismo. A Astrologia é, portanto, errada e perigosa. Meu signo é a cruz.

 

20.1.17

O Terço

 
 
O Terço, uma oração repetitiva e assim aborrecida e por que demais monótona, sem mais sentido?

Aos que dizem que o Terço é uma oração antiquada e monótona, devido à repetição das orações que o compõem, eu pergunto-lhes se há alguma coisa que viva sem ser pela repetição continuada dos mesmos actos.Deus criou tudo o que existe de modo a conservar-se pela repetição continuada e ininterrupta dos mesmos actos. Assim, para conservarmos a vida natural, inspiramos e expiramos sempre do mesmo modo; o coração bate continuamente seguindo sempre o mesmo ritmo. Os astros, como o Sol, a lua, os planetas, a Terra, seguem sempre a mesma rota que Deus lhes marcou. O dia sucede à noite, ano após anos, sempre do mesmo modo. A luz do Sol alumia-nos e aquece-nos na Primavera, vestem-se depois de flores, dão frutos e voltam a perder as folhas no Outono ou Inverno.

E, assim, tudo o mais segue a lei que Deus lhe marcou, e ainda ninguém lhe ocorreu dizer que era monótono, por isso prescinde-se; é que precisamos disso para viver! Pois bem, na vida espiritual temos a mesma necessidade de repetir continuamente as mesmas orações, os mesmos actos de fé, de esperança e de caridade, para termos vida, visto que a nossa vida é uma participação continuada da vida de Deus.

Quando os discípulos pediram a Jesus Cristo que os ensinasse a orar, Ele ensinou-lhes, como vimos atrás, a bela fórmula do "Pai-Nosso", dizendo: "Quando orardes dizei: "Pai..." (Lc 11,4). O Senhor mandou-nos rezar assim, sem nos dizer que, passado um certo número de anos, buscássemos nova fórmula de oração, porque esta teria passado a ser antiga e monótona.

Quando os namorados se encontram, passam horas seguidas a repetirem a mesma coisa: "amo-te!". O que falta aos que acham a oração do Terço monótona é o Amor; e tudo o que não é feito por amor não tem valor. Por isso, nos diz o Catecismo que os dez Mandamentos da Lei de Deus se encerram num só, que é amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a nós mesmos.Os que rezam diariamente o seu Terço são como os filhos que todos os dias dispõem de alguns momentos para ir até junto de seu pai, para lhe fazer companhia, manifestar-lhe o seu agradecimento, prestar-Lhe os seus serviços, receber os Seus conselhos e a Sua bênção. É o intercâmbio e a troca do amor, do Pai para com o filho e deste para com o Pai, é a dádiva mútua.


[Irmã Lúcia — Apelos da Mensagem de Fátima]

Sorriso

 
 
Sorriso:
É o cartão de visita das pessoas saudáveis. Distribui-o gentilmente.

Diálogo: é a ponte que liga as duas margens, do eu ao tu. Transmite-o bastante.

Amor:
É a melhor música na partitura da vida. Sem ele serás um eterno desafinado.

Bondade:
É a flor mais atraente de um jardim de um coração bem cultivado. Planta essas flores.

Alegria: 
É o perfume gratificante, fruto do dever cumprido. Esbanja-o, o mundo precisa dele.

Paz na consciência:
É o melhor travesseiro para o sono da tranquilidade. Vive em paz contigo mesmo.

Fé:
É a bússola certa para os navios errantes, incertos, procurando as praias da eternidade. Utiliza-a sempre.

Esperança:
É o bom vento, enfunando as velas do nosso barco. Chama-o para dentro do teu quotidiano.

[Pe. Roque Schneider]

17.1.17

S. Francisco de Assis

 
 
O que temer?
— Nada.
 
A quem temer?
— Ninguém.
 
Porquê?
— Porque aqueles que se unem a Deus obtêm três grandes privilégios: onipotência sem poder;
embriaguez, sem vinho e vida sem morte.
 

O risco

 
 
O risco
 
Leio na vida de S. Inácio um diálogo entre o fundador dos Jesuítas e o padre Lainez que é
profundamente esclarecedor.
— Se Deus, pergunta S. Inácio, lhe propusesse este dilema: ir agora mesmo para o céu,
assegurando a sua salvação, ou continuando na terra trabalhando pela Sua glória e comprometendo
assim cada dia a salvação da sua alma, que escolheria?
— O primeiro, sem dúvida, responde Lainez.
— E eu, o segundo, replica Inácio. Como acredita que Deus vá permitir a minha condenação,
aproveitando-se de uma prévia generosidade minha?
 
Estou, é claro, com S. Inácio. Estou pelo risco e contra a segurança. Sou pela audácia e contra o
comodismo. Julgo mais humano o atrevimento que a renúncia sistemática ao combate.
O risco é parte substancial da condição humana. Não se pode fazer nada de sério neste mundo sem
se expôr, muitas vezes, ao fracasso. E a única maneira de nunca se equivocar — ou de se equivocar
sempre — é renunciar a toda a aventura por pura covardia.
 
Creio que a obsessão pela segurança é um dos mais graves obstáculos para realizar uma vida. Não
excluo, claro está, a prudência, a reflexão antes da acção, o saber escolher as melhores
circunstâncias para a empreender. Mas a falsa prudência que acaba por ser paralisante é
insuportável.
 
Por isso, sinto pouca simpatia por aqueles que colocam a segurança como maior valor da vida. Às
vezes vêm jovens interrogar-me sobre a sua vocação e perguntam como estarei eu "seguro" de que
Deus me chama? A estes respondo, invariavelmente: Não tens vocação e nunca a terás enquanto
partires do conceito de segurança. Em toda a vocação, em todo o empreendimento há uma
componente de risco. E o que não for capaz de se arriscar um pouco por aquilo que ama, é porque
não ama nada. Todas as grandes coisas são inseguras; vêem-se por entre as trevas: é necessário
avançar para elas por terreno desconhecido; por isso, toda a vocação, toda a empresa séria tem
algo de aventura, de aposta. E implicam audácia e confiança.

Não estou apostando naturalmente na irreflexão, na frivolidade, no aventureirismo barato. O que
quero dizer é que todo o amor supõe um salto no escuro: a gente lança-se para aquilo que ama e
está certo que esse salto não será uma loucura, porque ninguém se engana quando vai para aquilo
que merece ser amado.
 
A vida merece ser amada. E merece-o apesar de sabermos que nela haverá muitas quedas e muitos
tropeços. Mas quem tiver medo de tropeçar alguma vez, não se levante da cama pela manhã. Assim
evita sofrer. Porque já está morto.
 
[José L. Martin Descalzo — Razões para viver]

14.1.17

O que é a Felicidade?

 
 
1. O que é a Felicidade ?

A minha resposta consiste apenas em:

Amar a Deus.
Sempre e sobretudo, em qualquer menos 'boa' circunstância. Na pior das situações.

2. Mas como 'amar a Deus', sobre todas as coisas, quando estamos a sofrer o maior dos desgostos?

Esperando em Deus oferecendo-Lhe as nossas dores.

3. Como oferecer-Lhe as nossas dores, assim, e porque as sofremos tanto?

Juntar as nossas às d'Ele porque nunca ninguém sofreu tanto como Jesus para nos salvar!

4. Mas Jesus é Deus e bem sabia que ia para o Céu...
Jesus confiou no Pai assim como havemos de confiar em Deus-Pai—Todo-Poderoso!

5. Jesus desceu do Céu, feito homem, fazendo Sua vontade na Cruz, até ao extremo, confiando no Pai do Céu, amando-O até ao final de Suas forças e morrendo, exausto, flagelado, humilhado, espancado e pregado na Cruz, por nós!

6. A Felicidade consiste em: Amar,  Crer e seguir Jesus!
 
Regina Pacis

Templo de Deus

 
 
«Cada alma humana
é um templo de Deus:
isto abre-nos a um panorama de todo novo e vasto.
A oração de Jesus teria que ser a chave
para entender a oração da Igreja»
 
 
 
.[Orar c/os Místicos do Carmelo]
 
 
 
Santa Teresa Benedicta da Cruz (Edith Stein) | 1891 - 1942
Edite Stein, Obras Completas – A oração da Igreja.
 
 
 
A: 2 de Novembro de  2016
janmot

Menino Jesus

 
 
Menino Jesus
Menino Santo, que vieste ao mundo para nos salvar,
estamos reunidos para agradecer o dom e a graça de sermos família. Em torno desta mesa queremos que nossa vida seja partilha.

Neste ano que passou, procuramos viver a harmonia e a concórdia, mas nem sempre conseguimos, confessamos que somos limitados, que temos nossos pecados.
Hoje, queremos celebrar o perdão, sabemos que a vida é muito curta, não queremos perder tempo
cultivando as intrigas e as inimizades.
Por isso, perdoamos a todos os que nos ofenderam
e suplicamos o perdão de todos a quem ofendemos.

Menino Deus, pedimos também por todos os que não estão aqui hoje, nossos amigos e parentes,
inclusive por aqueles que partiram para nunca mais voltar, que sejam todos abençoados.

Expulsa deste lar e de nossas vidas, tudo aquilo que não provém de ti.
Purifica nossas almas para que esta festividade
nos transforme em criaturas melhores. E que sempre, em toda circunstância, saibamos reconhecer tua divindade e poder. Que nossa família jamais se afaste de ti.

Louvamos e rendemos graças por cada um aqui presente, Suas histórias e conquistas.
Senhor, nos propomos construir uma história de amor verdadeira entre nós.

Que no ano que se aproxima possamos todos viver em unidade, sem divisões. Nossa família, Senhor, quer que tua santa vontade se realize em cada um de nós. Queremos nos consagrar a teu serviço.
Bem-vindo à nossa casa, Santo menino, nasce aqui e agora, Faz de nós o teu presépio.
 
 

Frases iluminadoras de São João da Cruz

 
 
Frases iluminadoras de São João da Cruz, místico e doutor da Igreja.
Santa Teresa de Ávila o definiu como "uma das almas mais puras da Igreja": maravilhe-se com sua sabedoria!
 
 


. Ao entardecer desta vida, serás examinado no amor.
. Onde não existe amor, coloca amor e amor  encontrarás.
. Quanto mais uma alma ama, tanto mais perfeita é naquilo que ama.
. A alma que caminha no amor não se cansa.
. Com mais abundância e suavidade se comunica Deus nas adversidades.
. Sem caridade, nenhuma virtude é graciosa diante de Deus.
. Um só pensamento do homem vale mais que o mundo todo; portanto, só Deus é digno dele.
. Procurai lendo e encontrareis meditando; chamai orando e abrir-se-vos-á contemplando.
. Para se enamorar de uma alma, Deus não põe os olhos na sua grandeza, mas na grandeza da sua 
  humildade.
. Deus não obra as virtudes na alma sem a sua cooperação.
. Um acto de virtude gera na alma suavidade, paz, consolação, luz, pureza e fortaleza.
. Deus humilha muito para elevar muito.
. Quem age com tibieza está próximo da queda.
. Grande mal é olhar mais aos bens de Deus que ao próprio Deus.
. Se queres chegar à posse de Cristo, jamais O procures sem a cruz.
. Mais do que quantas obras possas fazer, Deus prefere de ti a pureza de consciência, ainda que no
  menor grau.
. Quem cai estando só, caído a sós fica; e em pouca conta tem a alma, pois unicamente em si mesmo
confiou.
. A sabedoria entra pelo amor, pelo silêncio e pela mortificação; grande sabedoria é saber calar e
não olhar aos ditos, aos feitos e às vidas alheias.
. Quem não procura a cruz de Cristo não procura a glória de Cristo.
. Agrada mais a Deus uma obra, por pequena que seja, feita às escondidas e sem desejo de que saibam, do que mil feitas com desejo de que os homens as conheçam.
. A maior necessidade que temos para progredir é calar o apetite e a língua diante do grande Deus,
pois a linguagem que Ele mais ouve é o amor calado.

 
 
A: 20 Dez 2016

A vida é sempre mais forte que a morte

 
 
 
 
Um casal de recém casados, decide fazer as fotos de seu casamento entre as ruínas da cidade para  simbolizar a força da vida sobre a morte.

"La vida siempre es más fuerte que la muerte." O al menos esto es lo que ha querido demostrar esta
pareja de recién casados en la ciudad siria de Homs, destruida por los combates entre las fuerzas
rebeldes y el ejército de Bashar el Asad. El joven matrimonio decidió que las fotos de su enlace se
realizarían entre las ruinas de la ciudad.
 
 
A: 19 Dez 2016