3.7.16

Meu Deus Grande



Meu Deus Grande
 
Deus é tão grande, tão grande!,
em seu infinito portento
que é capaz de fazer-se Pão
e de habitar no solo.
 
Deus é tão grande, tão grande!,
tão exaustivo em seu seio,
que se faz quanto quer,
e por isso alimento.
 
Deus é tão grande, tão grande!,
em seu ser-se o Sempiterno,
que se faz criatura
para levar-me ao seu encontro.
 
Deus é tão grande, tão grande!,
que por isso é tão pequeno
quando se oculta na Hóstia
atrás da prisão do seu encerro.
 
Deus é tão grande, tão grande!,
que é capaz de ser, sem sê-lo,
coisas das que não são
para mostrar seus portentos.
 
Deus é tão grande, tão grande!,
que todo Ele rompe em Beijo,
para beijar-me em seu ser
em gozo de amor eterno.
 
Deus é tão grande, tão grande!,
que me beija quando peno,
fazendo-se tão pequenino
como minha pena no solo!
 
Deus é tão grande, tão grande!,
que, em seu proceder eterno,
pela força do seu braço,
rompe em imensos portentos!
 
  *  *  *
 
O Grande momento da Consagração
Portento dos portentos:
o mesmo Deus que, feito Homem,
em sublime Sacramento,
oferece-se ao Pai, e se dá em bebida e alimento.



Madre Trindad de la Santa Madre Iglesia
Fundadora de: A Obra da Igreja
O Grande momento da Consagração

«A que vieste?»

São Bernardo de Claraval
 
Cedo nos habituaram à quotidiana pergunta de São Bernardo: «A que vieste?» e à resposta
sacramental. «Vim para me santificar».
 
 
Abençoados directores espirituais que ao longo da história, como o génio Claraval, assim
lançaram tanta gente na corrida da santidade.
 
O Sínodo Extraordinário de 1985 manda-nos insistir sobre a urgência de correspondermos
pessoalmente ao chamamento da santidade. Decididamente há que avançarmos pelo caminho
do Senhor, sem pactuar com a mediocridade e o hedonismo, situando-nos num processo de
permanente conversão, abraçando a cruz do Senhor, que é também a dos nossos irmãos.
Podemos todavia cair na tentação subtil de buscar a santidade como forma de crescimento
pessoal, como resposta ao anseio profundamente humano de realização, de aprimoramento.

A Vida consagrada traz consigo, mercê da profissão pública da radicalidade evangélica, a
semente da superação constante da pessoa e a exigência de se descentrar de si mesma para se
enuclear em Cristo e no serviço do seu Reino. Desvinculada desta perspectiva, a santificação
pessoal constitui uma forma de riqueza que viola a coerência interna da consagração. Fazer
carreira, mesmo na linha da qualificação pessoal, não quadra a uma autêntica vida consagrada.
 
Quem vive na prece e na renúncia para conseguir a própria santificação não é ainda santo;
será o mais limpo dos egoístas.
Acrescentar o Corpo de Cristo, dando largas ao dinamismo da graça; transformar-se em Deus,
levados de pura complacência nele - eis a ideologia determinante do tender à santidade.
 
Esta límpida intenção movia a poetisa árabe do Séc IX, de nome Rábia, a Orar:
 
«Senhor, se eu me voltar para Vós por medo do Inferno,
precipitada seja no Inferno.
Se Vos anunciar com mira no Paraíso,
excluí-me do Paraíso.
Mas se Vos anunciar por amor de Vós,
não me priveis da Vossa eterna beleza».
 
 
 
Vida Consagrada - Abílio P Ribeiro
São Bernardo abade de Claraval

2.7.16

Sobre Santo António...

 
 
Dizem os Santos:
 

Santo António,
 
Possui a ciência dos Anjos
a fé dos Patriarcas
o conhecimento da lei como os Profetas
o zelo dos Apóstolos
a pureza das virgens
as austeridades dos Confessores da Fé
e o heroísmo dos Mártires
 
(São Boaventura)
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Santo António
é o meu Teólogo.
 
(S. Francisco de Assis)
 
 
 

Responso de Santo António

 
Santo António
 
 
Responso de Santo António
 
Se milagres desejais,
Recorrei a Santo António;
Vereis fugir o demónio
E as tentações infernais.
 
Recupera-se o perdido,
Rompe-se a dura prisão,
E no auge do furacão
Cede o mar embravecido.
 
Pela sua intercessão
Foge a peste, o erro, a morte,
O fraco torna-se forte
E torna-se o enfermo são.
 
Recupera-se o perdido... (repetir)
 
Todos os males humanos
Se moderam, se retiram,
Digam-nos aqueles que o viram;
Digam-no os paduanos.
 
Recupera-se o perdido... (repetir)
 
Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo
Como era no princípio, agora e sempre

Ámen.
 
 
V. Rogai por nós bem-aventurado Santo António.
R. Para que sejamos dignos das promessas de Cristo.
 
Repete-se: Recupera-se o perdido ..
.
Oremos: Deus eterno e omnipotente, Vós quisestes que o Vosso povo encontrasse em Santo António de Lisboa um grande pregador do Evangelho e um intercessor poderoso. Concedei-nos seguir fielmente os princípios da Vida Cristã, para que mereçamos tê-lo como Protector em todas as adversidades.

Por Cristo Nosso Senhor,
Ámen.
 
Rezar 3 vezes o Glória ao Pai... em acção de graças por todos os dons concedidos por Deus a Santo António e por todos os favores concedidos ao mundo por sua intercessão.
 
 
Com aprovação eclesiástica
 
De: Cavaleiro da Imaculada

1.7.16

Não permitas, Senhor...

 
Bendito Jesus, como expressar-Te, oh Senhor, a grande ternura que minha alma sente ante a
doçura de Teu Amor? Que fiz eu, Deus meu, para que assim me trates? Tão de imediato se
inunda minha alma de profunda amargura como se preenche de regozijante alegria ao pensar
em Ti e no que Tu prometes ao final da jornada. Que fiz eu, Senhor?
 
Hoje, na Santa Comunhão senti o consolo de um verme perto de Ti, quando tudo parece que
me abandona. Quis, Senhor, cravar em Teu Coração essas palavras que digo todos os dias:
 
Não permitas, Senhor, que me afaste de Ti!
 
Abraçado a Tua Cruz, entrei no Capítulo... 
Ao pé da Tua Cruz tomei o Alimento de que necessita minha débil natureza...
Aos pés de Tua Ensanguentada Cruz, encontro o consolo de escrever estas linhas...
 
Não permitas que me afaste de Ti, Senhor!
 
Esteja sempre, Senhor, à sombra do Duro Madeiro. Põe ali, a Teus pés, minha cela, meu leito...
Tenha eu, Senhor, ali minhas delícias, meus descansos no sofrer...
Que regue o solo do Calvário com minhas lágrimas...
Ali, ao pé da Cruz, tenha minha oração, meus exames de consciência...
 
Não permitas, Senhor, que me afaste de Ti!
 
Que alegria tão grande é poder viver ao pé da Cruz. Ali encontro a Maria, a São João e a todos
os que Te amam. Ali não há dor, pois ao ver a Tua, Senhor, quem se atreve a sofrer? Ali tudo se
esquece, não há desejo de gozar, nem ninguém pensa em penas...

Ao ver Tuas Chagas, Senhor, só um pensamento domina a alma...
Amor... Sim, amor para enxugar Teu Suor, amor para adoçar Tuas Feridas, amor para aliviar
tão imensa Dor.
 
Não permitas, Senhor, que me afaste de Ti!
 
 
 
S. Rafael Arnáiz Barón - Escritos

28.6.16

“Se eu não fosse Católico…”

 
 
Se eu não fosse Católico e estivesse procurando a verdadeira Igreja no mundo de hoje, eu iria
em busca da única Igreja que não se dá muito bem com o mundo. Em outras palavras, eu
procuraria uma Igreja que o mundo odiasse. Minha razão para fazer isso seria que, se Cristo
ainda está presente em qualquer uma das igrejas do mundo de hoje, Ele ainda deve ser odiado
como o era quando estava na terra, vivendo na carne.
 
Se você tiver que encontrar Cristo hoje, então procure uma Igreja que não se dá bem com o
mundo. Procure por uma Igreja que é odiada pelo mundo como Cristo foi odiado pelo mundo.
Procure pela Igreja que é acusada de estar desatualizada com os tempos modernos, como
Nosso Senhor foi acusado de ser ignorante e nunca ter aprendido. Procure pela Igreja que os
homens de hoje zombam e acusam de ser socialmente inferior, assim como zombaram de
Nosso Senhor porque Ele veio de Nazaré. Procure pela Igreja, que é acusada de estar com o
diabo, assim como Nosso Senhor foi acusado de estar possuído por Belzebu, príncipe dos
demônios .
 
Procure a Igreja que em tempos de intolerância (contra a sã doutrina,) os homens dizem que
deve ser destruída em nome de Deus, do mesmo modo que os que crucificaram Cristo julgavam
estar prestando serviço a Deus.
 
Procure a Igreja que o mundo rejeita porque ela se proclama infalível, pois foi pela mesma
razão que Pilatos rejeitou Cristo: por Ele ter se proclamado a si mesmo A VERDADE. Procure a
Igreja que é rejeitada pelo mundo assim como Nosso Senhor foi rejeitado pelos homens.
Procure a Igreja que em meio às confusões de opiniões conflituantes, seus membros a amam do
mesmo modo como amam a Cristo e respeitem a sua voz como a voz do seu Fundador.
 
E então você começará a suspeitar que se essa Igreja é impopular com o espírito do mundo é
porque ela não pertence a esse mundo e uma vez que pertence a outro mundo, ela será
infinitamente amada e infinitamente odiada como foi o próprio Cristo. Pois só aquilo que é de
origem divina pode ser infinitamente odiado e infinitamente amado. Portanto, essa Igreja é
divina .”
 
 
 
Arcebispo Fulton J. Sheen, Radio Replies, Vol. 1, p IX, Rumble & Carty, Tan Publishing –
Tradução: Gercione Lima

Adoro Te devote

Adoro Te devote

 
Adoro Te devote,

Eu Te adoro com afecto, Deus oculto,
que Te escondes nestas aparências.
A Ti sujeita-se o meu coração por inteiro
e desfalece ao Te contemplar.
 
 À vista, o tacto e o gosto não Te alcançam,
 mas só com o ouvir-Te firmemente creio.
 Creio em tudo o que disse o Filho de Deus,
 nada mais verdadeiro do que esta Palavra da Verdade.
 
 Na cruz estava oculta somente a tua divindade,
 mas aqui se esconde também a humanidade.
 Eu, porém, crendo e confessando ambas,
 peço-Te o que pediu o ladrão arrependido.
 
 Tal como Tomé, também eu não vejo as tuas chagas,
 mas confesso, Senhor, que és o meu Deus;
 faz-me crer sempre mais em Ti,
 esperar em Ti, amar-Te.
 
 Ó memorial da morte do Senhor,
 Pão Vivo que dás vida ao homem,
 faz que meu pensamento sempre de Ti viva,
 e que sempre lhe seja doce este saber.
 
 Senhor Jesus, terno pelicano,
 lava-me a mim, imundo, com teu sangue,
 do qual uma só gota já pode
 salvar o mundo de todos os pecados.
 
 Jesus, a quem agora vejo sob véus,
 peço-Te que se cumpra o que mais anseio:
 que vendo o teu rosto descoberto,
 seja eu feliz contemplando a tua glória.
 
 
 
Adóro te devóte,
 
 
Quae sub his figúris vere látitas:
Tibi se cor meum totum súbiicit,
Quia te contémplans totum déficit.
 
Visus, tactus, gustus in te fállitur,
Sed audítu solo tuto créditur.
Credo, quidquid dixit Dei Fílius:
Nil hoc verbo Veritátis vérius.
 
In cruce latébat sola Déitas,
At hic latet simul et humánitas;
Ambo tamen credens atque cónfitens,
Peto quod petívit latro paénitens.
 
Plagas, sicut Thomas, non intúeor;
Deum tamen meum te confíteor.
Fac me tibi semper magis crédere,
In te spem habére, te dilígere.
 
O memoriále mortis Dómini!
Panis vivus, vitam práestans hómini!
Praesta meae menti de te vívere.
Et te illi semper dulce sápere.
 
Pie pellicáne, Iesu Dómine,
Me immúndum munda tuo sánguine.
Cuius una stilla salvum fácere
Totum mundum quit ab omni scélere.
 
Iesu, quem velátum nunc aspício,
Oro fiat illud quod tam sítio;
Ut te reveláta cernens fácie,
Visu sim beátus tuae glóriae.
 
Ámen.
 
 

[S. Tomás de Aquino, Oração]
Fonte:  catolicosribeiraopreto.com
 

25.6.16

S. João Maria Vianney

 
 “Quando se quer destruir a Religião, começa-se por
destruir o Sacerdote.”
 
 
 
 
 
 
 
[S. João Maria Vianney, Santos]

Dez Preceitos da Serenidade

1- Só por hoje tratarei de viver exclusivamente este dia, sem querer resolver o problema de
minha vida, todo de uma vez.
 
 2- Só por hoje terei o máximo cuidado com o meu modo de tratar os outros: delicado nas
minhas maneiras, não criticarei ninguém, não pretenderei melhorar nem disciplinar ninguém a
não ser a mim.
 
 3- Só por hoje sentir-me-ei feliz com a certeza de ter sido criado para ser feliz, não só no
outro mundo, mas também neste.
 
 4- Só por hoje adaptar-me-ei às circunstâncias sem pretender que as circunstâncias se
adaptem a todos os meus desejos.
 
 5- Só por hoje dedicarei dez minutos do meu tempo a uma boa leitura, lembrando-me de que
assim como é preciso comer para sustentar o meu corpo, assim também a leitura é necessária
para alimentar a vida de minha alma.
 
 6- Só por hoje praticarei uma boa ação sem contá-la a ninguém.
 
 7- Só por hoje farei uma coisa de que não gosto, e se for ofendido em meus sentimentos,
procurarei que ninguém o saiba.
 
 8- Só por hoje far-me-ei um programa bem completo do meu dia. Talvez não o execute
perfeitamente, mas em todo caso vou fazê-lo. E guardar-me-ei bem de duas calamidades: a
pressa e a indecisão.
 
 9- Só por hoje ficarei bem firme na fé de que a Divina Providência se ocupa de mim mesmo
como se existisse somente eu no mundo, ainda que as circunstâncias manifestem o contrário.
 
 10- Só por hoje não terei medo de nada. Em particular, não terei medo de gostar do que é
belo e não terei medo de crer na bondade.
 
 
 
[Papa João XXIII]
 
 
 

22.6.16

Por que você não ajoelha após receber a Comunhão

 
Quando você entra ou quando deixa o seu banco, ajoelha (dobra o joelho direito de maneira a
tocar o chão) em forma de adoração ao Filho de Deus que está presente no tabernáculo.
 
Mesmo se o tabernáculo estiver em outro lugar ou câmara, eu ajoelho em frente ao crucifixo,
no, ou sobre o altar que desde o Concílio de Nicéia II da AD 787 (7º Concílio Ecumênico )
ensina que a devoção que demonstramos às sagradas imagens passa para além das mesmas para
seus protótipos (neste caso, do crucifixo para o próprio Cristo). É perfeitamente correcto
ajoelhar diante de uma cruz, crucifixo, ou imagem de Cristo.
 
Existe alguma confusão sobre se ajoelhar aquando de volta ao seu banco. Geralmente o
habitual é não ajoelhar após receber a Sagrada Comunhão por propósitos devocionais. Em não
se ajoelhando, você está a confessar ter-se tornado em um tabernáculo preenchido. A Santa
Eucaristia está em si. Não é apropriado ajoelharmos em alguma direção porque a Sagrada 
Eucaristia está literalmente no mais profundo do seu ser. A orientação da adoração é agora
interior.
 
Há histórias de crianças que se ajoelham perante suas mães quando voltam do altar depois de
terem recebido a comunhão - o que é maravilhoso e correcto.
 
Não existe um ensinamento oficial, norma, ou regra (que eu saiba) sobre não ajoelhar na nave
depois de se receber a Sagrada Comunhão, mas habitual é não o fazer - porque Jesus, o
Senhor está agora dentro de si. Você é um tabernáculo andante.
 
Questão: O que você faz após a Comunhão? Ajoelha? Por favor partilhe seus pensamentos ou
práticas que usa depois de comungar. Pode deixar um comentário clicando aqui.
 
 
PS: Uma dupla genuflexão (ambos os joelhos) é recomendável quando o Santíssimo Sacramento
está exposto para adoração.
 
PPS: É uma prática tradicional ajoelhar com joelho esquerdo perante um Bispo ou dignatário.
 
PPPS: Caso tenha um joelho afectado, faça o que puder. É o coração que importa.
 
 
 
Tradução: RP