8.6.16

Silêncio, vamos orar...

Nossa Senhora Do silêncio


Nossa Senhora do silêncio
 
Mãe do Silêncio e da Humildade, tu vives perdida e encontrada no mar sem fundo do Mistério do Senhor.
Tu és disponibilidade e receptividade.
Tu és fecundidade e plenitude.
Tu és atenção e solicitude pelos irmãos.
Estás revestidas de fortaleza.
Resplandecem em ti a maturidade humana e a elegância espiritual.
És senhora de ti mesma antes de ser nossa Senhora.
Em ti não existe dispersão.
Em um acto de simples e total, tua alma, toda imóvel, está paralisada e identificada com o
Senhor. Estás dentro de Deus, e Deus dentro de ti. O Mistério total te envolve e te penetra e te possui, ocupa e entrega todo o teu ser.
 
Parece que em ti tudo ficou parado, tudo se identificou contigo: o tempo, o espaço, a palavra, a música, o silêncio, a mulher, Deus. Tudo ficou assumido em ti, e divinizado.
 
Jamais se viu figura humana de tamanha doçura, nem se voltará a ver nesta terra uma mulher tão inefavelmente evocadora. Entretanto, teu silêncio não é a ausência, mas presença. Estás abismada no Senhor e ao mesmo tempo atenta aos irmãos, como em Caná. 
A comunicação nunca é tão profunda como quando não se diz nada, e o silêncio nunca é tão eloquente como quando nada se comunica.
 
Faz-nos compreender que o silêncio não é desinteressante pelos irmãos, mas fonte de energia e de irradiação, não é encolhimento mas projecção. Faz-nos compreender que, para derramar, é preciso preencher-se. Afoga-se o mundo no mar da dispersão, e não é possível amar os irmãos com um coração disperso.

Faz-nos compreender que o apostolado, sem silêncio, é alienação, e que o silêncio, sem apostolado, é comodidade.
 
Envolve-nos em teu manto de silêncio e comunica-nos a fortaleza de tua fé, a altura de tua
Esperança e a profundidade de teu Amor.
 
Fica com os que ficam e vem com os que partem. Ó Mãe Admirável do Silêncio!
 
Ámen.


7.6.16

Grande testemunho de Fé...

 
François-Xavier N Van Thuân
 
 
Em 1975 o governo comunista o aprisionou. Nunca foi processado e condenado. Permaneceu
na prisão por mais de 13 anos, dos quais nove em isolamento.

"Estou feliz aqui, nesta cela, onde os fungos crescem no meu estrado de dormir, porque Vós
estais comigo, porque desejais que eu viva aqui convosco. Falei muito durante a minha vida:
agora não falarei mais. É a Vossa vez de falar-me, Jesus: eu Vos escuto."

Cardeal vietnamita, François-Xavier N Van Thuân em um dos seus livros, "Cinco pães e dois
peixes"
 
[Testemunho, Fé]
Foto google, net
 
 

 
 
 

 

Fé

Luz que me ilumina
 
 
 
 

 [Fé]






(Img da m/despensa - net e assim...)

5.6.16

Na entrega

É claro que as imagens ajudam e até que procurei uma para esta mensagem que o Santo Padre Pio nos deixa. Recorro a ele praticamente todos os dias, porque o tenho como exemplo a seguir e o perfeito guia espiritual que todos nós procuramos para o nosso caminho. Leio e releio o seu pequeno livro: "O Grande Amor de Deus" que apenas se resume a algumas das suas meditações, mensagens e conselhos seus, sobre variadíssimos temas. Desisti da imagem. Leio e entrego a Deus o meu espírito pedindo-Lhe que me ilumine de maneira a captar-lhe todo o sentido, e aí, sim, surge a imagem que nunca encontrarei nos milhões de sites que por aí na net existem, como aquela que se me estampa à frente dos olhos e que quereria mostrar aqui... Entrego-me, e assim, sem mais nem porquês,  simplesmente, crendo que cada um a verá de maneira diferente e consoante a sua sensibilidade e espiritualidade também.

Sim, sem mais palavras segue a que para este dia recolhi e porque hoje é Domingo - dia do Senhor:

«Tal como as abelhas que, sem hesitar, atravessam as grandes distâncias do campo, a fim de alcançarem o canteiro preferido e depois, cansadas, mas satisfeitas e abastecidas de pólen, retornam ao favo, para ali executarem, num trabalho fecundo, silencioso, a sábia transformação do néctar de vida, assim também vós, depois de terdes recebido a vida, meditai nela, com atenção, separai os elementos, procurai o seu profundo significado. Então a vida lhes surgirá em todo o seu luminoso esplendor, adquirirá o poder de anular as naturais inclinações em relação às coisas materiais, à própria matéria,  transformando-as em puras e sublimes ascensões do espírito, aproximando, cada vez mais, o vosso coração do Divino Coração de Nosso Senhor.»

[Santo Padre Pio]

4.6.16

Conversão

Um hino da Liturgia da Horas (Completas) do Cardeal inglês Henry Newman, inspirado na sua conversão ao catolicismo.
 
Luz terna e suave...
 
 
Que importa, Senhor,
se é tão longe para mim a praia onde tenho de chegar,
se sobre mim levar pousada a clara luz do teu olhar.

Hoje te  peço, Senhor,
para seres a  luz que me ilumina
na plenitude da tua  luz divina.

Luz terna e  suave no meio da  noite,
leva-nos mais  longe...

Não temos a qui  uma morada permanente.
Leva-nos mais  longe...

Luz terna e  suave  no meio da  noite.
Esquece, Senhor,
os meus passos mal andados,
meu desamor,
perdoa os meus pecados,
Eu sei que vai...,
raiar a madrugada e não me deixarás abandonado.

Se Tu me dás a mão, Senhor,
meus passos serão firmes no andar.
Leva-me mais longe
 para a Ti chegar...

3.6.16

Creio na Igreja, Una, Santa, Católica, Apostólica, Romana

Devia ter começado por aqui, mas, como não foi o caso,  repito uma das minhas primeiras publicações  que por certo, poucos leram por inteiro mas que eu mesma transcrevi, linha a linha, de um livro de autoria da Vidente de Fátima, a Irmã Lúcia, que não posso deixar de
subscrever por inteiro. Com ela, a humildade em pessoa, aprendo ainda todos os dias e sobre tantos aspectos: em como seguir Jesus, amar a devoção que então adquiri por Maria Santíssima e toda a submissão devida à Igreja fundada por Nosso Senhor Jesus Cristo que amarei e pela qual me ofereço e lutarei, consoante as forças que Nosso Senhor me queira dar. Como a própria vidente se submeteu.

Muito poucos e afinal, sabem sobre a Mensagem de Fátima. Ouviram falar de um sol que girava no firmamento, mudava de cor, talvez e quiçá... a fazer-se de engraçadinho...

A uns poucos meses já do centenário das Aparições de Fátima - reconhecidas pela Santa Igreja e contando ainda, tão alegremente, com a presença de Sua Santidade, o Papa Francisco, no Santuário que é tido como "o Santuário do Mundo" o qual - e graças a Deus -, por várias  vezes já visitei e onde, afirmo ter obtido inúmeras graças e como por exemplo, vias para a minha conversão, não posso deixar de emocionar-me e deixar que a própria Irmã Lúcia, vos fale e também uma vez mais. A Humildade é sem dúvida eloquente...

Sobre Igreja, o Papa e o Espírito Santo; Cristo, Maria - Sua e nossa Mãe. Capítulos III e IV


Nota: continuarei então e na medida em que me for possível, a transcrever trechos desta obra da Ir Lúcia que, nada mais, nada menos, serão um grande tesouro, a guardar nos nossos corações.
http://regina-pacis.blogspot.pt/search/label/Apelos

2.6.16

Do sofrimento e da maldade

Num mundo, onde os Direitos Humanos são violados diariamente, o sofrimento faz mais vítimas que a maldade.
 
 
 
Esta frase-advertência de Paulo VI projecta luz sobre esta constatação: Os maus não são bons, porque os bons não são melhores.

1.6.16

Da Ciência e da técnica

Ciência, sem alma, leva à frustração, à neurose...
 
 
 
"O homem pode organizar o mundo sem Deus, mas só o organizará contra o homem."
 
 
[Papa Paulo VI]  em sua encíclica: Populorum Progressio

31.5.16

Por trás de cada obstáculo...

A 13 de Maio - Praça de S. Pedro
 
O mundo está cansado... cansado de guerras, violência, ódios e opressões. Cansado da inflação. Já sabemos agora que o capitalismo selvagem descobriu um novo processo de exploração, o mais infame e refinado. Há grupos e pessoas que forçam a espiral inflacionária, porque eles lucram escandalosamente, enquanto a corda da inflação aperta o pescoço dos indefesos cidadãos... Enquanto o povo agoniza, alguns outros enriquecem!
 
(...) Estamos cansados de sufocar na garganta indagações inúmeras sobre política interna e externa.  Indagações que ficam sem resposta. Gritos doídos, parados no ar...
 
Só vejo pessoas tensas, nervosas, apressadas. Parece que estão fugindo. Com medo da própria sombra... Abro jornais. Só dá manchete triste, preocupante. Televisão: é violência e superficialidade que não acabam mais. Vejo olheiras fundas no rosto do mundo, no dos cidadãos. Cansaço nos olhos, no rosto, na alma, nos corações...
 
Sempre me ensinaram: quem semeia esperança nos caminhos dos homens, colhe paz e amor, na escola da vida. Nem sempre, segundo os factos nos mostram.
O bárbaro atentado a João Paulo II nos provou que a bondade é muitas vezes crucificada. Quanto mais delicado e sensível seu coração, meu amigo, minha amiga, mais você sofrerá, quando vítima da maldade, da injustiça, da ingratidão.
 
Não é fácil ser optimista, alegre e jovial nos dias de hoje. Por outro lado, não resolve jogar os remos no fundo do barco, deixando que a correnteza do derrotismo e as vagas da capitulação nos arrastem rios abaixo. Viver é lutar, é reagir. Nem que seja contra toda a esperança.
 
Jamais esqueceremos aquela cena de 13 de Maio, na Praça de S. Pedro. João Paulo II foi baleado quando acabava de abraçar uma criança. Foi o confronto mundial da bondade com a violência desvairada, o amor-ternura contrastando com a cegueira do ódio, da maldade. Foi a hora do lobo investindo contra mansidão do cordeiro...
A solidariedade é uma das faces sob as quais Deus se oculta no coração dos homens. Imensa, comovente e total foi a solidariedade que o Papa ferido recebeu. Uma solidariedade orante, do tamanho do universo...
 
Deus continua velando, escrevendo, conduzindo, nas linhas tortas e sinuosas que a civilização moderna rabisca nos pergaminhos da História. E mesmo no fundo do poço seus braços de misericórdia nos alcançam, carregados de estrelas...
(...) Deus não acalma as tempestades que a turbulência da insensatez humana desencadeia..., mas nos revigora para atravessá-las, com serenidade, paz e confiança. Não raro, quando nos parece que Deus se afasta... é exatamente então que ELE VEM. Ao nosso encontro. Para dentro da nossa vida. Plantando questionamentos de sabedoria. Desarrumando a nossa casa, sacudindo nossos marasmos e acomodações. Desinstalando-nos da mediocridade, deixando-nos seus recados de misericórdia e amor.
 
O dia 13 de Maio foi um vento forte, desconcertante e impetuoso que varreu o globo. Muita gente acordou! Reflectiu, se comoveu e rezou, como na manhã de Pentecostes, dois mil anos atrás. Senti Deus falando aos homens, falando ao mundo, naquela tarde, naquela noite...
 
"Por trás de cada obstáculo, descubro novos horizontes".
 
 
 
Pe. Roque Schneider, S.J.
[Trechos, Pe. Roque Schneider]

 

30.5.16

Papa indica 4 elementos imprescindíveis para viver a santidade

O Caminho se percorre ao lado de Deus
 
 
“Caminhar na presença de Deus de modo irrepreensível”. Isto, segundo o Papa, quer dizer caminhar rumo à santidade. É um compromisso que necessita, no entanto, de um coração que saiba esperar com coragem, se coloque em discussão e se abra com simplicidade à graça de Deus.
O tema esteve ao centro da homilia de Francisco nesta manhã de terça-feira, (24/05), na Casa Santa Marta.
Não se compra a santidade; nem as melhores forças humanas a podem ganhar. Não, ‘a santidade simples, de todos os cristãos’, ‘a nossa, a de todos os dias’, é um caminho que pode ser percorrido somente se sustentado por quatro elementos imprescindíveis: coragem, esperança, graça, conversão.
 
O caminho da coragem
 
Francisco comenta o trecho litúrgico extraído da Primeira Carta de Pedro, definindo-a como um ‘pequeno tratado sobre a santidade’. Esta é, antes de tudo, “caminhar de modo irrepreensível diante de Deus”:
“Este ‘caminhar’: a santidade é um caminho, a santidade não se compra e nem se vende. Nem se pode presentear. A santidade é um caminho na presença de Deus, que eu devo fazer: ninguém o faz em meu nome. Posso rezar para que o outro seja santo, mas é ele que deve fazer o caminho, não eu. Caminhar na presença de Deus, de modo irrepreensível. Usarei hoje algumas palavras que nos ensinam como é a santidade de todo dia, a santidade – digamos – anônima. Primeira: coragem. O caminho rumo à santidade requer coragem”.
 
Esperança e graça
 
“O Reino dos Céus de Jesus”, repetiu o Papa, é para “aqueles que têm a coragem de ir avante” e a coragem, observou, é movida pela “esperança”, a segunda palavra da viagem que leva à santidade. A coragem que espera “num encontro com Jesus”. Depois, há o terceiro elemento, quando Pedro escreve: “colocai toda a vossa esperança
na graça”:
“A santidade não podemos fazê-la sozinhos. Não, é uma graça. Ser bom, ser santo, avançar a cada dia um passo na vida cristã é uma graça de Deus e devemos pedi-la. Coragem, um caminho. Um caminho que se deve fazer com coragem, com a esperança e com a disponibilidade de receber esta graça. E a esperança: a esperança do caminho. É tão bonito o XI capítulo da Carta aos Hebreus, leiam. Fala do caminho dos nossos pais, dos primeiros que foram chamados por Deus. E como eles foram avante. E do nosso pai Abraão diz: ‘Ele saiu sem saber para onde ia’. Mas com esperança”.
 
Converter-se todos os dias
 
Francisco prosseguiu: na sua carta, Pedro destaca a importância de um quarto elemento. Quando convida os seus interlocutores a não se conformarem “aos desejos de uma época”, os impulsiona essencialmente a mudar a partir de dentro do próprio coração, num contínuo e cotidiano trabalho interior:
“A conversão, todos os dias: ‘Ah, Padre, para me converter devo fazer penitência, me dar umas pauladas…’. ‘Não, não, não: conversões pequenas. Mas se você for capaz de não falar mal do outro, está no bom caminho para se tornar santo’. É tão simples! Eu sei que vocês nunca falam mal dos outros, não? Pequenas coisas… Tenho vontade de criticar o vizinho, meu colega de trabalho: morder um pouco a língua. Vai ficar um pouco inchada, mas o espírito de vocês será mais santo nesta estrada. Nada de grandes mortificações: não, é simples. O caminho da santidade é simples. Não voltar para trás, mas ir sempre avante, não? E com força”.
 
[Papa Francisco, santidade]