14.1.17

A chama da FÉ

 
 
 
                                                               A chama da FÉ

Uma fé viva, uma crença cega e a total adesão à autoridade constituída por Deus sobre ti, isto
forma a luz que orientará os passos do povo de Deus no deserto. Essa é a chama que resplandece sempre nas alturas do espírito que se eleva ao Pai.

Essa é a luminosa estrela que conduziu os Reis Magos à adoração do Messias recém-nascido, a estrela profetizada por Balaão. É o archote que dirige os passos dos espíritos desolados.

E essa luz, essa estrela, esse archote, iluminam, também, a tua alma, dirigem os teus passos,
porque não vacilaste; fortificam o teu espírito no afecto divino e, sem que a alma saiba, estará
sempre avançando na direcção da meta eterna.

[Fr. Arni Decorte — Padre Pio, Ed A.O.— Braga]


A 8 de Novembro de 2016

As qualidades do novo evangelizador

 
 
As qualidades do novo evangelizador, propostas por Dom Robert Barron

Bispo auxiliar de Los Angeles e fundador do ministério Word on Fire para a Evangelização através dos meios de comunicação, dedicou um dos seus vídeos para identificar algumas características que deveriam reunir os crentes que desejam apoiar a Nova Evangelização. A Nova Evangelização tem como base o desenvolvimento de uma relação pessoal com Jesus Cristo.

Portanto, o trabalho para recuperar a Fé daqueles que se distanciaram da religião deve começar pelo apoio evangelizador, que deve reunir algumas características especiais para poder dedicar-se adequadamente a sua tarefa.

União com Deus e ardor renovado

A primeira característica é uma amizade íntima com o Senhor, já que ninguém dá o que não tem, e esta relação se cultiva através da "oração, oração e oração, especialmente na Eucaristia". A segunda qualidade é que o novo evangelizador deve estar "cheio de ardor", sendo o ardor renovado um dos componentes da Nova Evangelização descritos por São João Paulo II. "Se você quer ter persuasão em seu discurso, você deve estar em chamas", explicou.

Dom Barron afirmou que quando fala a seminaristas sobre esta qualidade lhes diz que devem ao menos alcançar o nível de entusiasmo que o mundo põe no comércio e na publicidade. A chave para alcançar este ardor, expôs, é ter uma noção clara do que significa a Ressurreição de Cristo.

"Quando você tem isso, vai querer fazer o que fizeram os primeiros evangelizadores, que é tomar ao mundo inteiro e contar-lhe sobre isso", descreveu.

Conhecer a cultura, amar a Tradição

Outra qualidade recomendada pelo Bispo auxiliar é o conhecimento da história sagrada, especialmente de Israel. A história deste povo escolhido é a história da ação de Deus na história para salvar ao homem do pecado e Cristo é o cumprimento de todas as professar e promessas e deve ser conhecido em relação com essas promessas para entender sua plenitude.
Os novos evangelizadores devem conhecer a cultura atual, já que a Nova Evangelização é "nova em
expressão" nas palavras de São João Paulo II, é ser conscientes das características e limitações da
vida atual para mostrar como a Doutrina da Igreja supera e responde essas inquietações.

Precisamente a seguinte qualidade é "amar a grande Tradição", já que os católicos não somente
possuem a Escritura como fonte da Verdade, mas que tem o patrimônio do desenvolvimento da Revelação através dos séculos, "da forma como uma semente se desenvolve em uma planta ou como um rio flui através do tempo". O conhecimento dos mestres espirituais e doutores da Igreja, assim como as conquistas da arte sacra permitem que as pessoas possam ver mais plenamente a Cristo. "Os novos evangelizadores amam a grande Tradição, tem reverência por ela", afirmou.

Fome de salvar almas

Finalmente, Dom Barron destacou como qualidade o amor pelas almas e o possuir um coração missionário, assim como o conhecimento dos novos meios e tecnologias para levar as mensagens.
"O fato de que 70 por cento dos católicos não assista a Missa no domingo é uma tragédia", lamentou. O prelado indicou que se poderia dizer que a segunda religião nos Estados Unidos bem poderia ser a de "ex-católicos". "Isso é uma tragédia, e se você não sente como uma tragédia, você não pode ser uma novo evangelizador, porque o novo evangelizador tem uma fome e uma paixão pelas almas, por salvar almas".
Inclusive antes de chegar o momento da morte, quando se define se uma alma vai para o Céu ou
para o Inferno, pode perceber-se a necessidade urgente de oferecer salvação. Uma alma que deixa
a Deus "é uma alma divorciada", indicou. "é uma alma que necessariamente vive em angústia, porque nós estamos destinados à união com Deus".
 
 
A 7 de Novembro de 2016


Dom-Robert-Barron.html
[adaptação—RP]

13.1.17

A aventura de crer

 
 
Pensam alguns que a fé verdadeira nunca é assaltada pela dúvida, por períodos de profunda escuridão, de secura dos sentimentos e noite profunda do entendimento, que nos impede de sentir, de compreender, de articular nossa afirmação mais fundamental da existência: "Eu creio!"

Todo crente é peregrino diante Daquele que, antes de ser Palavra, é Silêncio.

Deus é Mistério infinito,
Deus é Noite escura que nos deixa cegos com Sua luminosidade,
Deus é o Santo, o Separado, o Diverso de tudo o mais,
Radicalmente incomparável!
Deus é Aquele que Se revela escondendo-Se
E Se esconde revelando-Se...
Deus... Como percebê-Lo, esquadrinhá-Lo, ter a pretensa  soberba de compreendê-Lo,
A Ele, que tem mundo inteiro escondido na palma da Sua mão?

Eis: estamos Nele, tudo está Nele: na palma da Sua mão!

Assim, caminhar com o Senhor exige radical atitude de fé humilde e peregrina! Uma fé que não atravesse o deserto das perguntas muitas vezes sem resposta,
Uma profissão de fé que não experimente, por vezes, as pesadas noites do não-sentir, do não-saber, do não mais ter perspectiva, é uma fé que não foi suficientemente provada... Não conheceu o verdadeiro e tremendo cadinho que a faz amadurecer entre lágrimas, cansaços, lutas e procuras...

Crer não é compreender tudo!

Crer exige a tremenda e sempre desafiadora pobreza de colocar-se diante de um Deus que é

Mistério, um Deus que não nos presta contas de Seus atos e Seus silêncios, porque já nos disse tudo e tudo de Si nos explicou na Cruz e na Ressurreição do Seu Filho.

E, no entanto, crer é perguntar pelo Senhor,
É sempre, de novo, repor a pergunta sobre Ele!
Crer é procurá-Lo,
Por Ele ansiar,
Por Ele esperar,
É antevê-Lo em tudo,
É divisar, de modo misterioso, Seus passos benditos,
De modo que o coração teimoso e cansado advinha:
"Ele esteve aqui! Ele passou por aqui!" - E tudo, de repente, torna-se bendito,
Só pela presença Dele, pela passagem Dele, pelos rastros Dele!
Crer é teimar em viver assim: nômade, andarilho, peregrino,
Até compreender que procurar é já encontrá-Lo
E encontrá-Lo é pôr-se sempre, de novo, a procurá-Lo!

A fé é uma adesão ao Mistério,
É um constante e sofrido pôr-se em marcha, como Abraão,
Pôr-se em saída, como Moisés...

Vamos, peregrino, como eu!
Vamos de novo,
Vamos, que é Páscoa, é Passagem
- a vida neste mundo é tua embarcação, não tua morada!
Vamos como na Noite da Vigília:
O Cristo feito Círio à frente, luminoso, no meio da noite do mundo e da fé;
E nós, atrás,
Sua pobre Igreja,
Por vezes cansada,
Por vezes confusa,
Sempre por Ele sustentada na potência do Seu soberano Espírito!

Vamos! Vamos!
Digamos ainda, de novo, teimosos:
"Senhor, eu creio! Sustenta minha pobre fé, até o fim,
Até a plena Visão! Ámen!"

A 12 Novembro 2016

http://visaocristadomhenrique.blogspot.pt/2015/09/a-aventura-de-crer.HTML
 

Sê bom com Deus

 
 
Sê Bom Com Deus

«Deus não é o olhar curioso, o olhar inquiridor, o olhar que esquadrinha, o olhar que julga. Deus não é também o olhar condescendente, que vem de cima para baixo, olhar que fere, olhar que ignora o outro como pessoa, olhar que despreza.(...)

Ser bom com Deus: que frase maravilhosa!
Não somos bons com Deus se O tratamos como alguém que Ele não é; não somos bons com Deus se O tratamos pura e simplesmente como um juiz.» 


[François Varillon, em "Viver o Evangelho"]

A 5 Nov 2016


http://www.fundamentos.pt/f-varillon-sintese-da-fe-catolica/

Img: http://access-jesus.com/god-is-my-judge-html/

Continua a viver onde Deus está

 
 
 
 
                                                   Continua a viver onde Deus está
 
Quando sentes uma grande necessidade de afecto humano é necessário perguntar a ti mesmo se as
circunstâncias que te rodeiam a ti e às pessoas com quem estás são aquelas onde Deus
verdadeiramente te quer. Faças o que fizeres — ver um filme, escrever um livro, dar uma conferência, comer ou dormir — é preciso caminhar na presença de Deus.
Se te sentires muito sozinho e necessitado de contacto humano, é preciso discernir com muito
cuidado. Pergunta a ti próprio se esta situação provém de Deus. Por que onde Deus te quer Deus
guarda-te e dá-te paz, mesmo quando existe sofrimento.

Viver uma vida disciplinada é viver de tal modo que queres estar apenas onde Deus está contigo.
Quanto mais aprofundares a vivência da tua vida espiritual, tanto melhor discernirás a diferença
entre viver com Deus e viver sem Deus, e mais fácil será saíres dos locais onde Deus deixa de estar
contigo.
Aqui o maior desafio reside na fidelidade, que deve ser vivida nas escolhas de cada momento.
Quando a tua comida, bebida, trabalho, divertimento, conversa ou escrita deixam de ser para glória
de Deus, deves parar imediatamente, porque já não estás a viver para Sua glória, começas a viver
para tua própria glória. Assim, separas-te de Deus e prejudicas-te.

A tua principal preocupação deve ser sempre se estás ou não a viver com Deus. Possuis conhecimento interno suficiente para responder a esta pergunta. Cada vez que fazes alguma coisa orientada pela tua necessidade de aceitação, de afirmação ou de afecto, e de cada vez que fazes alguma coisa que aumenta estas carências, sabes que não estás com Deus. Elas nunca serão satisfeitas; apenas aumentam quando lhes cedes. Mas cada vez que fizeres alguma coisa para a glória de Deus, conhecerás a paz de Deus no teu coração e lá encontrarás descanso.

[Henri J.M. Nouwen—A Voz Íntima do Amor]
 
 
A 2 Nov 2016

A saída para o Alto

 
 
A saída para o AltoQuando todas as portas humanas se fecharem, ainda haverá uma saída. A saída para o Alto.
Reencontro com Deus. Para chegarmos lá, só há um caminho: a oração. João Paulo II disse:

— Rezo para que, em toda a humanidade, o amor vença o mal, a vida triunfe sobre a morte e a paz prevaleça permanentemente sobre toda a forma de "divisão" e de guerra. Por que tão importante e decisiva a oração? Porque, sem ela, os corações não se convertem, os egoísmos comandam, o mal vence o bem, a morte triunfa sobre a vida, as divisões e a guerra entralhaçam povos e nações.
Sem boa vontade, nascida da prece, não existe conversão. Sem corações convertidos, voltados para Deus e o Evangelho, tudo continua como está: caótico,
feroz, competitivo, violento. Os homens se abeirando do abismo... 
O mundo precisa ser salvo, evangelizando, redimido, reeducado, através da civilização do amor.

O mesmo Papa, João Paulo II, definiu maravilhosamente bem o que significa evangelizar:
— Evangelizar é mergulhar no mistério da vida de Cristo, tentando transmitir algo dEle aos outros...

[como amo eu, RP, frases tão simples, fortes, como estas...] O mundo precisa ser evangelizado, informado pelo Evangelho. Este milagre, que todos sonhamos,  jamais acontecerá se os homens não mergulharem juntos e fundo, nos exemplos de bondade, misericórdia, perdão e fraternidade que o Mestre da Galileia nos deixou.

Com João Paulo II, peregrino da Paz, recuperado do atentado que sofreu, rezemos: para que em toda a humanidade o amor vença o mal, a vida triunfe sobre a morte e a paz prevaleça permanentemente sobre toda a forma de divisão e de guerra.

Aumenta assustadoramente o número de neuróticos, porque há multidões correndo em disparada para se agarrar a coisas incapazes de dar sentido consistente à Vida! Todas os que pretendem encontrar repouso na vida, sem a beleza de Deus, terminam apavorados porque a vida sem Deus, se torna em um piscina de jacarés. E entre jacarés, a chance geral é a neurose...

vale a pena repetir a frase já tão citada de João Paulo II, aquando se despediu do Brasil em 1981:
— Posso confiar-vos um desejo? Que vossas portas, que se abriram para mim com amor e confiança, permaneçam largamente abertas para Cristo — O resto..., é subliteratura...

[Trechos — Roque Schneider]


A 5 Nov 2016


Img: http://frontlinestudy.com/creed/god-the-father/ 

O homem santo

 
 
O homem santo
«O homem santo permanece na sabedoria como o sol, mas o insensato muda como a lua. O pecador é como ela: hoje cheia, amanhã, minguante; hoje ri, amanhã chora de remorso, de angústia e tristeza; hoje parece tranquilo e sereno, amanhã furioso como o tigre. E porquê? Porque seu contentamento depende das coisas boas ou más que lhe acontecem, e, por isso, mudam segundo sopram os ventos favoráveis ou contrários.

O justo é como o sol, sempre sereno e tranquilo, porque sua paz está fundada na conformidade de sua vontade com a vontade de Deus. Podemos gozar aqui na terra de um paraíso antecipado, pois esta paz causa alegria plena, e foi exactamente o que aconteceu aos santos, independente do que passavam; é uma alegria que o mundo não compreende mas que pode e deve estar no coração daquele que tudo se conforma a Deus, e nada, nem a dor, nem a fome, nem a tribulação, haverá de tirar esta paz e impedir que se cumpra de facto a vontade de Deus em sua vida.»


[Santo Afonso de Ligório]

Img: https://acarroll2myking.files.wordpress.com/2014/07/sunshine_145918109.jpg

Deus está sempre connosco

 
 
 
Deus está sempre connoscoÉ preciso convencermo-nos de que Deus está junto de nós continuamente. – Vivemos como se o Senhor estivesse lá longe, onde brilham as estrelas, e não consideramos que também está sempre ao nosso lado. E está como um pai amoroso – quer mais a cada um de nós do que todas as mães do mundo podem querer a seus filhos – ajudando-nos, inspirando-nos, abençoando… e perdoando.

[S. Josemaria Escrivá.]

Presidente do Peru

Presidente do Peru consagrando o País ao Sagrado Coração de Jesus e Imaculado Coração de Maria.
 
 
 
              Boas e Santas Notícias, Aleluia! Ámen.  :)
 

6.1.17

Mantém-te atento às tuas intuições

 
 
Estás a atravessar uma fase invulgar. Sentes-te chamado à solidão, à oração, a uma vida mais
reservada e mais simples. Apercebes-te de que, nesta altura, tens que limitar os teus movimentos,
ser comedido nos telefonemas e cuidadoso com as tuas cartas.
Possuis igualmente o entendimento de que a satisfação do teu desejo ardente de amizades íntimas,
de um ministério partilhado e de um trabalho criativo não trarão o que verdadeiramente desejas.
Para ti constitui uma experiência nova sentir tanto o desejo como a sua irrealidade. Apercebes-te
de que nada, excepto o amor de Deus, pode preencher as tuas necessidades mais profundas,
enquanto o teu desejo pela companhia dos outros e de outras coisas se mantém forte. Parece que a
paz e a angústia convivem lado a lado dentro de ti, que desejas tanto a distracção como recolher-te
profundamente  concentrado em oração.
 
Confia na clareza com que vês o que deves fazer. O pensamento de que talvez tenhas que viver
afastado dos amigos, de um trabalho árduo, dos jornais e de livros excitantes, deixou de te
amedrontrar. Deixou de provocar em ti ansiedade quanto ao que os outros pensarão, dirão ou farão.
Até mesmo a ideia de que corres o risco de perder em breve as tuas ligações ao mundo já não te
aflige. Rezas com facilidade. Que graça! À tua volta  as pessoas vão ao teatro ou a jantares festivos,
e tu não te sentes abandonado ou desprezado quando não és convidado a fazer-lhes companhia.
De facto, sentes-te muito feliz sozinho no teu quarto. Falas com Jesus e escutas o que Ele te diz
com igual facilidade. Estás a compenetrar-te da sua proximidade. Ele guarda-te no seu amor. Por
vezes, recordações de acontecimentos passados e fantasias quanto ao futuro trespassam o teu
coração, mas estes incidentes dolorosos têm-se tornado menos dolorosos, menos devastadores,
menos paralisantes. É como se servissem apenas para te lembrar de que precisas de te manter
próximo — muito próximo — de Jesus.
 
Apercebes-te de que algo totalmente novo, verdadeiramente único, está a acontecer no teu íntimo.
Sabes perfeitamente que algo está a morrer em ti e algo está a nascer. Deves manter-te calmo,
atento e obediente às tuas melhores intuições. Continuas a perguntar-te «O que é que eu faço com
o modo como procedi e com as coisas que disse no passado? E quanto às inúmeras opções que o
futuro me apresenta?».
 
Compreendes então que estas perguntas perderam todo o significado. Na nova vida que começas a
viver elas deixarão de se colocar. Os cenários que durante tanto tempo serviram de pano de fundo
aos teus pensamentos, palavras e acções, vão sendo lentamente enrolados e guardados de uma vez
por todas.
 
Sentes uma estranha tristeza. Emerge uma enorme solidão, mas não te sentes assustado. Sentes-
te simultâneamente seguro e vulnerável. Jesus está onde tu estás e podes ter a certeza de que
Ele te mostrará o passo seguinte.

[Henri J.M. Nouwen]
 
A: 6 de Jan 2017